Nara Leão canta “Maria Joana”
Nascida no Espírito Santo, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Oriunda de uma família de classe média começou a ter aulas de violão na adolescência com Solon Ayala e Patrício Teixeira. Em seu apartamento em Copacabana aconteciam reuniões de música onde, segundo alguns críticos, nasceu a bossa nova.

Nara Leão foi diretamente responsável pelo surgimento da estrela Bethânia e pelo resgate de autores como João do Vale e Zé Kéti. Foi a intérprete de “A Banda”, de Chico Buarque, que dividiu o primeiro prêmio do Festival da TV Record de 1966 com “Disparada” defendida por Jair Rodrigues. Dois anos depois integrou o movimento tropicalista, participando do emblemático disco “Tropicália ou Panis et Circensis”. Nos anos seguintes passou uma temporada na França, onde reatou laços com a bossa nova, gravando dois LPs dedicados a esse repertório. Participou de vários shows sozinha e ao lado de outros artistas, gravando até mesmo no Japão. Cantora com visão de produtora.
Nara lançou vários compositores e inúmeras músicas ganharam fama em sua voz como “Pedro Pedreiro”, “Olê Olá” (ambas de Chico Buarque), “Maria Moita” (Carlos Lyra/ Vinicius), “Corisco” (Sergio Ricardo/ Glauber Rocha), “Esse Mundo É Meu” (Sergio Ricardo), “Maria Joana”, “Pede Passagem” (Sidney Miller), “Recado” (Casquinha/ Paulinho da Viola), “Coisas do Mundo, Minha Nega” (Paulinho da Viola), “João e Maria” (Sivuca/ Chico Buarque), “Com Açúcar, com Afeto” (Chico Buarque), “Apanhei-te Cavaquinho” (Ernesto Nazareth/ Nara Leão), além de praticamente todos os clássicos da bossa nova.
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