EXCERTO DE UM ESTUDO

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AMAZÔNIA

No início do governo Collor, em 21 de março de 1990, em reunião ministerial com a presença dos líderes na Câmara dos Deputados e no Senado, o chefe do Gabinete Militar fez a defesa do Calha Norte, em face da reação de secretários de Governo, concluindo com as seguintes premissas e idéias-força:

“- Nossos limites territoriais são inquestionáveis;
– a exploração dos recursos naturais é economicamente viável e socialmente justa, desde que realizada corretamente sob o ponto-de-vista ecológico;
– as atividades ilícitas devem ser combatidas com rigor e persistência;
– a cultura amazônica deve ser obrigatoriamente respeitada e valorizada;
– a saúde e os costumes indígenas devem ser preservados;
– as ações governamentais devem ser integradas em todos os níveis – federal, estadual e municipal;
– para a manutenção de nossa soberania, esta região geopolítica precisa ser integrada ao contexto nacional, independentemente de pressões internacionais;
– é plausível a convivência harmônica entre o homem e a árvore, bem como entre os interesses geopolíticos e os ecológicos;
– dois extremos devem ser repudiados: a intocabilidade e a devastação.”

Porém, no governo Collor não se deu ao Calha Norte a mesma atenção recebida na gestão de seu antecessor. E daí para frente, por falta de vontade política, não se deu a tão relevante empreendimento o cuidado que merece quanto ao incremento de recursos indispensáveis à consecução de suas finalidades.

O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, atual comandante Militar da Amazônia, levantou com ênfase a problemática de sua área de responsabilidade e deu um alerta à Nação despertando novas motivações, em todos os ambientes, para o enfrentamento de graves problemas locais.

Diógenes Dantas Filho, doutor em Planejamento e Estudos Militares

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