HISTÓRIA – há 43 anos…

Comentários desativados em HISTÓRIA – há 43 anos…
Compartilhar

13/03: 1964 – O ÚLTIMO COMÍCIO DE JANGO

Diante de milhares de pessoas, de tanques de guerra, de faixas e cartazes referentes às reformas, o Presidente João Goulart fez o seu último comício, em frente à Central do Brasil – no mesmo lugar em que Getúlio Vargas tinha declarado o Estado Novo. Tendo ao lado sua esposa, Dona Maria Teresa, e a proteção de um aparato militar nunca visto, quase cinco mil soldados, o Presidente João Goulart anunciou que dois decretos tinham sido assinados: o da SUPRA, sobre a reforma agrária e o da encampação das refinarias de petróleo.

A suspeita geral era de que o Presidente, convocando o comício, pretendia implantar uma ditadura consentida: daria uma demonstração do seu prestígio pessoal e passaria a governar através de decretos, sem ouvir o Congresso. O Comando-Geral dos Trabalhadores convocou “todos os trabalhadores à Central”. As forças armadas de todo o País já haviam recebido ordens de prontidão. Às 14 horas, toda a frente da Central estava ocupada. O comício, marcado de início para as 20 horas, começou uma hora antes. O povo se comprimia sob a floresta de faixas exigentes, entre o palanque e o cordão de isolamento. As faixas pediam reformas.

O comício começou com a chegada do professor Darci Riberio. O sr. Leonel Brizola, um dos mais aplaudidos, pediu a substituição do Congresso por uma assembleia constituinte. Depois de anunciar a assinatura de decretos – do Supra e da encampação das refinarias – identificar nos inimigos do seu Governo os inimigos do próprio povo, distribuir ameaças, críticas, promessas, o Sr. João Goulart tentou afastar dúvidas afirmando que a reforma da Constituição era uma exigência do povo.

O GOLPE MILITAR A CAMINHO

Nesta sexta-feira 13, depois do Comício das Reformas de Base realizado em frente ao Ministério da Guerra, o general Castelo Branco engajou-se de vez na ação dos que conspiravam pelo golpe. A direita e a extrema direita tomaram a iniciava com as Marchas da Família com Deus e a Liberdade.

Logo depois estourou no Rio a rebelião dos marinheiros, que constituiu o pretexto final para o golpe militar, desencadeado na noite do dia 31 de março para o dia 1º de abril.
No final deste dia, o dia o poder estava nas mãos do general Arthur da Costa e Silva, que assumiu o Ministério da Guerra e destituiu oficiais legais à Jango.

Fonte: Jornal do Brasil/Fatos históricos

Os comentários estão fechados.