outubro 9, 2008
Poesia
O CLUBE DOS TROVADORES POTIGUARES surgiu em dezembro de 1964, na grandiosa metrópole de São Paulo, numa reunião promovida pela Gazeta Esportiva e coordenada pelo poeta e trovador Paulo Bonfim, grande entusiasta da trova brasileira. E o desportista Luiz, após ouvir calorosas declamações de trovas, foi incitado a criar um grêmio de trovadores norte-rio-grandenses, mesmo sem ser trovador.
Assim, na noite do dia 12 de novembro de 1965, nasceu o que, em 11 de fevereiro de 1967, passou a ser chamado de ACADEMIA DE TROVAS DO RIO GRANDE DO NORTE. Portanto o imensurável Luiz cumpriu a dificílima tarefa de reunir intelectuais, compromissados com a feitura da trova – da poesia metrificada, rimada e elaborada.
Hoje, passados mais de 30 anos, superando obstáculos naturais à intelectualidade, a ACADEMIA DE TROVAS DO RIO GRANDE DO NORTE é motivo de orgulho para quem vive na terra do petróleo, do sal, do algodão e dos suspiros da natureza. Seus acadêmicos brilham em livros, revistas e jornais vislumbrados pelos olhos do Brasil.
Grandes presidentes proclamaram o nome da instituição e subiram, com ela, os degraus da glória. É o caso do primeiro presidente Luiz de Carvalho Rabelo, importante intelectual brasileiro que dedicou os grandes momentos da vida à poesia; sendo mestre da métrica, do verso livre e da rima. Assim escreveu Rabelo, embalado pelas musas:
O mártir da Galiléia
esta verdade traduz:
Não morre nunca uma idéia,
mesmo pregada na cruz!
Tem sentido alto e profundo
este provérbio que diz:
que não é pobre o mundo,
quem, sendo pobre, é feliz.
Mesmo sem ver-te Jesus,
minha fé em ti persiste:
– O cego não vê a luz,
mas sabe que a luz existe…
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