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VERDADE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde” (Nietzsche)

A cada dia que se passa nos meus 89 anos de existência mais eu me convenço de que a Verdade não é um campo de treino para acrobatas, dançarinos, nem uma sala de estudos para romancistas e poetas. Fica melhor na estante dos filósofos….

A origem deste substantivo feminino é muito antiga; vem do grego (aletheia), do latim (veritāte) e do hebraico (emunah): “Aletheia se refere ao que as coisas são; veritas mostra os fatos como ocorreram; e, emunah sugere ações e coisas reais.

O significado de Verdade exprime a coisa certa, uma representação fiel; evidencia tudo o que é sincero, ausência de mentiras. Usa-se nas argumentações uma expressão que chamamos “meia verdade”, uma premissa que não é falsa, mas que oculta alguma informação. Há um ditado popular que reza “a mentira só dura enquanto a verdade não chega”.

Na crônica “Pílulas” o escritor ítalo-argentino, Pittigrilli, de quem fui leitor compulsivo, escreveu que La Rochefoucauld nas suas máximas fez malabarismos com seus conceitos, “afirmando verdades relativas”; e completa seu comentário dizendo que verdades relativas não passam de “meias-mentiras”….

Este estudo condensado sobre a Verdade nos lembra que nos dias atuais a sua presença está esvanecendo no mundo; e rareia cada vez mais na vida política. Principalmente no Brasil.

A História nos traz muitos exemplos do reconhecimento e premiação da Verdade; lembro uma passagem com o “déspota esclarecido”, amigo de Voltaire, Frederico – O Grande: “Assistia o rei da Prússia a ida de um condenado à morte ao patíbulo, e reconheceu-o como um dos seus antigos suboficiais. Mandou que o aproximassem e perguntou-lhe: – “O que fez você? ”. Gaguejante, o preso disse: – “Roubei uma galinha, Majestade”.

– “E por uma galinha de tão pouco valor, você arriscou a vida? ”. O antigo suboficial replicou timidamente: – “Por Vossa Majestade, arrisquei muitas vezes a vida por dez cêntimos ao dia….”

O grande Frederico não titubeou em perdoá-lo em nome da Verdade: – “Deixem-no em liberdade”, ordenou, e mandou ressarcir o dono da galinha com vultosa quantia.

Assim, a Verdade pesou na balança da Justiça, coisa que as firulas jurídicas entre nós pervertem; temos certos juízes anulam processos por uma vírgula a menos, e soltam os corruptos condenados.

Inoportuno e nocivo também no chamado “País do Futuro” é o triunfo das meias-mentiras que entram em decretos suspeitos pondo em sigilo de 100 anos ações dos amigos do governo federal e familiares do Presidente. É certo que não há verdades absolutas, não existe, porém, qualquer dificuldade em se revelar a falsidade.

A liberdade de Lula e os dribles escapatórios dos sigilos de Bolsonaro, postos em debate mostram no cenário eleitoral as acusações mútuas que ambos fizeram no debate da Band…. Os brasileiros que os assistiram ouvindo verdades um sobre o outro e vice-versa, certamente “a Verdade os libertará…. ”

Diante da situação que vivemos, cresce-me a dúvida sobre o que é mentira ou verdade. Assumo o centro político ficando entre Pôncio Pilatos e Nietzsche. O romano, julgando Jesus Cristo, indagou a si mesmo o que é a verdade, e o genial alemão perguntou de si para si o que é a mentira….

 

 

 

 

Lewis Carroll

Poema Cauda

Disse o gato pro rato:
Façamos um trato.
Perante o tribunal eu te denunciarei.
Que a justiça se faça.
Vem, deixa de negaça,
É preciso afinal que cumpramos a lei.
Disse o rato pro gato:
-Um julgamento tal,
sem juiz, nem jurado, seria um disparate.
O juiz e o jurado
Serei eu, disse o gato.
E tu, rato, réu nato, eu condeno a meu prato.

George Orwell

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.”

STRESS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Bem-aventurados são os dóceis, porque eles herdarão a terra” (Jesus Cristo – O Sermão das Beatitudes)

A psicanálise freudiana aponta uma das neuroses doentias como “Neurastenia”, cujos sintomas provocam excitação emocional; e, nos fins do século passado apareceu outra versão, o Stress, a exaustão emocional com consequências físicas.

Pela sua origem, e posteriormente como sequela da covid-19, o Stress traz consequências mentais que afetam a qualidade de vida, provocando tensões. A palavra dicionarizada, Stress ou Estresse é um substantivo masculino originário do idioma inglês significando “tensão”, “pressão” ou “insistência”.

