RESENHA DA IMPRENSA_27.set.07

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-§- A barganha dos cargos públicos em troca de votos pela continuação da CPMF está custando caro ao governo. Mesmo com o avanço na votação dos destaques, ontem, a insatisfação é patente. Depois das trocas na Petrobras, aliados no Congresso agora exigem os postos mais importantes nas estatais do setor elétrico. No Senado, o acordo fechado entre oposição e o senador Renan Calheiros resultou na aprovação de duas medidas provisórias que trancavam a pauta. Mas a terceira, que criava a Secretaria de Planejamento de Ações de Longo Prazo, já ocupada por Mangabeira Unger, foi derrubada justamente com o voto em peso do PMDB.

-§- Até novembro, o Exército Brasileiro e o grupo Fiat vão assinar contrato para o desenvolvimento de um novo veículo blindado para o transporte de tropas. A Iveco – empresa da Fiat que já fornece veículos para o Exército italiano e que, no Brasil, produz caminhões e vans em Minas Gerais – foi a escolhida para criar o blindado que irá substituir o Urutu, produzido pela Engesa, empresa brasileira que faliu há 14 anos. A frota que o Exército usa hoje está velha e desgastada.

-§- O preço dos fretes marítimos disparou com a demanda aquecida na China, a alta do petróleo e a disputa por navios de grande porte, afetando as indústrias brasileiras de fertilizantes e moinhos de trigo. Para as empresas de adubo, o custo praticamente dobrou em um ano. O frete de Tampa, nos Estados Unidos, para os portos de Santos e Paranaguá é de US$ 55 a US$ 60 por tonelada, um aumento médio de 91,5%.

-§- Ao tomar posse como presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra (PT-SE), disse não ver “nenhum problema” que, em um “governo de coalizão”, os partidos políticos da base aliada estejam “representados na máquina”. Segundo ele, as indicações políticas não são recentes na companhia. “Desde que a Petrobras existe, sempre a presidência e a diretoria têm o respaldo do governo. E os governos têm apoio de partidos políticos”, afirmou Dutra, que é um dos políticos mais próximos de Lula.

-§- Nos primeiros oito meses deste ano, o governo federal editou nada menos que cerca de 250 novas normas tributárias, sem contar os atos declaratórios, mostra levantamento da Martinelli Advocacia Empresarial. “As mudanças foram principalmente em obrigações acessórias e informações que as empresas devem prestar ao Fisco e têm impacto expressivo para as empresas”, diz o consultor Denilson Utpadel.

-§- Oitenta e nove de 510 cursos de direito avaliados pelo Ministério da Educação terão de passar por um processo de supervisão que pode acarretar em sanções que vão da redução do número de vagas até o fechamento por falta de qualidade. Esses cursos obtiveram notas 1 e 2, em uma escala de 1 a 5, no conceito Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia o conhecimento dos universitários, e no conceito IDD, que indica o conhecimento que as instituições agregaram ao aluno.

-§- Após cinco meses de investigação, o relatório final da CPI do Apagão Aéreo da Câmara concluiu que os dois maiores acidentes da aviação brasileira não têm ligação com a crise aérea, defendeu o sistema militarizado de controle aéreo e tratou de forma amena e superficial as irregularidades constatadas na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sem pedir o indiciamento da diretoria, que está sendo lentamente destituída por pressão do governo.

-§- O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) vem realizando manifestações em dez Estados (SP, RJ, MG, MA, SC, AL, CE, MT, GO e PB), com invasões de superintendências do Incra, protestos em frente a órgãos ligados ao Ministério da Fazenda e bloqueios de rodovias. Nas contas do MST, cerca de 8.000 pessoas participaram dos atos. Segundo o movimento, haverá mobilização durante toda a semana para pressionar o governo federal a assentar 150 mil famílias acampadas no Brasil.

-§- O Palácio do Planalto está engordando sua base na Câmara prometendo facilitar a liberação de verbas do Orçamento para as emendas de deputados que deixarem a oposição. A prática é conhecida, mas ontem a Folha ouviu isso abertamente de dois deputados da oposição que estão migrando para partidos da base aliada.

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