PIB Brasileiro

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Como o PIB pode crescer menos em 2009

 

O informativo econômico semanal elaborado pelo Departamento Econômico do Itaú mostra por quais caminhos a economia brasileira pode ser atingida nesta crise econômica, empurrando o crescimento do PIB para perto de 2% em 2009, que é a aposta do documento, e como isto é fácil de ocorrer. Como temos dito aqui no blog, são algumas maneiras consistentes. A primeira é que o menor crescimento do mundo no ano que vem vai reduzir o preço e o volume de exportação das commodities.

Outra forma de contágio é a redução da liquidez lá fora, o que gera menos investimento aqui. Com menor liquidez, o crédito para o consumo diminui. Isso acontece no exterior e já começou a acontecer aqui nesses meses de crise. Além disso, com a confiança do consumidor reduzida e a incerteza aumentando, as pessoas preferem poupar e pagar dívidas a consumir. E isso também afeta o crescimento da economia.

O Departamento Econômico do Itaú ainda diz que o aumento da taxa de juros neste ano, pelo Banco Central, para 13,75%, vai impactar a atividade econômica no ano que vem, mesmo que ainda não tenha afetado muito neste ano. E que, com esses fatores, o crescimento do PIB vai ficar por volta de 0,45% por trimestre.

Por fim, o informativo faz um comparativo com outros períodos de desaceleração da economia brasileira. Em 1997, a crise da Ásia deixou o PIB brasileiro negativo. Em 2002, as incertezas sobre a eleição para presidente e o futuro do país fizeram com que o PIB crescesse 0,1% por trimestre. Com o aperto monetário no fim de 2004 e a alta dos juros, o PIB brasileiro cresceu em média 0,42% do segundo trimestre de 2005 até o segundo trimestre de 2006.

As crises não são as mesmas. Mas este fim de 2008 já mostra retração no PIB em diversos países, como no Japão, na Alemanha, na Itália e na Zona do Euro, que já estão em recessão. E o menor crescimento mundial vai afetar o Brasil.

Fonte: Míriam Leitão

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