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Poesia

NOTHING

 

Nada nada nada

Nada mais do que nada

Porque vocês querem que exista apenas o nada

Pois existe o só nada

Um pára-brisa partido uma perna quebrada

O nada

Fisionomias massacradas

Tipóias em meus amigos

Portas arrombadas

Abertas para o nada

Um choro de criança

Uma lágrima de mulher à-toa

Que quer dizer nada

Um quarto meio escuro

Com um abajur quebrado

Meninas que dançavam

Que conversavam

Nada

Um copo de conhaque

Um teatro

Um precipício

Talvez o precipício queira dizer nada

Uma carteirinha de travel’s check

Uma partida for two nada

Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas

Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava

Um cão rosnava na minha estrada

Um papagaio falava coisas tão engraçadas

Pastorinhas entraram em meu caminho

Num samba morenamente cadenciado

Abri o meu abraço aos amigos de sempre

Poetas compareceram

Alguns escritores

Gente de teatro

Birutas no aeroporto

E nada.

 

Pagu

 

A Poetisa

 

Patrícia Rehder Galvão defendia a participação ativa da mulher na sociedade e na política – e foi a primeira brasileira do século 20 a ser presa política. Aos 15 anos, estudava para professora na Escola Normal e era colaboradora de um jornal de bairro em São Paulo, com o pseudônimo Patty.

 

Leia na íntegra, clique Aqui

Symphony 1 Part 1- Brahms

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=hCo1iBkcta0]

O maestro Karajan rege a philarmônica de Berlim em Tokio –  1981

Maysa e Gal Costa

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=HI4gjTPbInE]

Um encontro emocionante!!

chargeonline.com.br/Sponholz

chargeonline.com.br/Sponholz

Artigo

Democracia, pesquisas e reeleição

 

MIRANDA SÁ, jornalista

E-mail: mirandasa@uol.com.br

 

        Como os que lêem meus artigos sabem, não confio nas urnas eletrônicas. O TSE pode gastar em propaganda a fortuna que gasta com o dinheiro do contribuinte para me convencer, mas não adianta: enquanto não provarem que o resultado pode ser visto, não tem essa de garantir a impossibilidade de fraude.

 

        Apesar dessa bronca, acho que tem coisa pior no processo eleitoral brasileiro, o famigerado instituto da reeleição. Jamais perdoarei o sociólogo FhC por isso… Para mim, foi uma bandidagem próxima à dos mensaleiros, porque a reeleição foi um conto do vigário passado para furtar a democracia.

 

        A reeleição, além do roubo praticado contra o regime, apropriou-se fraudulentamente do maior valor cívico do povo, que é a escolha livre dos seus governantes.

 

        Com a democracia ferida pela falta de provas da verdadeira decisão eleitoral e pelo esbulho da reeleição, golpeiam-na ainda mais com as pesquisas de encomenda, que se desmoralizam a cada pleito.

 

        Nas últimas eleições, a nível municipal, as pesquisas deixaram expostas a desconfiança e a conjectura da suspeição. Façamos como os romances de Sherlok Holmes: procuremos a quem interessa o crime. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, a publicação das pesquisas foi criminosa.

 

        Sem exceção, todos os institutos registraram folgada maioria para Marta Suplicy, candidata de Lula da Silva. Foram vários os mapas divulgados e em nenhum dele apareceu, mesmo timidamente, a perspectiva de Marta ficar atrás de Kasssab, que a derrotou fragorosamente.

 

        A suspeição não é das pesquisas em si. Caem sobre os métodos aplicados, que determinam o espaço, o tempo e o número das pessoas ouvidas. É um segredinho dos marqueteiros eleitorais que, quando erram, têm sempre uma desculpa para a reviravolta do eleitorado.

 

        O ilusionismo dos números influencia a sociedade e, em conseqüência, os eleitores. E essa prestidigitação tem sido usada para quadruplicar a inegável popularidade de Lula da Silva. Sem dúvida, o Presidente é carismático e hábil para convencer as massas, mas não é apenas a sua personalidade que atua para conquistar a simpatia popular.

 

        Temos a propaganda triunfalista de um governo virtual. Os desacertos, sejam no campo político, sejam no administrativo, são varridos para debaixo do tapete. Quem se lembra do Fome Zero, do Primeiro Emprego e dos Dez Milhões de vagas no mercado do trabalho?

 

        Ninguém. Pelo contrário; a maioria da população engoliu a auto-suficiência do petróleo, tem esperanças voltadas para as reservas do Pré-Sal, acredita que o acesso à educação cresceu e espera contrita pelo êxito dos PACs. A verdade, entretanto, é que a auto-suficiência foi uma fraude eleitoral, o Pré-Sal é inviável pelo preço internacional do óleo,  e os PACs estão emperrados em todo território eleitoral.

 

        Mesmo assim as pesquisas sobem. E já atingem quase 80%! Paralelamente, os pelegos que estão no poder articulam o 3º mandato presidencial.  Lula já não nega mais que queira continuar; a palavra dada está sendo esquecida, e a pelegagem se movimenta; o dinheirão que elegeu Luiz Marinho em São Bernardo do Campo é uma merreca comparado ao que está sendo gasto na campanha sorrateira.