No Brasil adotou-se Estresse, enquanto em Portugal foi mantida a sua versão inglesa Stress, para definir a reação do organismo humano a agressões externas provocada por ansiedade, desassossego, excitação, frustração, impaciência, inquietação e preocupação.

Primo da Neurastenia, o Stress afeta o bom humor das pessoas. O seu tratamento psicoterápico é analítico; mas, paralelamente, há inúmeras indicações como a meditação e ervas de efeito tranquilizante. Nos Estados Unidos vem se usando em larga escala o canabidiol.

Pelos exemplos à volta, vê-se que não é fácil escapar do risco em adquirir a enfermidade, como é difícil de se libertar dela. As condições pessoais e sociais têm grande importância para a sua origem e o seu fim.

Ocorrências pessoais com relação a outrem provocam tensões, como o ciúme, a desconfiança, as paixões e os vícios. Entretanto, tudo é curável como demonstrou Jesus Cristo ao ser provocado pelos fariseus com a mulher pegada em adultério….

Só lembrando que Ele foi inquirido sobre a Lei de Moisés que manda apedrejar a adúltera. Contam as escrituras que Jesus abaixando-se pôs-se a desenhar a terra com o dedo e ergueu-se depois, com uma pedra na mão exclamou – “O que de vós estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”, e novamente ajoelhou-se voltando as desenhar na areia.

Passado um tempo e como ninguém tomou a iniciativa e todos se afastaram, o Nazareno ergueu-se, e virando-se para a mulher perguntou-lhe: – “Ninguém te condenou? ”, e ela respondeu: – “Não, Senhor”, e levou o Mestre ao próprio julgamento: – “Então, eu tampouco lhe condenarei; vai, e não peque mais”.

Essa parábola comove; e na nossa sensibilidade perguntamos aos adúlteros da verdade, como a “Senadora Brasiliense” (que vergonha!) Damares Alves, com a sua libido pervertida continuará a evocar mentiras para se exibir como defensora da moral. É um quadro da neurose atual, o “companheiro” Stress.

Quando apareceu no cenário político pelas mãos de obscurantistas religiosos, Damares disse que viu Cristo sentado num galho de goiabeira; por não ofender ninguém, foi uma alucinação perdoável; mas se continuar mantendo o pecaminoso adultério da verdade não receberá perdão sequer com benzedura de pastores oua água benta de padres ….

Diante deste quadro, não me canso de lembrar o notável pastor batista e ativista pelos direitos humanos, Martim Luther King, que disse: “a religião mal-entendida é uma febre que pode terminar em delírio”, um recado direto aos delirantes maníacos depressivos fanatizados politicamente.

A obsessão sexual da Ex-Ministra, é a radiografia de corpo inteiro do Governo Bolsonaro. Elegeu-se apoiada pelos eleitores de Brasília para o Senado. Para estes faço uma paródia de Brecht: – “os que votam pelo desvario da demência não se enganam, igualam-se na libertinagem”.

… E se esses eleitores são “crentes”, certamente desconhecem o alerta do Sermão da Montanha em que Cristo os amaldiçoou dizendo: – “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”.

 

 

ANTIGAMENTE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Antigamente usava-se canonizar os heróis; hoje vulgarizamo-los” (Oscar Wilde)

Recordar coisas antigas, histórias ouvidas dos pais, registros históricos colhidos na escola ou grifadas em livros de segunda mão, mexem com a nossa cabeça. De uma dessas fontes publiquei num dos meus artigos o que considero um dos exemplos clássicos do obscurantismo religioso.

Ocorreu numa visita que o célebre geógrafo alemão Alexandre de Humboldt, apaixonado pelas ciências naturais, visitando o papa Alexandre VII, seu contemporâneo do século 18, e ouviu dele o disparate de que os meteoritos eram pedras que caíam de uma fenda na abóboda celeste.

O triste é que não são apenas coisas de antigamente. Ainda hoje mentes refratárias à realidade fazem coisas idênticas; por exemplo, revolta-me saber que as Testemunhas de Jeová são contra a transfusão do sangue, levando pessoas necessitadas deste procedimento à morte…

É a contradição entre o amor pregado pelo Cristo e a desumanidade negativista da Ciência, coisa que vem ocorrendo entre nós com alguns pastores evangélicos que, por opção política, combatem a vacina contra a covid 19.

Lembro o grande Einstein dizendo que a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente, provocando ilações para o raciocínio lógico.

