HISTÓRIA – há 63 anos…
08/05/1945 – O dia da Vitória
“… Como Chefe de Governo e como brasileiro sinto-me orgulhoso pelos feitos dos nossos bravos expedicionários…” (Getúlio Vargas) Considerado feriado nacional, este dia marcou a volta ao Brasil dos primeiros escalões da Força Expedicionária Brasileira.
A informação começou a circular logo cedo, veiculada por várias estações de rádio. A população carioca deixou-se contaminar com a notícia.O comércio cerrou as portas e o movimento nas ruas tornou-se intenso. Ouviam-se a todo instante a buzina dos automóveis, o clamor das sirenes. Dos andares mais altos dos edifícios da Avenida Rio Branco e das avenidas e ruas próximas jogava-se papel picado, o que dava à cidade um ar festivo.
Quando os horrores da guerra se espraiaram até os mares do Brasil, o povo brasileiro veio para as ruas, em passeatas memoráveis, protestar contra o afundamento dos nossos navios; em comícios eloqüentes, pediu a guerra e reclamou a entrada do Brasil no grande conflito, e mais uma vez, à altura das suas tradições, vibrou de ardor cívico e patriótico com o dia em que a Alemanha se reconheceu aniquilada e se confessou vencida.
A cidade marchou por várias ruas ao som de canções patrióticas, arrancando vibrantes aclamações do povo. Em meio ao imenso mar de gente que enchia a Avenida Rio Branco, dando-lhe características de singular apoteose, abria-se espaço para que, entre palmas e aclamações ruidosas, desfilassem soberbos os bravos integrantes do Corpo de Bombeiros ou os valorosos soldados do Exército Nacional, irmãos daqueles outros que, na Europa, honraram o nome do Brasil.Foi uma vitória do povo o fim da guerra e, ao seu modo, ele a festejou.
O fim da II Guerra Munidal
Anunciou-se oficialmente que a Alemanha rendeu-se incondicionalmente aos aliados, depois de seis anos de uma guerra sangrenta que se estendeu por todo o mundo civilizado.
A Alemanha, que começou a guerra com o impiedoso ataque à Polônia, seguido por agressões sucessivas e inomináveis brutalidades nos seus campos de concentração, rendeu-se com um apelo aos vencedores, pedindo misericórdia para com o povo alemão e as suas forças armadas.
O Japão continuou lutando desesperadamente por mais alguns meses no Pacífico.
Fonte: CPDoc/JB
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