Julgamento de Renan e corporativismo

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“O corporativismo, o receio da vingança maligna, o temor da eleição de um senador de oposição, o gosto pela desmoralização, a vocação irresistível pela impunidade, a resistência pura e simples ao acolhimento daquilo que tudo indica ser o sentimento prevalecente na opinião pública? Parece pouco. A indiferença pura e simples ao exposto no relatório de condenação não servirá aos interesses da corporação.

O Parlamento fez isso na absolvição de mensaleiros em plenário e levou um contravapor do Supremo Tribunal Federal, que convalidou todo o trabalho da CPI dos Correios e cresceu aos olhos da multidão. Não interessaria ao Senado se associar à nova baliza posta pelo Judiciário?O medo da reação de Renan Calheiros tampouco parece razão suficiente para inocentá-lo, porque, sem o cargo e o mandato, fica também sem poder de fogo e credibilidade para acusar quem quer que seja.

A escolha do substituto não aflige, visto que a oposição já concorda com a eleição de um “neutro”, como convém ao dia seguinte de decisões traumáticas, conforme já perfeitamente demonstrado no consenso firmado em torno de Itamar Franco logo após o impeachment de Fernando Collor e a aceitação da candidatura governista de Aldo Rebelo na substituição de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara”.

Dora Kramer, jornalista

OPINIÃO: Está dito. O calafrio na espinha de Lula da Silva e pânico que assedia o núcleo central do PT-governo é justamente a expectativa de uma reação tresloucada de Renan Calheiros jogando lama no ventilador. Ele sabe demais e, como gente da qualidade dele sempre possúi fichas e dossiês que incriminam personalidades: lembram-se que logo no começo do processo ele insinuou casos de pedofilia, viagens com secretárias, empréstimos bancários e nomeação de amantes? Pois é. Quem se mistura com quarenta participantes de uma organização criminosa deve botar as barbas de molho, porque não está livre de ser incriminado pelo escroque das Alagoas. MIRANDA SÁ

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