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Revistas semanais

Veja

 

Capa – Vida e morte de novela * O drama real de vício, paixão e traição de Susana Vieira e Marcelo Silva * Entrevista: Geddel Vieira Lima – “O PMDB não é o PT” * Bolsa classe média * Mensaleiros, cuecas e latrinas * O território é do Brasil * Nenê Constantino indiciado pela polícia

 

ÉPOCA

 

Capa – Drogas, traição & morte: A trágica história de amor entre a atriz Susana Vieira e um homem de 28 anos mais novo * A obra suspeita da Petrobras * Um retrato da Operação Naufrágio onde os juízes afundaram * Fundador da Gol acusado de encomendar assassinato * STF decidiu para índios terras da Raposa-Serra do Sol.

 

ISTOÉ

 

Capa – Energia verde: Casas com aquecimento solar e carros elétricos * As dificuldades da candidatura Dilma * Entrevista: Michel Temer – “Governo não é só o executivo” * Presidente do TJ/ES e dois desembargadores presos por vender sentenças

 

ISTOÉ Dinheiro

 

Capa – Ajuste, invente, invista: As ferramentas das empresas brasileiras para enfrentar a crise e manter planos de crescimento * Entrevista: Sérgio Reze – “Lucramos muito e não devemos demitir” *

Parceiros no pré-sal – Chineses, árabes, japoneses, canadenses… * A saga de uma empreendedora na

 

EXAME

 

Capa – O luxo descobre o Brasil: produtos e serviços de luxo do mundo voltam-se para os mercados emergentes * Os novos donos da terra * Só o governo está otimista * O maior estresse do real – O câmbio vive seu maior e mais profundo período de oscilação em dez *

“Eu morro pela Petrobras” diz a primeira mulher a ocupar um posto no primeiro escalão da estatal

 

CARTA CAPITAL

 

Capa – Veremos o que veremos * A sabotagem do BC * A crise não dá trégua * Justiça que tarda falha * O julgamento do século pelas áreas contínuas * Bilionário no banco dos réus * Satiagraha: A história de Cirillo e De Sanctis não se curvou *  Marcha pela família com Buda

 

 

  

Poesia

Discurso

 

 

E aqui estou, cantando.

 

 

Um poeta é sempre irmão do vento e da água:

deixa seu ritmo por onde passa.

 

 

Venho de longe e vou para longe:

mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho

e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes

andaram.

 

 

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,

mas houve sempre muitas nuvens.

E suicidaram-se os operários de Babel.

 

 

Pois aqui estou, cantando.

 

 

Se eu nem sei onde estou,

como posso esperar que algum ouvido me escute?

 

 

Ah! Se eu nem sei quem sou,

como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

 

 

Cecília Meireles

Monica Salmaso – Pau de Arara

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Mônica Salmaso acertou ao desistir da iminente carreira de jornalista. Estudante do Equipe, colégio de tendências humanísticas que teve em seus registros nomes como o de Serginho Groisman e de vários integrantes dos Titãs, a paulistana Mônica Salmaso (n. 27 de fevereiro de 1971) iniciou sua carreira profissional na peça O concílio do amor (1989), dirigida por Gabriel Vilela.

 

Com aulas de violão e canto, seguiu cantando em bares como o Café Paris, Blue Note, Café Piu Piu, Bom Motivo e Vou Vivendo, onde conheceu o músico Eduardo Gudin, que a convidou para integrar o grupo Notícias dum Brasil.

 

Estreou em disco ao gravar “Cidadela”, no álbum Luz do cais, do autor Mário Gil. Na seqüência, participou do premiado álbum Canções de ninar (“Tudo, tudo, tudo”, de Caetano Veloso; “Boa noite”, de Paulo e Zé Tatit, com Edson Montenegro; “Soneca”, de Rodolfo Stroeter e Edgar Poças). Este disco conquistou o Prêmio Sharp 94 – na categoria de Melhor Disco Infantil.

 

Em 1995, com a gravação do disco Eduardo Gudin e Notícias dum Brasil, participou das faixas “Rosa dos tempos”, “Samba da verdade”, “Tambor”, “Jongo Trio”, “Luzes da mesma luz”, “Guardiã” e “Poeta maior”.