Antigamente, na Grécia e na Roma considerava-se a Justiça uma deusa personificada por Themis, filha de Urano (Céu) e de Gaia (Terra); e bem mais tarde, quando os reinos da Inglaterra e da Escócia se aliaram, Malcolm IV assumiu o trono escocês.

Coroado, Malcolm reuniu os nobres do reinado e recebeu de um barão petição para recuperar os privilégios que perdera anteriormente; então pegou o pergaminho apresentado e mesmo sem o ler, rasgou-o.

O barão recorreu ao tribunal parlamentar que baixou uma inusitada sentença, mandando que o Rei, diante da corte, cosesse com agulha e linha o documento e assinasse a patente. Vê-se que então (no século 12) a Justiça, mesmo sem ser divina, funcionava.

Muito diferente dos dias atuais, quando a política adentra nos tribunais e a Justiça sai pela porta dos fundos…. E por isto, a desgraçada impunidade de criminosos é imposta, como vimos em relação aos corruptos condenados pela Lava Jato.

Falar sobre a Justiça é como girar numa roda gigante de baixo para cima e vice-versa; acusa-se elegantemente a pouca intimidade de muitos magistrados com o direito romano, o código processual inglês e a Constituição dos EEUU.

Não tomam conhecimento dos tribunais de exceção, nem a barbárie nazista estabelecida por Hitler, que escreveu no seu Mein Kampf que “o poder não se mantém com piedade”, e com Himler e Streicher montou os campos de concentração legalizando a escravatura, a tortura e a morte.

Na minha opinião, para ser jurisconsulto ou especialista no Direito positivo seria necessário, além de ralar a bunda na banca de estudos e folhear apostilas e livros, deveriam também conhecer os clássicos da literatura mundial. Aguçando assim a sensibilidade para os direitos humanos.

Para bem julgar com independência e humanidade,os juízes precisariam conhecer o poema do poeta norte-americano Carl Sandburg, que perguntou qual será a família dos homens no futuro; e ele próprio respondeu poeticamente:

“Só existe um homem no mundo/ E se chama Todos-os-Homens/Só há uma mulher no mundo/ E se chama Todas-as-Mulheres/ Só vive uma criança no mundo/ E se chama Todas-as-Crianças. ”

 

 

 

 

 

Oscar Wilde

Désespoir
As estações deixam, ao passar, sua ruína,
E pois, na Primavera, o narciso que abre
Só murcha quando a rosa em chama rubra arde,
E as violetas roxas florem no Outono,
E o croco faz no Inverno a neve estremecer;
Assim hão-de florir de novo os lenhos nus
E este barro gris enverdecer de chuva
E dar boninas, que um moço há-de colher.

Mas que dizer da vida cujo mar faminto
A nossos pés escorre, e das noites sem sol
Toldando os dias de que não resta esp’rança?
A ambição, o amor, tudo o que penso ou sinto,
Cedo é perdido, e há que achar prazer tão-só
Nas espigas ressequidas da morta lembrança.
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Walt Witman

Escuto a América a Cantar

Escuto a América a cantar, as várias canções que escuto;
O cantar dos mecânicos – cada um com sua canção, como deve ser, forte e contente;
O carpinteiro cantando a sua, enquanto mede a tábua ou viga,
O pedreiro cantando a sua, enquanto se prepara para o trabalho ou termina o trabalho;
O barqueiro cantando o que pertence a ele em seu barco – o assistente cantando no deque do navio a vapor;
O sapateiro cantando sentado em seu banco – o chapeleiro cantando de pé;
O cantar do lenhador – o jovem lavrador, em seu rumo pela manhã, ou no intervalo do almoço, ou ao por-do-sol;
O delicioso cantar da mãe – ou da jovem esposa ao trabalho – ou da menina costurando ou lavando – cada uma cantando o que lhe pertence, e a ninguém mais;
O dia, ao que pertence ao dia – De noite, o grupo de jovens, robustos, amigáveis,
Cantando, de bocas abertas, suas fortes melodiosas canções

ABANDONO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Quem abandona a luta não poderá nunca saborear o gosto de uma vitória” (Textos Judaicos)

Sempre, em toda época e em todo lugar, aparece um curioso importuno. Outro dia li a notícia de que certa pessoa escreveu para o Papa Francisco perguntando se Deus era mesmo brasileiro. Essa alegoria é de tal modo repetida que se traveste de verdade, dando razão ao ministro nazista da Propaganda, herr Goebbles.

Até o momento em que escrevo este texto, não tomei conhecimento de que Francisco tenha se dado ao incômodo de responder ao missivista. Interessante é que andei matutando sobre o caso e acho que o abelhudo indiscreto merece uma resposta.

