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Infinitamente presidente…

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Poesia

NOITE

 

(Impressões de Chopin)

 

 

Ei-la em seu torno lúgubre, a infecunda

Deusa da Noite ou do desolamento.

Nada discerne o olhar, o ouvido atento

Na grande solitude que a circunda.

 

A sua sombra inunda o espaço, inunda

Bum eflúvio de dor, o firmamento,

Como se após o incêndio mais violento

Cobrisse a terra escuridão profunda…

 

Entretanto, como um pássaro de luto,

A tenebrosa Deusa do Abandono

Estende o seu domínio absoluto

 

E vai nos céus mais negros que uma furna

Rolando a Terra bêbada de sono

Pela sinistra solidão noturna…

A. J. Pereira da Silva

 

Do livro: “Antologia da Academia – Cadeira 18”, organizador Arnaldo Niskier

 

 

O Poeta

 

 

Há desencontros de datas assinalando o nascimento do poeta Pereira da Silva. Segundo assentamentos feitos por ele mesmo ao ingressar na Academia Brasileira de Letras, a data é 12 de novembro de 1877, mas o próprio poeta festejava seu aniversário natalício no dia nove. Há em sua obra três sonetos intitulados Nove de Novembro, todos falando do mesmo tema: seu aniversário.

 

Para João Lyra Filho, que ocupou na Academia Paraibana de Letras a cadeira nº. 34 de que é patrono Pereira da Silva, a data é 6 de novembro de 1876. E é a data correta.

 

Antônio Joaquim Pereira da Silva nasceu na vila de Araruna, Paraíba, no dia 6 de novembro de 1876. Foi batizado no dia 12 de março de 1877 com quatro meses e seis dia de idade pelo Vigário Francisco Xavier da Rocha. É o que consta do livro 04, fls. 114 de assentamentos da Paróquia de Araruna.

 

Filho de Manoel Joaquim da Silva e Maria Ercelina Pereira da Silva, seu pai era carpinteiro e fazia caixões funerários, mas preferia fabricar violas para vender, conforme depoimento do próprio Pereira da Silva:

 

“Meu pai era para as suas violas, por todo aquele mundo sertanejo, o que era Stradivarius para os seus violinos. Eu ficava horas inteiras a olhar e admirar a sua paciência na manufatura daquelas longas e leves caixas que iriam guardar os suspiros e as tristezas de amor dos poetas do meu sertão! Quando meu pai morreu, recolhi como herança, e conservei por muito tempo, uma cruz de madeira na qual ele trabalhou até às vésperas. (Profecia talvez do meu destino). Eu deveria chamar-me Pereira da Cruz. Hesitei em assinar-me assim. Mas, por ele mesmo, fiquei Pereira da Silva.”

 

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Comentário (II)

MIGRAÇÃO DE CÉREBROS

 

Vamos dar graças a Deus. Sem esquecer que já temos dois gênios no Itamaraty, o ano de 2009 está sendo pródigo para o Brasil. Ganhamos Tarso Genro, jurista que adquiriu fama internacional ensinando direito às cortes italianas. Na última semana surgiu, com frases e teorias espetaculares sobre economia e administração de empresas, um novo guru. Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva já considerado por alguns setores, além fronteiras, a solução para a crise mundial. Espero que não ocorra com o núcleo do governo brasileiro, o que está ocorrendo com a Embraer e outros setores de alta tecnologia ou seja, a migração de cérebros. Estaríamos perdidos.

 

 Humberto de Luna Freire Filho (hlffilho@hotmail.com)

Ah!..o terceiro mandato!!

chargeonline.com.br/Recchia

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Sponholz

Sponholz

Singela homenagem a Cesare Battisti

A pátria de César Batista (Cesare Battisti)

 

 

                                            Miguezim de Princesa

 

I

Instalou-se no Brasil

Um tal de César Batista.

As más línguas de Itália

Dizem que é terrorista,

Que já matou mais de cinco

Em um só lance de vista.

 

II

Diz ele que lutou muito

Para ver transformação,

Não viu: furtou e roubou

E até fez extorsão;

O povo que sofreu isto

É descendente de Cristo,

Deve-lhe dar o perdão.

 

III

Nos autos da inquisição,

Resta o que foi apurado:

Pela revolução,

Fim de sistema atolado,

Máfia da corrupção,

Era uma honra ser ladrão,

Marcar para ser honrado.

 

IV

Mas isso é outra cultura;

O Brasil é uma zorra:

Não cabe revolução,

Yakuza nem Camorra,

E os nossos governantes,

Tão bestinhas, leniantes,

Encaminhemos pra porra!

