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Pernas pro ar
Ainda é tempo de férias na Esplanada
Com o presidente Lula de férias, pelo menos 15 ministros resolveram emendar o feriadão e estão fora da Esplanada. A maioria volta ao trabalho dia 12, junto com Lula. Só dez ministros estão em Brasília, e Dilma Rousseff é a única que despacha no Palácio do Planalto.
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Poesia

Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quinta-essência de cantares…
Insólitos, singulares…
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.
São para dizer
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares…
Perdão! digo quintanares.
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[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=XD059jkt6bs]
Isaac Stern, violinista de reputação mundial, nasceu na atual Ucrânia em 1920. Dotado de imenso talento, Stern atuou ainda adolescente sob a direção dos maestros Pierre Monteux, francês, e Otto Klemperer, alemão.
Em 1943, com 22 anos, entra para o Carnegie Hall, já um solista famoso, atuando em orquestras por várias partes do mundo.
Foi durante 45 anos presidente da sala mais famosa dos Estados Unidos, a Carnegie Hall, dando oportunidades a muitos novos músicos.
Além de ter conquistado os principais palcos, fez sucesso no cinema, como no filme “De Mao para Mozart: Isaac Stern na China”, que ganhou o galardão de melhor Oscar para melhor documentário, em 1981 e menção especial no Festival de Cannes.
Em 1967, durante a guerra dos seis dias, tocou com a Filarmónica de Israel, sob a regência do falecido maestro Leonard Bernstein, no topo do monte Scopus, de Jerusalém.
Apesar das ameaças de ataques aéreos, anunciados pelas sirenas, o concerto não foi interrompido. Foi transformado num documentário “A Journey to Jerusalém”.
Em relação ao seu amor pelo violino, Isaac Stern comentou: “Eu não o escolhi. Foi ele que me escolheu”.
Isaac Stern morreu em 22 de Setembro de 2001, em Nova Iorque com 81 anos.
Obs: Sugiro sinceramente para quem aprecia música clássica assistir a essa apresentação do violinista Isaac Stern. É uma das coisas mais lindas que ouvi nos últimos tempos. Prometo que não se arrependerão!
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“Marolinha”

chargeonline.com.br/Elvis
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Paulinho da Viola – “Foi um rio que passou em minha vida”
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=P29xPlZsVSk]
Segundo trabalho solo de Paulinho da Viola lançado em 1969, em homenagem à Portela.
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Artigo publicado n’ O Jornal de Natal. Nas bancas
A Serra da Estrela no Rio Grande do Norte
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
Tem um ditado que reza “Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”. Não sei de onde se tirou este ensinamento, mas minha mãe tinha o costume de usá-lo; e ele ficou gravado nos meus ouvidos.
Agora me serviu, depois que o velho amigo e camarada Iran Barroso me falou que o João Maria Bulhões voltou a fazer artezaanalmente o excelente queijo de cabra lá no Sítio Jardim, em Nísia Floresta.
Não é de hoje que Bulhões manufatura o fino lacticínio, famoso na Europa pelas notáveis qualidades. Entre todos, é celebérrimo o queijo da Serra da Estrela em Portugal e, como não podemos ir até lá, Bulhões arrastou-a, atravessou o Atlântico e trouxe-a para nós.
Para quem gosta de viajar, vale a pena ir até o Parque Natural da Serra da Estrela na terra lusitana. Com 2.000 metros de altitude fica situado entre os municípios de Seia e Covilhã na formação montanhosa que os romanos chamavam de Montes Hermínios (Herminius Mons).
No caderno de viagem, duas anotações: “aqui nasceu o guerreiro Viriato, líder da resistência lusitana contra o invasor estrangeiro; e se produz um dos melhores queijos do mundo”.
Nós, do Rio Grande do Norte, que também temos os antigos guerreiros potiguares, resistentes ao invasor e podemos também apreciar a maravilha gastronômica que os portugueses acreditam ser uma receita exclusiva.. E cobram muito caro por ela.
Conheci o queijo camambert de cabra, produzido no Sul da França. Tem uma marca que rola nas casas importadoras, o Président de Chèvre. Este, porém, é um caso à parte, especial para os degustadores de fondues.
Aliás, é bom dizer que mais de 70% dos queijos de cabra vendidos em Paris ou são portugueses ou espanhóis. Quando por lá andei descobri numa bodega onde fazia minhas compras, principalmente de vinhos e queijos, descobri os queijos de cabra portugueses, caros para um pobre exilado.
Em Paris, colaborei no jornal Portugal Livre do jornalista Mário Soares, então exilado e depois presidente eleito de Portugal. Quando sobravam alguns trocados – difíceis, na época – eu e os “patrícios” não vacilávamos em comprar um bom queijo da Serra da Estrela premiando nosso paladar e matando a saudade da terrinha.
Voltando à cabra fria, Quando o Iran – O velho, (porque há o Iran novo no Banco do Brasil de São José do Mipibu), presenteou-me com o magnífico queijo de leite de cabra, a memória ferveu e as recordações de um passado distante afloraram. Assim, a montanha veio a Maomé.
Assim conclui que, em termos gastronômicos, nada mais agradável para uma volta ao passado do que o bom vinho das uvas Malbec, essa maravilha argentina, e o queijo de cabra que Bulhões produz, conservando as propriedades originais, o caráter, o sabor peculiar e, principalmente por obtê-lo artezanalmente tal como na Serra da Estrela…
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Poesia
As Jóias
A amada estava nua e, por ser eu o amante,
Das jóias só guardara as que o bulício inquieta,
Cujo rico esplendor lhe dava esse ar triunfante
Que em seus dias de gloria a escrava moura afeta.
Quando ela dança e entoa um timbre acre e sonoro,
Este universo mineral que à luz fulgura
Ao êxtase me leva, e é com furor que adoro
As coisas em que o som ao fogo se mistura.
Ela estava deitada e se deixava amar,
E do alto do divã, imersa em paz, sorria
A meu amor profundo e doce como o mar,
Que ao corpo, como à escarpa, em ondas lhe subia.
O olhar cravado em mim, como um tigre abatido,
Com ar vago e distante ela ensaiava poses,
E o lúbrico fervor à candidez unido
Punha-lhe um novo encanto às cruéis metamorfoses.
E sua perna e o braço, a coxa e os rins, untados
Como de óleo, a imitar de um cisne a fluida linha,
Passavam diante de meus olhos sossegados;
E o ventre e os seios, como cachos de uma vinha,
Se aproximavam, mais sutis que Anjos do Mal,
Para agitar minha alma enfim posta em repouso,
Ou arrancá-la então à rocha de cristal
Onde, calma e sozinha, ela encontrara pouso.
Como se à luz de um novo esboço, unida eu via
De antíope a cintura a um busto adolescente
De tal modo os quadris moldavam-lhe a bacia.
E a maquilagem lhe era esplêndida e luzente!
– E estando a lamparina agora agonizante,
Como na alcova houvesse a luz só da lareira,
Toda vez que emitia um suspiro faiscante,
Inundava de sangue essa pele trigueira.
Charles Baudelaire
O Poeta

