Gustav Mahler
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O belíssimo “Adagietto” da 5ª Sinfonia, de Gustav Mahler (1860-1911), é certamente a associação musical mais corrente e imediata à novela de Thomas Mann. O filme homônimo de Visconti não só popularizou Mahler junto do grande público como veio acentuar o interesse pela sua obra junto dos intérpretes.
Até os anos 60, Mahler fora visto como um compositor fora de moda, autor de obras desmedidas e intermináveis, por vezes triviais, mas a partir dessa época as suas sinfonias entraram gradualmente no repertório de todos os grandes maestros e orquestras. Além de ser uma das suas páginas mais inspiradas, o “Adagietto” é também uma dádiva de amor – um presente a Alma Schindler, a grande paixão do compositor – adquirindo uma simbologia suplementar no filme.
Essa dimensão é inerente também à solidão e à morte, já que o famoso andamento da 5ª Sinfonia tem um forte parentesco com o comovente “Lied” “Ich bin der Welt abhanden gekommen” (Afastei-me do mundo), sobre um poema de Friedrich Rückert.
Sempre nos enternece o famoso “Adagietto”. Essencia em tom sublime toda a criação do gênio austríaco. Nunca será demais, mormente, neste ano de celebração dos 150 anos de seu nascimento, referências a Mahler. E uma recomendação do tipo “leia o livro, veja o filme e ouça a música.” Bravo!