 

V

A Itália, importante,

Já importou pobretão,

Que veio roçar marmeleiro,

Serviço que o negrão,

Já poeta e libertado,

Preferia ver cifrado

Nas notas de uma canção.

 

VI

Que venha César Batista:

Meu chão é maravilhoso:

Nossos braços são abertos,

Nosso peito é orgulhoso

E quem vem de fora manda

No pedaço mais gostoso.

 

VII

Ronald Biggs ficou,

Como exemplo de ladrão,

Nos tiraram um presidente

Com base em inflamação;

Sem fazer guerra de espadas,

Mais de 50 embaixadas

Promovem degustação.

 

VIII

Que venham César Batista,

Padre Olivério Medina,

Representante das Farc,

Que na conversa fascina,

Para ouvir resultados

E corrigir deputados

Envolvidos com meninas.

 

IX

Não soltem bomba jamais!

Nós já temos solução:

Lula é mais que meu pai,

Ele é a mãe da Nação,

Ele não é mais aquele

E parece foi por ele

Que eu quis revolução

 

X

Meu caro César Batista,

Fique aqui meio transparente,

Que eu vou precisar de ti

Para explodir o presente

E fazer do pesadelo

Encarnar-se presidente.

 

XI

 

E se ninguém te quiser

Numa cidade acovardada,

Bata no Plano Piloto

Na alcova de uma deputada,

No peito de uma senadora

Ou numa cama protetora

No Palácio da Alvorada.

 

Miguezim de Princesa

 

 

Poeta popular  paraibano radicado em Brasília.

 

 

Fonte: claudiohumberto.com.br

Poesia

ZOOLÓGICO HUMANO

 

 

 

o que somos

 

é algo distante

 

do que fomos

 

ou pensamos ser.

 

veja o mundo:

 

ele se move

 

sem nossa interferência

 

veja a vida:

 

ela prossegue

 

sem nossa licença

 

veja sua amiga:

 

ela se comove

 

por outros corpos

 

que não o seu.

 

 

 

Somos simplesmente

 

o que é mais fácil ser:

 

lembrança

 

sentimento fóssil

 

referência ética

 

apenas um belo ornamento

 

para a consciência dos outros.

 

 

 

A quem interessar possa:

 

Estamos abertos à visitação pública

 

sábados e domingos

 

das 8 às 17 horas.

 

 

 

Favor não jogar amendoim.

 

 

 

Alex Polari de Alverga

 

 

O Poeta

 

Nasceu em João Pessoa – PB, 1951. Teve publicado seu primeiro livro de poesia, Inventário de Cicatrizes, em 1978. Na época, estava preso; por sua militância política contra o regime militar brasileiro, permaneceu na prisão entre 1971 e 1980.

 

Seu segundo livro, Camarim de Prisioneiro, saiu em 1980. No início dos anos 80 passou a fazer parte da comunidade esotérica Santo Daime, no Amazonas. Na poesia de Alex Polari, de tendência contemporânea, se manifestam de maneira forte e direta experiências de cárcere, de tortura. 

 

Para o crítico Carlos Henrique de Escobar, Alex político e Alex poeta, como alguns dos seus muitos companheiros em diferentes prisões do país, alguns já libertados, outros exilados, poderão significar toda uma postura e uma produção artística (na poesia, na pintura e no romance) que rompe com os padrões estéreis e reacionários de até então.”

 

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The Beatles – “Hey Jude”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YXG83p2nkHw]

Hey Jude, don’t make it bad.

Take a sad song and make it better.

Remember to let her into your heart,

Then you can start to make it better.

 

Hey Jude, don’t be afraid.

You were made to go out and get her.

The minute you let her under your skin,

Then you begin to make it better.

 

And anytime you feel the pain, hey Jude, refrain,

Don’t carry the world upon your shoulders.

For well you know that it’s a fool who plays it cool

By making his world a little colder.

 

Hey Jude, don’t let me down.

You have found her, now go and get her.

Remember to let her into your heart,

Then you can start to make it better.

 

So let it out and let it in, hey Jude, begin,

You’re waiting for someone to perform with.

And don’t you know that it’s just you, hey Jude, you’ll do,

The movement you need is on your shoulder.

 

Hey Jude, don’t make it bad.

Take a sad song and make it better.

Remember to let her under your skin,

Then you’ll begin to make it

Better better better better better better, oh.

 

Na Na Na Na Na Na, Na Na Na, hey Jude…

 

Composed de Lennon/McCartney

 

 

chargeonline.com.br/Humberto

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