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Poesia

BRISA MARINHA

                             Tradução:  Augusto de Campos

A carne é triste, sim, e eu li todos os livros.
Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres,
Ébrios de se entregar à espuma e aos céus
                                              [ imensos.
Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos,
Impede o coração  de submergir no mar
Ó noites! nem a luz deserta a iluminar
Este papel vazio com seu branco anseio,
Nem a jovem mulher que preme o filho ao seio.
Eu partirei! Vapor a balouçar nas vagas,
Ergue a âncora em prol das mais estranhas
                                              [ plagas!

Um Tédio, desolado por cruéis silêncios,
Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços!
E é possível que os mastros, entre ondas más,
Rompam-se ao vento sobre os náufragos, sem
                                              [ mas-
Tros, sem mastros, nem ilhas férteis a vogar…
Mas, ó meu peito, ouve a canção que vem do
                                              [ mar!

 

Mallarmé

 

 

O Poeta

 

 

Stéphane Mallarmé nasce em Paris, no dia 18 de Março de 1842. A sua infância e juventude são perturbadas pelas mortes dos pais e da irmã mais nova.

 

Tendo estudado inglês em Londres entre 1862 e 1863, Mallarmé regressa a França para dar aulas, mas o ordenado de professor revela-se insuficiente para sustentar a família, tendo o poeta de desenvolver outras actividades, como editar uma revista e traduzir livros escolares.

 

Se, por um lado, a vida pessoal e profissional de Stéphane Mallarmé é repleta de percalços, a carreira literária, por outro, segue um percurso firme e sólido. Os primeiros poemas datam de 1862 e são fortemente influenciados pela poesia de Baudelaire, mas Mallarmé vai além do proposto pelo seu precursor, no que será o seu magnífico, mas inacabado, livro Grand Oeuvre.

 

Mallarmé deixou uma obra poética que marca, ao lado da de Verlaine, a liderança do movimento simbolista, alcançando sucesso e reconhecimento ainda em vida.

Morre a 9 de Setembro de 1898 na sua casa de Valvins, perto de Fontainebleau.

 

Albrecht Mayer- Oboé, Oboé d´amore, Englishhorn, G.F.Händel

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=nm5i6-uZVtI].

Albrecht Mayer é um oboísta clássico alemão. Ele é o principal oboísta da Orquestra Filarmônica de Berlim, juntamente com Jonathan Kelly.

Mayer cantou como uma criança no Coro da Catedral de Bamberg. Ele era um estudante de Gerhard Scheuer, Georg Meerwein, Maurice Bourgue e Ingo Goritzki, e começou sua carreira profissional como principal oboísta da Bamberg Symphony Orchestra, em 1990. Juntou-se à Orquestra Filarmônica de Berlim, em 1992, como principal oboísta

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Vamos rir?

“A opinião do ministro da Justiça não deveria ter sido considerada pelo presidente Lula, patriarca da família petista, pela simples razão de que “genro” não é parente”.

 

Sergio S. de Oliveira (marisanatali@netsite.com.br)

É isso aí…

chargeonline.com.br/Fausto

chargeonline.com.br/Fausto

Poesia

Dous horizonte fecham nossa vida

 

Um horizonte, — a saudade

Do que não há de voltar;

Outro horizonte, — a esperança

Dos tempos que hão de chegar;

No presente, — sempre escuro, —

Vive a alma ambiciosa

Na ilusão voluptuosa

Do passado e do futuro.

 

 

Os doces brincos da infância

Sob as asas maternais,

O vôo das andorinhas,

A onda viva e os rosais.

O gozo do amor, sonhado

Num olhar profundo e ardente,

Tal é na hora presente

O horizonte do passado.

 

 

Ou ambição de grandeza

Que no espírito calou,

Desejo de amor sincero

Que o coração não gozou;

Ou um viver calmo e puro

À alma convalescente,

Tal é na hora presente

O horizonte do futuro.

 

 

No breve correr dos dias

Sob o azul do céu, — tais são

Limites no mar da vida:

Saudade ou aspiração;

Ao nosso espírito ardente,

Na avidez do bem sonhado,

Nunca o presente é passado,

Nunca o futuro é presente.

 

 

Que cismas, homem? — Perdido

No mar das recordações,

Escuto um eco sentido

Das passadas ilusões.

Que buscas, homem? — Procuro,

Através da imensidade,

Ler a doce realidade

Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

Machado de Assis

O Poeta

Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. Sua obra tem raízes nas tradições da cultura européia e transcende a influência das escolas literárias nacionais.

