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Poesia

A Marmita

 

Em sua marmita

não leva o operário

qualquer metafísica.

Leva peixe frito,

arroz e feijão.

Dentro dela tudo

tem lugar marcado.

Tudo é limitado

e nada é infinito.

A caneca d’água

tem espaço apenas

para a sua sede.

E a marmita é igual

à boca do estômago,

feita sob medida

para a sua fome.

E quando termina

sua refeição,

ele ainda cata

todas as migalhas,

todo esse farelo

de um pão que suasse

durante o trabalho.

Tudo quanto ganha

o operário aplica

como um capital

em sua marmita.

E o que ele não ganha

embora trabalhe

é outro capital

que também investe:

palavra que diz

em seu sindicato,

frase que se escreve

no muro da fábrica,

visão do futuro

que nasce em seus olhos

que só com fumaça

se enchem de lágrimas.

Em sua marmita

não leva o operário

o caviar de

qualquer metafísica.

E sendo ele o mais

exato dos homens

tudo nele é físico

e material,

tem seu nome e forma,

seu peso e volume,

pode-se pegar.

Seu amor tem saia

pêlos e mucosas

e, fecundo, faz

novos operários.

As coisas se medem

pelo seu tamanho:

sono, mesa, trave.

No trem ou no bonde

nenhum operário

pode se espalhar

sem fazer esforço.

É como no mundo:

— tem que empurrar.

Vasilhame cheio

de matéria justa,

sua vida é exata

como uma marmita.

Nela cabe apenas

toda a sua vida.

E não cabe a morte

que esta não existe,

não sendo manual,

não sendo uma peça

de recauchutar.

(Artigo infinito,

sem ferro e sem aço,

qualquer um a embrulha

sem usar barbante

ou papel almaço.)

Fabril e imanente

o operário vive

do que sabe e faz

e, sendo vivente,

respira o que vê.

O tempo que o suja

de óleo e fuligem

é o mesmo que o lava,

tempo feito de água

aberta na tarde

e não de relógio.

E a própria marmita

também é lavada.

E quando ele a leva

de volta pra casa

ela, metal, cheira

menos a comida

do que a operário.

 

Ledo Ivo

 

 

O Poeta

 

 

Nasceu no dia 18 de fevereiro de 1924, em Maceió (AL). Em 1940, transferiu-se para Recife, onde passou a contribuir com a imprensa local e a conviver com um grupo literário de que faria parte Willy Lewin, o qual haveria de exercer grande influência em sua formação cultural.

 

Em 1944, estreou na literatura com As Imaginações, poesia, e no ano seguinte publicou Ode e Elegia, distinguido com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Nos anos subseqüentes, sua obra literária avoluma-se com a publicação de obras de poesia, romance, conto, crônica e ensaio.

 

Quinto ocupante da Cadeira nº 10, eleito em 13 de novembro 1986, na sucessão de Orígenes Lessa e recebido em 7 de abril de 1987 pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa. Recebeu os acadêmicos Geraldo França de Lima, Nélida Piñon e Sábato Magaldi.

 

É sócio efetivo da Academia Alagoana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, sócio efetivo da Academia Municipalista de Letras do Brasil, sócio efetivo da Academia Brasileira de Letras do Brasil, sócio honorário da Academia Petropolitana de Letras; sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

 

Gene Kelly – I’m singing in the rain

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Para lembra-lo no dia de seu falecimento, 2/2/1996. Não seria tão impossível que estivesse entre nós, pois estaria com 97 anos! Vamos lá com o inesquecível “Dançando na chuva” e a genialidade do artista.

 

Não se apressem com o “irritante” mas utilíssimo YouTube, deixem primeiro carregar o vídeo todinho, só depois assistam. ´É muito melhor sem aquelas interrupções. Abaixo uma pequena biografia de Gene Kelly.

 Kelly, na verdade Eugene Curran Kelly, foi um astro dos musicais da década de 50. Entre eles, destacam-se Sinfonia de Paris (1951), baseado num balé de George Gershwin, que recebeu oito Oscars, e Cantando na Chuva (1952), no qual foi protagonista e coreógrafo.

 

Um dos pontos altos de sua carreira ocorreu em 1960, quando colaborou com o balé da Ópera de Paris em Pas de Dieux. Kelly realizou, em 1969, a versão cinematográfica do musical Hello Dolly, com Barbra Streisand.

