Míriam Leitão comenta
Redução de tributos sobre fundos ganha força no governo
Com o possível engavetamento da proposta de tributar rendimentos da caderneta de poupança, um outra parte do projeto do governo ganhou força dentro da equipe econômica: reduzir a tributação sobre os fundos de investimentos.
Em conversa com fontes do Ministério da Fazenda, eles disseram que se continuasse a fuga de recursos dos fundos de investimentos para a caderneta de poupança, essa mudança seria feita ainda este ano.
A proposta a ser engavetada pelo governo consiste em taxar a rentabilidade do saldo das cadernetas de poupança que superarem R$ 50 mil a partir de 2010. Ou seja, quem tiver um depósito de R$ 70 mil, por exemplo, pagaria imposto sobre o rendimento excedente, neste caso de R$ 20 mil.
Reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal O GLOBO mostra que a proposta do secretário especial Bernard Appy deve ser engavetada por uma série de fatores: a complexidade do modelo, a falta de cacife político do governo e a expectativa para os juros neste ano.
Inicialmente, a ideia era reduzir a alíquota máxima de imposto de renda sobre os rendimentos dos fundos de 22,5% para 15%. O percentual poderia ser até menor do que isso, se necessário. Essa proposta ganhou força e parece ser a única opção para estancar a transferência de recursos dos fundos para a poupança.
Na primeira semana de junho (do dia 1º ao dia 5), a poupança registrou a maior captação líquida deste ano: o saldo entre depósitos e saques ficou positivo em R$ 3,04 bilhões, alta de 12% ante resultado da primeira semana do mês passado.
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