 

 

SAINT SAENS – Concerto Cello Part 1 – MSTISLAV ROSTROPOVICH Cello Concerto Part 1

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Rostropovich com a Philarmônica de Londres em 1977. Gênio!!

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Poesia

É o êxtase langoroso

 

É o êxtase langoroso

É a fadiga amorosa

São todos os arrepios do bosque

Entre os abraços das brisas.

E para o lado das inquietas ramagens

Há um coro de pequenas vozes.

 

Oh fresco e frágil murmúrio

Tudo chilreia e assusta

Assemelha-se ao doce grito

a aspirar da agitação da erva…

Dirias, sob um redemoinho d’água

Um surdo rolar de seixos.

 

A alma a lamentar-se

Nessa queixa dormente

É a nossa, não é?

É a minha, dize, é a tua,

d’onde se exala a humilde antífona,

Tão baixinho, nesta noite morna?

 

Paul Verlaine

 

O Poeta

 

Poeta francês. Simbolista, seu lirismo musical abriu novos caminhos para a poesia na França. O lirismo musical e evanescente de Verlaine exerceu influência decisiva no desenvolvimento do simbolismo e abriu novos caminhos para a poesia francesa.

 

Com Mallarmé e Baudelaire, Verlaine compõe o grupo dos chamados poetas decadentes.

 

 

 

 

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Horowitz e Schubert

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=L6_SbflSwAg]

 

Wladimir Horowitz (Kiev, 1 de outubro de 1903 – 5 de novembro de 1989) foi um pianista clássico virtuose. É considerado como um dos mais brilhantes pianista de todos os tempos, devido à sua excepcional técnica aliada às suas performaces contagiantes.

 

Destaca-se pelo seu toucher sem igual, pelo controle dinâmico excepcional e pela sua mecânica única.

Aqui, interpreta Impromptu de Schubert

Lambança na Câmara dos Deputados

Chinaglia foi o grande derrotado

O deputado Arlindo Chinaglia assumiu a presidência da Câmara depois de dois traumas: as presidências de João Paulo Cunha (PT-SP), um dos 39 réus no escândalo do mensalão, e de Severino Cavalcanti, obrigado a renunciar por receber “mensalinho” de um concessionário da Câmara.

Depois disso, o mandato-tampão de Aldo Rebelo não foi suficiente para restaurar a dignidade da Câmara dos Deputados.

 

Com Arlindo Chinaglia, parecia que as coisas iam entrar nos eixos. E o deputado chegou cheio de energia – como chegam quase todos os presidentes. Ameaçou cortar o ponto de deputados faltosos, fez esforços para limpar a pauta da Câmara, reclamou do excesso de medidas provisórias – mesmo pertencendo ao partido do presidente da República.

 

Mas aí… Chinaglia se deixou capturar por demandas sindicais de funcionários, relutou em obedecer à determinação do Supremo Tribunal Federal para substituir um deputado que perdera o mandato por trocar de partido, foi leniente com propostas de aumento de salário para deputados – e voltou atrás, depois de violenta reação da opinião pública, deixou correr a escandalosa aprovação de mais de oito mil novas vagas de vereador.

 

E agora, no apagar das luzes de seu mandato, vem esta história estranhíssima, de um novo plano de saúde para os 3.500 servidores concursados – e 12 mil funcionários comissionados.

 

Sem licitação, sem discussão, sem a aprovação dos concursados. Tudo resolvido às pressas, com o presidente do Sindilegis, Magno Mello, e um lobista de empresas de planos de saúde. Beleza!

 

Ninguém discutiu a excelência do novo plano de saúde nem o fato que, talvez, fosse melhor que o anterior. O que se discutiu foi a forma como foi feita a troca, coisa que levantou sérias suspeitas.

 

Depois de fortíssima reação externa (opinião pública, ouvintes, eleitores, contribuições, leitores) e interna (membros da Mesa da Câmara, deputados e servidores concursados), finalmente hoje a Mesa da Câmara voltou atrás em relação à extensão do plano de saúde aos funcionários comissionados. Foi tudo cancelado.

 

Antes assim.

 

Mas para a biografia do deputado Arlindo Chinaglia, o estrago está feito. Teve seu mandato, justo no final, manchado por um episódio eivado de irregularidades.

 

Fonte: Lúcia Hippolito

 

chargeonline.com/Sponholz

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