Míriam Leitão – Panorama Econômico
Sinais de Obama
O presidente eleito Barack Obama foi econômico em antecipar decisões na primeira entrevista, mas emitiu sinais: vai evitar a duplicidade de comando num país em guerra, mas vai ocupar o maior espaço possível. Na economia, se cercou de veteranos do Governo Clinton, figuras novas ligadas a ele; teóricos e práticos; empresários e economistas. Ele quer diversidade de idéias entre seus conselheiros.
O dia ontem parecia feito para apavorar um presidente eleito. Foram anunciadas notícias como: o pior desemprego em 14 anos nos Estados Unidos, colapso de vendas do varejo, prejuízos bilionários das montadoras. E a General Motors ainda disse que o dinheiro que tem em caixa mal dá para o começo do próximo ano.
Lá, como aqui, ajudar montadoras é um tema que divide. O que fez Obama? Falou que vai ajudá-las sim, porque elas são a “espinha dorsal” da economia americana, mas, ao mesmo tempo, falou em incentivos para carros com eficiência energética. Ou seja, serão apoiadas, mas têm que se adaptar ao novo projeto nacional de energia limpa e menos dependência aos produtores de petróleo.
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