PELOS JORNAIS_12.SET.07
Sem pagar a agentes, Força Nacional ameaça deixar o Rio
– Desde o fim dos Jogos Pan-Americanos, os soldados da Força Nacional no Rio não recebem pagamento. Apesar da promessa do governo federal de manter os 1.200 homens no Estado por tempo indeterminado, depois que tiros foram disparados em um trem com dois ministros no Jacarezinho, os militares já falam em debandada geral, caso não recebam até segunda-feira os R$ 6.120 em diárias. Cada policial recebe por dia R$ 120. Durante o Pan, teriam direito a R$ 240 de diária, mas ganharam apenas o valor normal. Depois do dia 21 de julho, não receberam mais nada. Apesar de não terem que pagar pelo alojamento, os agentes têm de tirar do próprio bolso o custo com alimentação. A maioria dos soldados mantém-se apenas com os salários que recebem de seus Estados de origem. A Senasp admite o atraso. (Jornal do Brasil)
Maioria diz que vota pela cassação de Renan hoje
– Em enquete feita pela Folha de São Paulo, 41 senadores disseram que votarão hoje pela cassação do mandato do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O número é exatamente o necessário para cassar o senador. Apenas dez senadores disseram que vão votar pela absolvição de Renan. Outros 29 se recusaram a revelar como votarão. O destino de Renan será definido hoje, a partir das 11h00, em sessão secreta. (Folha de São Paulo)
Em segredo, Senado decide hoje futuro político de Renan
– O Senado vai julgar hoje, em clima de incerteza, o pedido de cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro por recorrer ao lobista de uma empreiteira para pagar despesas pessoais. Três partidos de oposição – PSDB, DEM e PSB – fecharam questão a favor da cassação. As demais legendas, incluindo PT e PMDB, decidiram liberar seus senadores para votar como quiserem. Tais orientações têm valor meramente simbólico e ninguém tem muita segurança sobre o resultado da votação, que será secreta. Para que Renan perca o mandato, é preciso que o pedido de cassação receba o voto de pelo menos 41 dos 81 senadores. Se for absolvido hoje, ele ainda terá de enfrentar outras três representações contra ele. Por isso, ganha força a interpretação de que, mesmo que salve o mandato, Renan não terá mais condições de presidir o Senado. (O Estado de São Paulo)
Sessão ultra-secreta decide destino de Renan e Senado
– O plenário do Senado decide hoje, em sessão ultra-secreta, sem imprensa, com os microfones desligados e os senadores proibidos de usar laptops, o destino do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da própria instituição. Paralisado por uma crise que se arrasta há 120 dias, o Senado viveu ontem um dia de guerra de nervos, com aliados e opositores de Renan anunciando os votos necessários para a vitória. O PSDB fechou questão a favor da cassação e o DEM ainda tentava enquadrar quem quer votar pró-Renan; PT e PMDB liberaram as bancadas. Para a cassação, são necessários 41 votos. Renan apelou aos amigos e até à religião, em cerimônia de homenagem ao Círio de Nazaré. (O Globo)
Estrada ruim pressiona custo com caminhão
– As deficientes estradas brasileiras geraram aumento de R$ 800 milhões nos gastos com manutenção e combustível em 2006 para um grupo de 149 empresas dos segmentos de varejo, atacado, agronegócio, automotivo, vestuário, calçado, farmacêutico, eletroeletrônico e máquinas e equipamentos. Isso foi detectado numa pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC), divulgada com exclusividade por este jornal. Seriam necessários R$ 5 bilhões para colocar as rodovias em bom estado, diz Paulo Resende, coordenador da pesquisa. (Gazeta Mercantil)
A última cartada
– No Tarô, o Enforcado é aquela carta incômoda na qual todos querem distância. É ilustrativa da situação por que passa Renan Calheiros. Hoje, o país inteiro estará de olho na sessão do Senado que, em votação secreta, decidirá se cassa ou livra da degola política o presidente do Congresso Nacional. Seja qual for o resultado, o preço a ser pago será alto. Para Renan porque, mesmo se não for cassado, estará enfraquecido e terá ainda que enfrentar outros três processos. Para o Senado, porque ficará mais desacreditado perante a opinião pública. Nesse caso, tanto a oposição quanto a situação também perdem. A oposição, porque haverá a suspeita de que em suas fileiras existem traidores. Os governistas, porque seriam os mais interessados em absolver o aliado, acusado de ter despesas pagas por um lobista. (Correio Braziliense)
Invasão de capitais do Brasil assusta Uruguai
– Um imenso painel do Banco Itaú ilumina desde março a Rambla Gran Bretaña, um dos cartões postais da capital uruguaia. O surgimento da marca do banco por toda Montevidéu (há 14 agências) e em Punta del Este coincide com um inédito desembarque de empresas brasileiras que assusta os uruguaios. Eles gostaram quando a Petrobras e a AmBev chegaram entre 2003 e 2004 e se juntaram à Gerdau. Era um sinal da retomada da confiança na economia depois da crise de 2002. Mas se preocuparam quando Marfrig e Bertin compraram quatro frigoríficos locais e passaram a dominar um terço do setor da carne bovina no país. (Valor Econômico)
É hoje
– Após 96 dias de acusações, desmentidos e manobras, futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros, será definido a partir das 11h00 PSDB, DEM e PSB orientaram as bancadas a votar pela cassação. PT e PMDB liberaram seus representantes. São necessários 41 votos para Renan perder o mandato. Até ontem, resultado era impossível. Laptops e celulares estão proibidos no plenário. (Jornal do Commercio)
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