Poesia

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Sobre si próprio

 

 

 

Fui polícia, fui soldado,

 

Estive fora da Nação,

 

vendo jogo, guardo gado,

 

Só me falta ser ladrão!…

 

 

 

 

 

Em resposta a algumas provocações de meninos mal-criados:

 

 

 

 

 

Não sou esperto nem bruto

 

Nem bem nem mal educado;

 

Sou simplesmente o produto

 

Do meio em que fui criado.

 

 

 

 

 

Mas a mais célebre é sem dúvida a quadra de improviso com que respondeu a

 

quem pôs em causa a sua honestidade ou se referiu à forma andrajosa como se

 

vestia:

 

 

 

Sei que pareço um ladrão…

 

Mas há muitos que eu conheço

 

Que, sem parecer o que são,

São aquilo que eu pareço.

 

 

Antônio Aleixo

 

Infelizmente só encontramos esse registro do poeta, o que quase nada diz, mas aí vai. Pedimos aos que souberem mais informações entrem em contato.
Nasceu em Vila Real de Santo Antônio a 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu, doente, em Loulé, a 16 de Novembro de 1949.

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