Órfão de pai aos seis anos, Charles-Pierre Baudelaire (1821, Paris, França-1867, Paris) viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia).
Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia. Na volta, participou da Revolução de 1848.
Após esse período conturbado, passou a freqüentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas “Vênus Negra”.
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[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=RxVXQbP8MzU]
Compositor, regente e arranjador, Hekel Tavares nasceu no dia 16 de setembro de 1896, em Satuba, interior de Alagoas. Ainda criança, estudou piano, harmônica e cavaquinho. Mas sua maior paixão era a música popular, principalmente a que vinha dos cantadores de desafios e dos reisados.
Já no Rio de Janeiro, após sua chegada em 1920, começou a estudar Orquestração a partir de 1921, com o maestro J. Otaviano.
Profissionalmente, sua estréia como compositor aconteceu em 1926, fazendo música para o teatro de revista, na peça carnavalesca ”Stá na Hora”, de Goulart de Andrade, no Teatro Glória. No ano seguinte lança Suçuarana (em parceria com Luís Peixoto) sua primeira composição de sucesso.
E foi também em uma parceria com o compositor Luiz Peixoto seu maior êxito popular com a música Casa de Caboclo gravada por Gastão Formenti na Parlophon em 1928.
No mesmo ano de 1928, Patrício Teixeira gravou Eu Ri da Lagartixa, também lançada na Parlophon.
No início da década de 30 Hekel Tavares compôs com muitos parceiros entre os quais Joraci Camargo com quem fez Favela e Leilão, Ascenso Ferreira (Chove!… chuva!…), com Álvaro Moreira (Bahia), Murilo Araújo (Banzo), com Luís Peixoto (Na Minha Terra Tem e Felicidade).
Em 1933, Jorge Fernandes registrou O Que Eu Queria Dizer ao Teu Ouvido (música de Hekel Tavares e Mendonça Júnior) e Guacyra (de Hekel Tavarese Joraci Camargo) na Odeon. Jorge Fernandes também gravaria Caboclo Bom (parceria com Raul Pederneiras), em 1942, na Columbia.
Hekel Tavares lançou sua primeira composição erudita, André de Leão e o Demônio de Cabelo Encarnado, tendo como base um poema de Cassiano Ricardo em 1935.
Autor de mais de 100 músicas – canção, toada sertaneja, maracatus, fox-trot, coco – obras sinfônicas, peças clássicas como Concerto Para Piano e Orquetra em Formas Brasileiras, de 1941 – obras para piano e violino -, coro misto, solistas e coros infantis em sua maioria com motivos folclóricos e regionais como em Engenho Novo, Bia-tá-tá, Anhangüera e Oração do guerreiro.
Hekel Tavares faleceu em 8 de agosto de 1969, no Rio de Janeiro.
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“Marolinha”

chargeonline.com.br/Glauco
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Poesia
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
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