Dia Mundial do Meio Ambiente

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Ela é ex-seringueira, nascida em Bagaço, a 70 km de Rio Branco, capital do Acre. Eleita em 1994 a senadora mais jovem do país, com 38 anos, Marina Silva ficou cinco anos, quatro meses e 13 dias no governo Lula à frente do ministério do Meio Ambiente. Em entrevista ao Blog, especial pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, ela ensina: “política ambiental não se faz com uma melancia na cabeça. Se faz com muito compromisso no coração, boas idéias na cabeça e uma boa capacidade ouvir”.

Nesta entrevista, Marina Silva comemora as conquisas do Brasil na área ambiental e aposta que se “soubermos aproveitar nossa biodiversidade”, podemos sair na frente. Também ressalta que “a crise ambiental no mundo deixou de ser um problema de ambientalistas para ocupar a cabeça de todos”. Ela acredita que o Brasil passa hoje pelo o que chama de reflexão civilizatória: “ou de fato produzimos mais com menos impacto na natureza, ou se a gente vai querer continuar a reproduzir nossa existência material causando mais malefícios à natureza. E aí vamos inviabilizar nossa própria existência”, alerta a ex-ministra.

Filiada ao PT e militante política desde os anos 80, quando ao lado do amigo e ambientalista Chico Mendes, já lutava pela preservação da Amazônia, Marina Silva rejeita qualquer hipótese de internacionalização da Floresta, diz que retroceder na política indigenista do Brasil seria “nos empobrecer” e alfineta o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR): “existem aqueles que se movem pelo coração e pela razão. E pelo menos aqueles que não se movem pelo coração deveriam se mover pela razão”.

Comemoramos hoje o Dia Internacional do Meio Ambiente. O que a senhora comemora hoje e que há 15, 20 anos parecia um sonho impossível?

A grande comemoração que se pode ter usando o referencial da morte do Chico Mendes [em 1988] é a dimensão e a densidade com quê se trata hoje a questão da Amazônia. Há 20 anos, Chico Mendes era uma voz quase que isolada dizendo que a floresta era muito melhor em pé do que derrubada. De que era possível um processo de desenvolvimento que não era aquele de destruir a floresta para plantar capim e criar gado. (…) Se fosse me imaginar naquela época e hoje, é um avanço abissal.

Quais os desafios do Brasil para os próximos anos?

O Brasil tem 45% de matriz energética limpa. E ele deve continuar com uma economia descarbonizada, mas precisará de uma proposta de matriz energética que incorpore a diversidade. E não busque apenas alternativas que aparentemente possam parecer panacéias à primeira vista. (…) Nos últimos três anos tivemos 59% de redução do desmatamento. Isso significou quase um bilhão de toneladas de CO2. Isso representa 14% de tudo o que deveria ter sido reduzido pelos países desenvolvidos até 2012, desde o período de compromisso do protocolo de Kyoto.

Leia a entrevista na íntegra aqui. Marina Silva: política ambiental se faz com o coração

Fonte: Blog do Noblat

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