 

 

Gene Kelly era dono de um histrionismo irrefutável..não obstante a fama de Fred Astaire, que viveu na mesma época, Gene tinha o dom de flutuar romantica e sensivelmente nas telas do mundo..possuia um equilibrio fora dos padrões de todos seus concorrentes.

 

Gene Kelly tinha alma, por isso jamais será esquecido por todas gerações. “Cantando na Chuva” é algo antológico, e, toda vez que chover, alguém se lembrará dele…fantasticamente inesquecível!

 

Gene nasceu na Pensilvânia em 23/08/12, falecendo em Los Angeles em 2/2/1996.

 

 

 

Picasso

A menina com bandolim - 1915

 

Poesia

O Delfim

 

Delfim: no mar vós brincais,

Mas a vaga é sempre mais.

Por vezes me alegro tanto!

Cruel a vida, entretanto.

 

Guillaume Apollinaire

 

(Tradução de Jorge de Sena)

 

O Poeta

 

Em 25 de agosto de 1880 nasce em Roma Guglielmo Alberto Wladimiro Alessandro Apollinare de Kostrowitzky, filho de mãe polonesa e de pai desconhecido. Até seus sete anos vive na Itália, onde aprende a ler e a escrever em italiano, além de falar o polonês.

 

Em 1887, a família Kostrowitzky muda-se para Mônaco. Do ano seguinte até 1895, Apollinaire e seu meio-irmão de cinco anos, Alberto Eugenio Giovanni, seguem seus estudos no colégio Saint-Charles de Mônaco. É nesse ambiente que Apollinaire começará seus primeiros escritos, firmando-os no Lycée de Nice, durante um breve período em que aí esteve matriculado.

 

Em 1897, depois de ser reprovado no baccalauréat (exame que os estudantes franceses devem prestar, ao final do ensino médio, para ingressar no ensino superior), ele decide se dedicar intensamente à leitura, freqüentando a biblioteca de Nice, quando é inspirado pelo desejo de se tornar jornalista. Já nessa época, assina seus escritos sob o pseudônimo de Guillaume Macabre.

 

Para saber mais, clique Aqui

Perfume de mulher – A linda cena do tango

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Alanis Morissette canta para 60 mil pessoas em primeiro show na Bahia

Em sua primeira apresentação na Bahia, a canadense Alanis Morissette tocou gaita e violão e empolgou os 60 mil foliões que lotaram o palco principal no último dia do Festival de Verão de Salvador.

 

Terceira atração do evento, depois do Olodum e do Capital Inicial, a cantora chegou acompanhada por 15 seguranças e apresentou sucessos do seu mais recente trabalho, “Flavors of Entanglement”, na madrugada deste domingo (1º).

 

No repertório do show, além das músicas do novo álbum, Alanis Morissette, que está fazendo uma turnê pela América Latina, apresentou hits de sua carreira, como “Ironic”, “You Learn”, “Head Over Feet” e “Uninvited”. A cantora desembarcou em Salvador na tarde deste sábado (31) com assessores e dois cães e seguiu para o hotel na orla, onde deu entrada sem falar com hóspedes e fãs que a esperavam na recepção.

 

Carregados por assessores, os dois cachorros acompanharam a cantora até o Parque de Exposições na madrugada deste domingo. No meio do show, Alanis Morissette agradeceu a participação do público com um “obrigada”.

 

A artista pediu para os organizadores do festival três camarins exclusivos, vinhos da Itália, França e Espanha, além de água e sucos na temperatura ambiente. O que mais chamou a atenção foi a quantidade de toalhas solicitadas pela canadense: 36 de banho e 24 de rosto. Antes de participar do encerramento do Festival de Verão, Alanis Morissette passou por Manaus, Brasília, Fortaleza, Teresina e Recife.

 

Este mês, a artista tem apresentações marcadas para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre. Entre as personalidades que acompanharam o show da cantora canadense estavam os atores Márcio Garcia, Rodrigo Lombardi, Juliana Paz, Malvino Salvador, Lázaro Ramos, Daniele Winits e Preta Gil. O governador da Bahia, Jaques Wagner, também prestigiou o espetáculo.

 

Fonte: Uol Música/MANUELA MATTO

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Mau exemplo

Chávez chega a 10 anos no

poder e luta para continuar

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, completa amanhã 10 anos no poder com o objetivo de garantir mecanismos para se perpetuar no cargo. Sua próxima tentativa será o referendo do dia 15 sobre a proposta de reeleição ilimitada.

Novo Salário Mínimo

chargeonline.com.br/J. Bosco

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