Se Deus é brasileiro ou não, pouco importa; mas seu filho Jesus Cristo no sofrimento da cruz, perguntou-Lhe com toda santidade: – “Eloi, Eloi, lamma sabactatani?”; (“Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? ”).

Este abandono sofreu o povo brasileiro nas eleições; foi chicoteado e condenado a carregar a pesada cruz da insanidade polarizada onde ficará pregado pelos próximos quatro anos. Este quadro reflete a pergunta do Nazareno, abandonado pela Providência Divina.

Do alto do martírio a cidadania assistiu a cena macabra da escolha entre o ruim e o pior entre corruptos populistas, diferentes apenas pelos rótulos de direita e esquerda auto-assumidos, mas semelhantes pelas práticas.

Eis o exemplo que as urnas nos deixaram junto com o direito de perguntar ao Arquiteto do Universo na sua onisciência e onipotência, o porquê abandonou o povo que O aceita contrita e carinhosamente entre os seus nacionais.

Não foi difícil assistir a realidade – não das pesquisas enganadoras -, mas no giro de uma roleta com a bolinha de marfim atestando o número vencedor sob o olhar angustiado dos jogadores.

A bolinha saltitante atestou o fim da primeira etapa do jogo eleitoral, jogo que sabemos não é recreativo nem divertido, mas  recorda a constatação do matemático Bertrand dizendo que “a bolinha não tem consciência nem memória”.

Nem sempre os números perseguidos na mesa verde, sejam pares ou ímpares, vermelhos ou pretos, repetem-se sempre; fogem incoerentemente muitas vezes, negando as apostas. E o pior se dá quando as combinações extravagantes, misturam os cálculos políticos e a fé religiosa….

Será justo, porém, abandonar as apostas no destino por um resultado negativo? Na minha opinião, não; devemos insistir, mesmo sabendo que nunca será encontrada a fórmula matemática de se ganhar na roleta giratória.

A insistência em fugir do tormento de termos governantes egocêntricos, populistas e corruptos, evita que a eleição seja um jogo dos partidos “sopinhas de letras” e das ideologias inautênticas, mas gelatinas coloridas para aguçar apetites.

As urnas eletrônicas mostraram ser confiáveis. Se os eleitos não o são, a culpa é do eleitor masoquista que adota bandidos de estimação e goza com o sofrimento; o voto consciente e patriótico porém, ao contrário, exige educação e amor-próprio.

O futuro não é uma roleta girando, mas a consequência da ação política cidadã. Para que ele nos chegue radiante, com liberdade e justiça, devemos adotar o que ensinou Ulysses Guimarães: “A Pátria não pode se tornar capanga de idiossincrasias pessoais”.

 

T. S. Eliot

 O Nome dos Gatos

 

Dar nome aos gatos é um assunto traiçoeiro,

E não um jogo que entretenha os indolentes;

Pode julgar-me louco como o chapeleiro,

Mas a um gato se dá TRÊS NOMES DIFERENTES.

Primeiro, o nome por que o chamam diariamente,

Como Pedro, Augusto, Belarmino ou Tomás

Como Victor ou Jonas, Jorge ou Clemente

– Enfim nomes discretos e bastante usuais.

Há mesmo os que supomos soar com som mais brando,

Uns para damas, outro para cavalheiros,

Como Platão, Admetus, Electra, Demétrio

Mas são todos discretos e assaz corriqueiros

Mas a um gato cabe dar um nome especial

Um que lhe seja próprio e menos correntio:

Se não como manter a cauda em vertical,

Distender os bigodes e afagar o brio?

Dos nomes desta espécie é bem restrito o quorum,

Como Quaxo, Munkunstrap ou Coricopato,

Como Bombalurina, ou mesmo Jellylorum…

Nomes que nunca pertencem a mais de um gato.

Mas, acima e além, há um nome que ainda resta,

Este de que jamais ninguém cogitaria,

O nome que nenhuma ciência exata atesta

SOMENTE O GATO SABE, mas nunca o pronuncia.

Se um gato surpreenderes com ar meditabundo,

Saibas a origem do deleite que o consome:

Sua mente se entrega ao êxtase profundo

De pensar, de pensar, de pensar em seu nome:

Seu inefável afável

Inefanefável

Abismal, inviolável e singelo Nome.

Trad: Ivan Junqueira

Rainer Maria Rilke

A Pantera

(No Jardin des Plantes, Paris)

De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.

A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.

De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.

Rainer Maria Rilke )
(tradução de Augusto de Campos)

 

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