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02/07: Centenário da liberdade baiana

“E eis que a data
de que hoje se comemora
o centenário da integração
de nossa independência.

Ela representa a soma maior
de esforços que os brasileiros
precisaram empregar
para a obtenção da autonomia.

Foram filhos bem amados
todos os que por ela
pelejaram e venceram”.


Jornal do Brasil

20080701-01071923

Quando o grito de D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga ecoou proclamando a independência do Brasil, a Província da Bahia já se encontrava há meses de armas nas mãos lutando contra o domínio de Portugal, motivada pelo desejo federalista de emancipação. O conflito se prolongaria por mais um ano, até que as últimas tropas do Exército Colonial Português fossem expulsas do território baiano, consolidando assim a nossa independência territorial.

O potencial econômico do açúcar e do tabaco fizeram do Recôncavo Baiano, principalmente da Vila de Cachoeira, uma próspera região da Província, inspirando fortes ideais de liberdade em seu povo. A vontade coletiva culminou num ataque direto contra a capital, Salvador, então ocupada pelas tropas do Exército Português.

Foram sucessivos embates e conflitos sangrentos. As hostilidades se intensificaram com a notícia da proclamação da independência vinda de São Paulo, o que inflamou os ânimos nacionalistas. Com o apoio do novo governo brasileiro, que despachou da Corte navios conduzindo tropas e suprimentos, o efetivo baiano ganhou corpo, e recebeu a adesão de outros efetivos e de voluntários. A manobra de reunião de forças, aliada ao bloqueio naval e terrestre de Salvador, tornou a posição do Exército Português insustentável. Impedido o seu suprimento, os portugueses foram forçados a capitular, abandonando a cidade. Era o triunfo nacional.

Três exemplos heróicos de determinação

Entre tantos anônimos determinados a lutar pela emancipação nacional, três mulheres se projetaram na guerra pela independência. Sóror Joana Angélica dirigia o Convento da Lapa e morreu assassinada a golpes de baioneta tentando impedir a passagem dos portugueses pelo local. Maria Quitéria, disfarçada de Soldado Medeiros, lutou como voluntária no Batalhão Voluntários do Príncipe, o Periquito. E Maria Felipa de Oliveira, negra, alta, corpulenta, liderou a resistência popular à invasão da Ilha de Itaparica. A ela é creditada o comando na queima de 42 embarcações da frota portuguesa na Praia do Convento.

Fonte: CPDOC/JB

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