Os vampiros e os patetas

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A crise acaba de consagrar a Petrobras como sede oficial da DisneyLula.

 

Depois de morder 2 bilhões de reais da Caixa Econômica em tempo de crédito escasso, depois de eleita principal beneficiária da ajuda de 20 bilhões de reais do BNDES às empresas, a estatal “enferma” anuncia um lucro líquido de 34 bilhões de reais – 50% maior que o de 2007.

 

A Petrobras é mesmo um grande parque de diversões. Os brinquedos são o dinheiro público e o Pateta é o contribuinte.

 

Depois de passar de 100 dólares, o preço internacional do barril de petróleo despencou para menos da metade. Sabem em quanto a Petrobras reduziu o preço do óleo no mercado interno? Zero. Os chefes daquele pedaço de paraíso sindical explicaram que é para preservar a empresa do risco das oscilações…

 

A única coisa que nunca oscila, com crise ou sem crise, é a teta generosa da estatal-mãe.

 

Com seu mundo maravilhoso de convênios, apoios e cargos, muitos cargos, ela é capaz de desencravar milhões e milhões de unhas – para usar a expressão imortalizada pelo nosso Delúbio. E, claro, jorrar dinheiro para o fundo de pensão, locomotiva pirata do governo popular.

 

Surge agora a notícia de que a Petrobras deixou à míngua os projetos de música, teatro, dança e festivais. É a crise.

 

Os patetas não haverão de estranhar. A cultura pode esperar. Enquanto isso, vamos aplaudindo o espetáculo do enriquecimento da república dos pelegos.

 

Guilherme Fiúza, jornalista

(Do Blog Política e tudo mais)

 

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