janeiro 10, 2012
Plano federal na cracolândia só em abril
Ação começaria em fevereiro com reforço médico e social; governo paulista diz desconhecer cronograma
O cronograma federal para ações na cracolândia, obtido pelo Estado, previa que a polícia só começaria a atuar em abril. A proposta, para ser discutida com os governos estadual e municipal de São Paulo, era fortalecer os serviços de retaguarda em saúde e proteção social a partir de fevereiro. Depois, em abril, seriam criadas bases móveis da PM. Além de São Paulo, estão previstas ações no Rio, no Recife, em Salvador, no Distrito Federal e em Porto Alegre. Como São Paulo interveio na cracolândia já em janeiro, com a PM, acabou não avançando nas discussões com o Planalto. A Secretaria de Justiça paulista informou que não teve acesso a nenhum documento federal com um cronograma para agir na cracolândia. (Estadão)
Dizer que eu fico impressionado é força de expressão, pois na realidade, pouquíssimas coisas me impressionam quando partem dos homens. O que as nossas autoridades fazem de reuniões, planos, projetos, mesas redondas, estratégias, táticas, plenárias, conselhos, força tarefa, grupos de trabalho, grupo orçamentário, grupo de estudos, mesa de debates, para depois disso tudo ainda ter que entrar no processo licitatório, na burocracia, etc., etc. E o cidadão que está com a água entupindo o nariz tem que ser rápido no pagamento de impostos. A ele não é permitido verificar com a família, em reuniões da comunidade, em mesas redondas se o imposto é justo ou não. É no dia que o Estado estabelece. Fico imaginando uma empresa privada se alguém ficar perdendo tempo em discussões enquanto algo está precisando de medida urgente. Em outras palavras, se o Estado é uma instituição moderna moderna, os homens que o representam ainda estão na idade da pedra lascada.