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04/08/1987 – Dick Farney, sua voz, seu piano

Dick Farney morreu aos 65 anos de edema pulmonar. Farnésio Dutra da Silva, seu verdadeiro nome, desde criança teve uma vida voltada para a música.

Ouvia os discos de jazz escondido do pai, estudou piano clássico e canto.Farney começou a atuar profissionalmente no final dos anos 30, ganhando pequeno cachês para tocar jazz no antigo programa Picolino, da Rádio Nacional.

Dick Farney

Quando tinha 18 anos ouviu pela primeira vez o estilo intimista de Bing Crosby candando e virou fã. Comprou todos os discos disponíveis e ouvia-os repetidamente para aprender a pronunciar as palavras exatamente com o Bing Crosby.

Resolveu mandar uma gravação para que Cesar Ladeira, da Rádio Mairynk Veiga a ouvisse. Impressionado com a semelhança com Bing Grosby resolveu contratá-lo para cantar músicas americanas. Dois anos depois já era pianista e crooner da Orquestra de Carlos Machado, que se apresentava no Cassino da Urca.

Foi lá que Dick Farney, que só cantava Bing Crosby, começou a gravar samba. Foi convidado a ir para Broadway com a orquestra de Eddie Duchin. Antes de viajar, gravou vários discos para a Continental, adaptando o samba-canção para o estilo Bing Crosby. Exigiu nos arranjos violinos, harpas e instrumentos de Radamés Gnatalli.

O precursor da Bossa Nova

Em todas suas gravações, que tiveram Braguinha como diretor artístico, predominava o jeito manso e romântico de cantar, dissonâncias que só viriam a aparecer com o surgimento da bossa nova mais de 10 anos depois.

Quando volta ao Brasil, em 1949, encontrou todos os seus discos nas paradas de sucesso e um fã clube integrado por Tom Jobim, Johnny Alf, Nora Ney, Billy Blanco, Carlos Manga e Baden Powell.

Com 41 anos de carreira, Dick Farney procurou manter-se coerente, apesar de combatido pelos críticos de ter “deformado o samba”.

Fonte: CPDOC/JB

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