 

Mas Gudin – diretor artístico da gravadora Velas – almejava uma carreira-solo para a jovem cantora paulistana. Idealizou o projeto em que Mônica cantaria todos os afro-sambas compostos por Baden Powell e Vinicius de Moraes, como “Consolação”, “Labareda”, “Canto de Ossanha” e “Canto de pedra-preta”. A idéia se materializou com o álbum Afro-sambas (Atração Fonográfica, 1995), gravado ao lado violonista Paulo Bellinati, que arranjou todas as faixas.

 

Já no ano seguinte, novamente com Paulo Bellinati, gravou a faixa “Felicidade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes no cd Songbook de Tom Jobim.

 

Mas seu primeiro título-solo nasceu apenas em 1998, quando lançou Trampolim (Pau Brasil), com a produção de Rodolfo Stroeter e as participações de Naná Vasconcelos, Toninho Ferragutti e Paulo Bellinati, entre outros.

Leia mais aqui sobre Mônica Salmaso

Náufragos capixabas

chargeonline.com.br/Sponholz

chargeonline.com.br/Sponholz

Opinião

Arremedo de austeridade

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem prometido manter os investimentos e cortar o custeio. Mas o custeio continua a crescer e boa parte dos investimentos públicos permanece emperrada.

 

ESTADÃO

Denúncia

Fora da lei

 

A quem interessar possa no Ministério da Justiça: a empresa de TV a cabo NET não está cumprindo as novas determinações sobre o atendimento de call centers. O consumidor consegue ultrapassar com rapidez as etapas intermediárias ao atendente.

 

Mas daí em diante tudo ocorre como Dante em inferno que nada tem de comédia muito menos divina. Agora o espetáculo da espera interminável se dá na etapa que seria a final.

DORA KRAMER, jornalista

AI – 5

O dia em que liquidaram a democracia

Hoje, 13 de dezembro, a edição do Ato Institucional nº 5, faz 40 anos. O AI-5 liquidou com qualquer apa­rência de democracia: fechou o Con­gresso, cassou direitos políticos, manda­tos parlamentares e, sobretudo, revogou o habeas-corpus, a última garantia da oposição contra os abusos e a violência do regime.

 

O relógio da his­tória deu uma volta completa nessas quatro décadas. Perse­guidos em 1968, o governador José Serra e a ministra Dil­ma Rousseff estão no poder e são as principais alternativas para a sucessão presidencial de 2010.

 

chargeonline.com.br/J.Bosco

chargeonline.com.br/J.Bosco

Poesia

JANEIRO/FEVEREIRO
Calendário Philips 1980


Nem só a cav
idade da boca

Nem só a língua

Nem só os dentes
e os lábios

fazem a língua

Ouça
as mãos
tecendo a língua
e sua linguagem

É a língua
têxtil

O texto
que sai das
mãos
sem palavras

 

Décio Pignatari

 

O Poeta

Nascido em 1927, o paulista Décio Pignatari é poeta, ensaísta, publicitário e teórico da comunicação. Ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, tornou-se um dos principais formuladores da poesia concreta, lançada em 1956.

 

Por fim, vem o poema dedicado à página de janeiro/fevereiro num calendário concebido por Décio Pignatari para a empresa Philips, em 1980. Aqui confunde-se o trabalho do poeta com o do publicitário. Pignatari é sempre citado como o criador da marca “Lubrax”, entre outros feitos no plano da propaganda comercial.

 

Naturalmente, essa indiferenciação entre poesia e publicidade é vista por alguns com restrições. Mas o calendário Philips não é a única peça do gênero incorporada à poesia de Pignatari. Ele também publicou entre seus trabalhos poéticos o anúncio que fez para um produto farmacêutico chamado “Disenfórmio” (1967).

 

Vale dizer que cada poema do calendário é acompanhado da foto de uma atividade artesanal, à qual está ligado. O poema de janeiro/ fevereiro mostra uma mulher tecendo um tapete (ou algo similar) com algo que parece fibra vegetal. “É a língua têxtil”, diz Pignatari. Texto sem palavras.

 

Parte da obra de Décio Pignatari envereda pela semiótica pura. Não tem palavras, nem texto. São sinais — em alguns casos figuras geométricas ou desenhos — articulados para criar uma semântica específica para o poema.

 

Final Deprimente