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Diz que disse…

Ombudsman

 

“O Globo” sempre publicou a lista dos grandes devedores da Previdência Social. De repente, parou de publicar. Está desfeito o mistério.

 

 

O site da Previdência Social, a que todo cidadão pode ter acesso, conta, na Dívida Ativa de 14 de janeiro de 2009, que a “Infoglobo Comunicações SA”, holding que abriga “O Globo” e seu portal na internet, deve à Previdencia exatamente 17 milhões, 517 mil e 404 reais e 64 centavos.

 

 

Como é que “O Globo” resolve o problema? Põe Lula todo dia, toda hora, fazendo comícios na TV Globo. Uma mão suja a outra.

 

SEBASTIÃO NERY, jornalista

Poesia – Paulo Autran

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4QA8SzwFqEE]

Paulo Autran :: Poema em Linha Recta :: Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo.

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

 Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

 

Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

 

 

 

Poesia

E agora José – Carlos Drummond de Andrade

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CaexXJ6UFnw]

O melhor video que ja vi  unindo música e letra representando uma poesia de Carlos Drummond de Andrade. Vale a pena.

Beethoven: Sonata para Cello No. 5 (Part 1)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vnZxfmKPEVo]

Rostropovich/Richter interpretam a Sonata de Beethoven para violoncelo e piano No.5, Op.102/2.

 

Rostropovich (27 de Março de 1927, Baku —2007, Moscovo) foi um violoncelista e maestro russo (tendo-se mais tarde naturalizado americano), unanimimente apontado como o maior violoncelista do século XX.

 

Nasceu no Azerbaijão, parte então da União Soviética. Ainda quando era muito pequeno, a sua família muda-se para Moscou. Estudou no conservatório da capital (do qual mais tarde seria docente) tendo como professores, entre outros, Dmitri Shostakovitch e Serguei Prokofiev.

 

Sviatoslav Teofilovich Richter (Ucraniano 1915 – 1 de agosto de 1997) é considerado um dos maiores pianistas clássicos de todos os tempos. Richter era um pianista virtuoso, ainda que nunca tenha usado essa virtuosidade para outro fim a não ser para manifestar a poesia essencial da música. As suas interpretações eram soberbas e controladas, seu repertório era muito amplo – variava de Bach e Haydn até Debussy e Shostakovich.

 

Richter tinha um espírito independente, preferia seguir os seus instintos a aprender com outros pianistas e, por isso, as suas interpretações são únicas. No entanto, ele podia interpretar uma obra magnificamente bem ou, segundo ele mesmo admitia, como um aluno medíocre.

Comentário (II)

 

A rebelião das massas

 

Em poucos minutos o Brasil formal passou a Brasil real. Da escolha de José Sarney para a presidência do Senado e de Michel Temer para a presidência da Câmara, em Brasília, fomos transportados pelas telinhas para as favelas de Paraisópolis, em São Paulo, e de Colégio, no Rio, onde as comunidades dedicaram-se a saquear, assaltar, botar fogo em carros e ônibus, enfrentar a polícia e demonstrar viverem em outro mundo.

 

CARLOS CHAGAS, jornalista

EU PROMETO…

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Marola

Indústria cai pelo 3º mês e

aponta recessão no país

 

A indústria brasileira registrou em dezembro, a maior queda na sua produção desde 1991, quando começou a série histórica do IBGE. O recuo foi de 12,4% em relação a novembro. Foi a terceira queda consecutiva e, em três meses, o setor encolheu 19,8%. Os números surpreenderam analistas e governo, que pretende agora tirar da gaveta um projeto para estimular compra de geladeiras por R$ 500.

Poesia

Safra

 

 

Como um viticultor ocioso come

 

em pleno outono, uma por uma, as uvas

 

do cacho que ele viu nascer, pesar,

 

sob os olhos do sol e o próprio olhar;

 

e em que, mais demorando o paladar

 

na espera aberta entre o prazer e a fome,

 

já reconhece o gosto bom das chuvas

 

lavando os fornos do verão distante;

 

e, como uma saudade só, o sabor

 

da terra presa às mãos grossas de suor

 

— assim viver a vida, instante a instante.

 

Geir Campos

 

O Poeta

 

Sempre engajado nas lutas de seu tempo, foi um dos fundadores do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Tradutores, hoje Sindicato Nacional dos Tradutores, de que foi presidente. Em 1962 candidatou-se a vereador na cidade de Niterói, mas foi derrotado.

 

Jornalista, colaborou no “Diário Carioca”, “Correio da Manhã”, “Última Hora”, “O Estado”, “Diário de Notícias”, “Para Todos”, Letras Fluminenses”, “Jornal de Letras” e no jornal “A Ordem”, de sua terra natal.

 

Radialista, apresentou na Rádio MEC, por mais de 20 anos, o programa “Poesia Viva”.

 

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OBS: Pedimos desculpas aos leitores, pois ontem a foto do poeta Lêdo Ivo foi confundida com a de Geir Campos, que nos encanta hoje.

Joseph Haydn: Andante cantabile (Serenade)

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=ge-7JUcTZsk]