PELOS JORNAIS
Gás sobe acima da inflação e postos cobram ainda mais
– O preço do gás natural veicular (GNV) já subiu 10,25% este ano, bem acima da inflação de 3,6% medida de janeiro a outubro pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getúlio Vargas. Em outubro, o produto também subiu 0,67% contra 0,13% de inflação. Apesar disso, novos aumentos já estão ocorrendo nas bombas. Ontem, alguns postos da Zona Sul do Rio subiram o valor cobrado pelo gás entre 7,2% e 11%, para R$ 1,49 o metro cúbico. Em Nova York, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que é preciso “desestimular” o consumo de gás porque a oferta não é suficiente. A estatal negou que estivesse propondo um reajuste de 30% do preço para as distribuidoras. O valor, no entanto, foi usado numa simulação pelo presidente da CEG numa conversa com jornalistas. Segundo ele, se isso acontecesse, o consumidor arcaria com reajuste de 24%. (O Globo)
Mortes no Alemão foram execuções
– Relatório da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, elaborado por peritos independentes, comprova que em pelo menos dois dos 19 mortos, na megaoperação de 27 de junho no Complexo do Alemão, “foram encontradas evidências de execução sumária e arbitrária”. A conclusão foi obtida a partir de quatro dos 16 documentos solicitados. Para a Secretaria de Segurança “o relatório foi encomendado sob pressão daqueles que deturpam a justa causa dos direitos humanos”. (Jornal do Brasil)
EUA injetam US$ 41 bi para acalmar mercados
– Um dia após cortar em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, o Federal Reserve (banco central dos EUA) liberou US$ 41 bilhões para garantir a liquidez no mercado financeiro. As principais Bolsas, que registraram bom desempenho na véspera devido ao corte de juros, tiveram forte queda em razão de preocupações com grandes bancos. (Folha de São Paulo)
Petrobras quer alta de até 30% no gás para distribuidor
– A Petrobras está propondo às distribuidoras um aumento de até 30% no preço do gás produzido no Brasil, informou ontem o presidente da Companhia Estadual de Gás (CEG) do Rio, Bruno Armbrust. Segundo ele, o reajuste faz parte das negociações para renovação de contratos de fornecimento que vencem em 2007 e 2008. Para o consumidor, o repasse poderá chegar a 24%. A Petrobras negou o porcentual, mas reforçou ontem sua posição de que o preço precisa subir para justificar investimentos e desestimular o crescimento do consumo. O preço, porém, é válido apenas para o gás nacional, que abastece as distribuidoras do Nordeste, além de Rio, Minas e parte de São Paulo – a Comgás utiliza nacional e boliviano. (O Estado de São Paulo)
Só as chuvas podem compensar corte de gás
– A diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, descartou ontem qualquer possibilidade de racionamento de eletricidade no País em função do corte no fornecimento de gás natural a distribuidoras, promovido pela estatal na última segunda-feira. (Gazeta Mercantil)
Fraudes derrubam venda de leite no DF
– Irregularidades encontradas no leite longa vida, como adição de soda cáustica e água oxigenada, afastaram o consumidor das prateleiras. Segundo o Sindicato das Indústrias Alimentícias, as vendas do produto em caixinha caíram entre 30% e 40% no Distrito Federal. Brasilienses passaram a comprar o embalado em saquinhos. (Correio Braziliense)
Mudança de cenário faz subir preço da energia
– Ainda não existe motivo para pânico, mas há um novo e preocupante cenário no mercado de energia elétrica que explica a redução no fornecimento de gás natural às distribuidoras pela Petrobras. Embora os reservatórios das hidrelétricas estejam em nível satisfatório, as autoridades do setor acreditam que a situação pode piorar se as chuvas continuarem fracas. Em outubro, as precipitações ficaram em apenas 56% da média histórica nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, 57% no Nordeste e 64% no Sul. Um sinal claro da preocupação com os reservatórios é o preço da energia no mercado livre, que chegou a R$ 237 por megawatt-hora (MWh), o valor mais alto desde o fim do racionamento, em 2002. Há um ano, estava em R$ 82/MWh. (Valor Econômico)
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