Poesia

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Comecem uma revolução!

 

Comecem uma revolução!

Ó! comece alguém uma revolução!

não para ganhar dinheiro

mas para perdê-lo todo para sempre.

 

Ó! comece alguém uma revolução!

não para colocar no poder as classes trabalhadoras

mas para abolir as classes trabalhadoras para sempre

e termos um mundo de homens.

 

 

                                 D. H. Lawrence

                 (Tradução de Mário Alves Coutinho)

 

O Poeta

 

David Herbert Lawrence ou D. H. Lawrence (1885-1930) foi um controverso e prolífico escritor inglês, conhecido pelos seus romances, poemas e livros de viagens. Lawrence pertence à escola modernista.

A sua obra aborda temas considerados controversos no início do século XX, como a sexualidade e as relações humanas por vezes com características destrutivas e estende-se a praticamente todos os géneros literários, tendo publicado novelas, contos, poemas, peças de teatro, livros de viagens, traduções, livros sobre arte, crítica literária e cartas pessoais.

Em conjunto, a obra expõe uma alargada reflexão sobre os efeitos desumanizantes da modernidade e da industrialização. Os temas que Lawrence abordou tornaram a obra importantíssima para a compreensão de uma época influenciada por Freud e por Nietzsche.

“O Amante de Lady Chatterley” foi proibido na época e passou a circular clandestinamente. “O Arco Íris” foi considerado obsceno. E “Mulheres Apaixonadas” foi recusado pelos editores de Londres, só foi publicado cinco anos depois em Nova Iorque.

Além de escritor, Lawrence também era pintor e produziu muitas obras expressionistas.

 Do livro: “Tudo que vive é sagrado / William Blake, D. H. Lawrence”, Crisálida, 2001, MG

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