Míriam Leitão comenta

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Difícil equilíbrio

A alta da taxa de juros vai derrubar o aumento do consumo? Certamente o afetará. A dúvida é se vai interromper o ciclo de crescimento da economia. O Banco Central aumentou o aperto monetário num momento em que está havendo desaceleração da inflação no varejo e queda da confiança do consumidor e do empresário. O setor de bens de consumo duráveis será mais afetado que as vendas de imóveis.

O consumo vai crescer num nível mais fraco por causa do choque de juros decidido pelo Copom. Nos últimos meses, o país vinha se acostumando com taxas fortes de crescimento das vendas. Carros, celulares e computadores tiveram aumentos de vendas da ordem de 20%.

O presidente Lula disse que a inflação não vai subir, e que ele não vai deixar o consumo cair. Difícil perseguir os dois objetivos ao mesmo tempo num momento como o atual. A economia é feita de escolhas. Como o governo não está cortando o consumo público — em outras palavras, não está reduzindo os gastos — o Banco Central está encarecendo o crédito para reduzir o consumo privado.

O objetivo do BC é exatamente diminuir o consumo para garantir que os aumentos do atacado não cheguem ao varejo, cuja inflação já está perto do teto da meta. No IPCA-15, chegou a 6,3% o acumulado em 12 meses.

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