ELEIÇÕES
Dos 447 re-candidatos de 2008, 22 ainda não tiveram os bens lançados na base de dados do TSE: os de Teresina (PI) e dois de Belo Horizonte (MG) e de Porto Velho (RO). Mas as informações referentes aos outros 435 estão todas lá. Feitas as comparações, as declarações de bens dos candidatos revelam o seguinte:
Em dois anos, os 180 vereadores de capitais e os 255 senadores, deputados federais e deputados estaduais eu tentam a sorte nas urnas de 2008 enriqueceram, em média, 46,3%;
Consideram-se apenas os 180 vereadores, o índice médio de enriquecimento foi de 41%. Em 2006, declararam patrimônio de R$ 61.594.612. Em 2008, acumulavam R$ 70.510.656 em bens;
Entre os 255 senadores e os deputados federais e estaduais, a média de enriquecimento foi ainda maior: 50%. Tinham, em 2006, patrimônio de 201.415.172. Agora, têm bens orçados em R$ 244.054.069;
Dos 709 vereadores que exercem mandatos nas capitais, 663 disputam a reeleição. Infelizmente, só foi possível fazer a comparação da evolução patrimonial em relação a 180 deles, que disputaram eleições em 2006, ano em que a Justiça Eleitoral passou a exigir a apresentação da lista de bens;
No entanto, foi possível comparar o grau de riqueza dos 663 vereadores que abriram agora suas informações patrimoniais à Justiça eleitoral com o nível de renda dos eleitores de suas respectivas cidades.
Conclusão:
“O patrimônio médio declarado por esses vereadores é de R$ 377 mil. Tomando-se por base o PIB per capita das regiões metropolitanas das capitais, os vereadores dessas cidades são, em média, 45 vezes mais ricos do que a média da comunidade que representam.”
Fonte: Transparência Brasil
Comentários Recentes