Regra três e caixa dois
“O governo não cumpriu a regra para o aumento dos gastos com pessoal que ele mesmo se impôs ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro deste ano. Na ocasião, em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso projeto de lei complementar que definia que as despesas com pessoal dos três Poderes da União não poderiam crescer mais do que 1,5% ao ano, acrescido da variação da inflação (medida pelo IPCA). Na proposta orçamentária para 2008, encaminhada ao Congresso na semana passada, as despesas com pessoal no próximo ano terão aumento nominal de 10,1% e aumento real de 5,9% (ou seja, descontada a inflação prevista de 4%). Este aumento real é mais do que o triplo do que é previsto na regra do projeto de lei do próprio governo, cuja tramitação está emperrada na Câmara”.
Ribamar Oliveira, jornalista (de Brasília)
OPINIÃO: O “Primeiro Emprego” foi para o beleléu. O programa Bolsa-Família totalmente desfigurado, se sustenta como as cestas básicas dos coronéis nordestinos para conquistar votos. A ética não há mais, exceto na retórica inconseqüente do Pelegão. O que se espera da propaganda enganosa do desenvolvimento? O PAC, essa prefiguração dos marqueteiros do Planalto (ainda Duda Mendonça?) vai se esvair quando as verbas da propaganda governamental se esgotarem. Podem crer. MIRANDA SÁ
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