História – há 313 anos…

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na época, o conceito de igualdade entre os homens não existia na África
Idéia exótica – Negro retratado no Brasil do século XVII pelo pintor holandês Albert Eckhout: na época, o conceito de igualdade entre os homens não existia na África

Morre Zumbi dos Palmares

 

Em 20 de novembro de 1695, morre degolado o Zumbi, do Quilombo dos Palmares, denunciado por um antigo companheiro. Ele comandava os escravos do local que diziam que era a Terra da Promissão.

 

O enigma de Zumbi

 

Estudos recentes sobre o herói da luta contra

a escravidão mostram que ele próprio pode ter

sido dono de escravos no quilombo dos Palmares

 

Hoje, quinta-feira, 262 cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra, data que evoca a morte de Zumbi dos Palmares. Último líder do maior dos quilombos, os povoados formados por negros fugidos do cativeiro no Brasil colonial, Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, quase dois anos depois de as tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho praticamente destruírem Palmares.

 

Ao longo dos séculos, Zumbi se tornou uma figura mítica, festejado como o herói da luta contra a escravidão. O que realmente se sabe dele, como personagem histórico, é muito pouco. Seu nome aparece apenas em oito documentos da época, incluindo uma carta do governador de Pernambuco anunciando sua morte. Como ocorre com Tiradentes e outros heróis históricos que servem à celebração de uma causa, a figura de Zumbi que passou à posteridade é idealizada.

 

Ao longo do século XX, principalmente nos anos 60 e 70, sob influência do pensamento marxista, Palmares foi retratada por muitos historiadores como uma sociedade igualitária, com uso livre da terra e poder de decisão compartilhado entre os habitantes dos povoados.

 

Uma série de pesquisas elaboradas nos últimos anos mostra que a história de Zumbi e do quilombo dos Palmares ensinada nos livros didáticos tem muitas distorções. Muito do que se conta sobre sua atuação à frente do quilombo é incompatível com as circunstâncias históricas da época.

 

O objetivo desses estudos não é colocar em xeque a figura simbólica de Zumbi, mas traçar um quadro realista, documentado, do homem e de seu tempo.

 

Leia a íntegra da reportagem de Veja, clique Aqui

 

 

Fonte: Veja/Biblioteca Nacional/Leandro Narloch

 

 

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