Os Che Guevara da Daslu

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Os Che Guevara da Daslu (pseudo-intelectualys socialistas) é uma espécie em franca expansão nos dias que correm. Confortavelmente aclimatados em seu habitat, flanam com desenvoltura no fantástico mundinho em que vivem, também chamado de ESPEscola de Sociologia e Política de São Paulo. Protegidos sob as asas e grades da respeitável Instituição sentem-se aliviados por estar a parte da realidade do mundo-cão que existe logo ali ao lado, embaixo do Minhocão e suas veias expostas para a boca do lixo.

Uma vez dentro da fantástica ilha da fantasia, os Ches da Daslu – maneira diminuta e carinhosa pela qual também são tratados – vivem a tramar espetaculosas teorias para salvar o mundo, já tão carcomido por esta praga do capitalismo.

 

Como identificar um Che Guevara da Daslu

Fashionistas de marca maior um Che da Daslu que se preze usa boina, vasta cabeleira, barba por fazer (por supuesto!), camisetas com o rosto do grande guru estampado (sim, estou me referindo a ELE) e uma alpecarta à la Jesus Cristo. Mas calma, ainda não temos o modelo ideal montado.

Além da meticulosa indumentária, é condição fundamental para o Che ostentar uma ar de cineasta em crise, fazer longas pausas enquanto fala, abusar de palavras como: sistema, burgueses, proletariado, minorias, fascista, Movimento (com M maiúsculo sempre) e outras expressões muito em voga na década de sessenta.

Agora, a cereja do bolo… O mais importante de tudo é estar sempre tristinho com o rumo que o mundo está tomando. Sem isso, meu caro radiouvinte, o Che Guevara da Daslu não existe. E aqui há de se redobrar a atenção, pois não estamos a retratar um grupo emo.

Não é preciso ser nenhum engenheiro da NASA para saber quem é o líder intelectual slash guia espiritual desse rebanho, não é mesmo? Sim, seu marotinho, o bom e velho Carlos Marques reina absoluto nesse quesito. Afinal, o que seria dos Ches sem uma frase, um pensamento qualquer de Marx? Não sejamos nós, pessoas pragmáticas e destituídas do sonho redentor de Revolução, a querer estragar a festa alheia. Para todas as dores, sempre haverá uma frase marxista para consolar as almas dos Ches, tão carentes de Ideais e visitas à Cuba.

Um Che de verdade sempre recita Marx, ainda que tenha lido apenas orelha de livros do roto autor. O mundo, meu jovem, é dividido entre eles – os marxistas-socialistas-antiamericanistas – e nós, a choldra ignóbil do resto da humanidade.

A queda do muro de Berlim é para essa turma algo tão relevante quanto o capítulo da novela de sábado passado. Porque eles, diferentemente de nós que assistimos Faustão e lemos Veja (vá de retro!), cultivam dentro de si o romantismo utópico, típico das virgens, de fazer uma grande revolução.

Nós, alienados de fazer dó e que ainda acreditamos na mídia golpista, só pensamos em nosso próprio bem estar; e ao contrário deles nunca fundaremos uma ONG em defesa das minorias desassistidas.

Assim, se você ainda não aderiu ao Movimento, corra para a Daslu e adquira já o seu kit Socialista do Século XXI. O último grito de moda nas passarelas de Paris.

 

 

Por: Henrique Neto

www.jacunews.com

 

 

 

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