 

        Todos os ministérios e empresas estatais dobraram as verbas de publicidade. E haja mentira enfiada nos ouvidos e perpassada nos olhos do povo. Será a morte anunciada da democracia brasileira, mas eu continuo votando contra.

Ilegalidade

Os SACs ainda não respeitam clientes

Pesquisa revela altos níveis de insatisfação do consumidor com os serviços de atendimento ao cliente (SACs). Ocorreram mais reclamações com TV por assinatura (63%), telefonia (54%) e transportes terrestres (41%). Das nove empresas de telefonia testadas, apenas a Vivo e a Intelig foram aprovadas. O JB ligou para call centers de várias empresas e constatou irregularidades

Poesia

Cemitério

 

Emily Dickinson

Tradução de Manuel Bandeira

Este pó foram damas, cavalheiros,

Rapazes e meninas;

Foi riso, foi espírito e suspiro,

Vestidos, tranças finas.

Este lugar foram jardins que abelhas

E flores alegraram.

Findo o verão, findava o seu destino…

E como estes, passaram.

 

Emily Dickinson

Tradução de Manuel Bandeira

 

A Poetisa

 

Viveu quase toda sua vida em Amherst, Massachusetts, EUA, onde nasceu em 1830. Tudo indica que levou uma vida gregária quando jovem, mas com o tempo tornou-se reclusa. A forma singular e solitária como viveu permanece pouco conhecida e desperta interesse e curiosidade entre os apreciadores de sua grandiosa obra poética.

 

As tentativas de elaboração de uma biografia mais completa têm encontrado inúmeras barreiras, e sua história, assim como sua obra, permanece repleta de inconsistências e enigmas. Após sua morte, em 1886, foram encontrados, entre seus papéis, cerca de mil poemas. A primeira edição de Poemas (1890) obteve um grande êxito. A vitalidade de sua obra a coloca entre os maiores poetas estadunidenses.

 

A primitiva simplicidade de suas estrofes se equilibra com audaciosa complexidade sintática e rítmica, além de flexibilidade no uso das rimas. Seus temas incluem as questões essenciais e existenciais do ser humano: a vida e a morte, o cotidiano, a mente e a natureza, Deus.

 

Sobre o estilo conciso da poetisa, a tradutora Lucia Olinto, autora do livro Dickinson, Emily, 75 poemas, expressa: “São poemas ‘apertados’ e às vezes quase sufocantes …”. Os poemas de E. D. parecem expressões contidas (mesmo não tendo sido escritos para divulgação à sua época), como pequenas gotas de um oceano oculto que precisaram atravessar árduo caminho até chegar à luz do dia.

 

 

 

 

A Sagração da Primavera – Igor Stravinski

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Philarmônica de Los Angeles, regida por Esa-Pekka-Salonen –2003

 

A Sagração da Primavera é um balé em dois atos composto por Igor Stravinsky em 1913 e é considerada a obra que marca o início do modernismo na história da música. Composta sob encomenda para os Balés Russos de Diaghilev, a obra teve sua Premiére no dia 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris. Com sua exótica abordagem rítmica, desafiando bom número de regras e contestando tudo que se conhecia até então a obra causou um escândalo memorável na capital francesa. A Sagração conta a história da imolação de uma jovem que deve ser sacrificada como oferenda ao deus da primavera em um ritual primitivo, a fim de trazer boas colheitas para a tribo.

 

Esa-Pekka Salonen é maestro e compositor finlandês, (ja foi maestro da Filarmônica de Los Angeles e da Filarmônica de Londres). estudou corne e composição na academia Sibelius, assim como regência. Sua primeira experiência com regência veio em 1979 com a Finnish Radio Symphony Orchestra, apesar de ele se considerar principalmente um compositor.

 

Em 1983, contudo, ele apresentou-se com a Filarmônica de Londres, a Sinfonia n° 3 de Gustav Mahler, o que deslanchou sua carreira como maestro. Ele se tornou então maestro convidado entre 1985 a 1994. Em novembro de 2006, Salonen foi anunciado como o novo maestro principal da Filarmônica de Londres em 2008.

 

Salonen foi maestro principal da Swedish Radio Symphony Orchestra de 1984 – 1995, e é mundialmente reconhecido por sua dedicação em performance e gravação de músicas contemporâneas. Ele ganhou o “Gramophone Award” por sua gravação da Sinfonia n/ 3 de Witold Lutoslawski.

Delacroix

A barca de Dante (1822)

Delacroix teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce: freqüentou prestigiosos colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes.

 

Visitava quase todos os dias o Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.

Seu primeiro quadro importante foi A Barca de Dante – a obra deste escritor italiano foi um dos temas preferidos do romantismo.

 

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Comentário (I)

Viram a nova Dilma Rousseff?

 

Dizer o quê? Assistiram ao filme Meninos do Brasil? Pois é. O PT pode fazer o seu As Meninas (nem tanto…) do Brasil. O dito partido operário brasileiro tem, mais do que qualquer outro, incrível intimidade com a cirurgia plástica — recurso bastante distante ainda das camadas populares.

 

Dilma só resistiu à tentação de ficar loura, como Marta Suplicy e Marisa Latícia, mas o, digamos, shape é o mesmo. Aliás, fiquemos atentos: vai que, sob o nome de Dilma, seja Marisa a concorrer às eleições presidenciais…

 

Reinaldo Azevedo, jornalista