História – há 15 anos…

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01/06/1993 – Castelinho, coluna mestre

Jornalista que fez história, Carlos Castello Branco, morreu aos 72 anos. Mais influente colunista político do seu tempo, Castelinho, como era tratado por amigos e leitores, em 54 anos de jornalismo deu à crônica política um status de História em sua Coluna do Castello, publicada diariamente entre 1963 e 1993 no Jornal do Brasil.

A coluna foi leitura diária e imprescindível na vida dos brasileiros. Durante os anos de chumbo do regime militar, Castello transmitia informações em mensagem cifrada. Ensinou o país a ler nas entrelinhas, dizendo o que não podia ser dito. Lutava contra os obstáculos à livre expressão desde os primórdios da vocação de jornalista, quando no jornalzinho da escola que fazia a quatro mãos, em Terezina, no Piauí, muitas vezes desafiou o diretor do ginásio.

Ávido leitor dos clássicos, sonhava com a literatura. Entre os diversos livros da sua autoria destaca-se Os Militares no Poder em três volumes. Veio para o Rio em 1945 trabalhar em O Jornal e no Diário da Noite, veículos da cadeia de jornais e emissoras de rádio Diários Associados, dirigido por Assis Chateaubriand. Deixou os Associados em 1950 para ser chefe de reportagem redator do Diário Carioca. Como cronista político da revista O Cruzeiro, viajou com o então candidato Jânio Quadros durante a campanha eleitoral.

Assume o cargo de Secretário de Imprensa do presidente Jânio Quadros em 1961. Seis meses depois Jânio renunciava, e Castello começava a publicar a Coluna do Castello , inicialmente na Tribuna da Imprensa, e a partir de 3 de janeiro de 1963, no Jornal do Brasil. Como mestre consumado do estilo, foi dos que mais contribuíram para o apuro de texto no jornalismo brasileiro.

Um homem honrado e patriota

Carlos Castello Branco nasceu na capital piauiense em 25 de junho de 1920. Depois de concluir o curso ginasial foi enviado aos 16 anos a Belo Horizonte para formar-se, como o pai, em Direito. Formou-se advogado pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1943. Como jornalista, já acompanhava os acontecimentos desde 1939, no Estado de Minas.

Casou-se com Elvia Lordello em 1948, sua eterna companheira. Romancista e historiador, pertencia à Academia Brasileira de Letras desde 1982. Tinha a virtude de ouvir e enxergar longe. Homem digno, honrado e patriota.

Para saber mais, acesse web site com toda a obra do jornalista, clicando aqui.

Fonte: CPDOC/JB

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