Derrotados os renanzistas no Conselho de Ética
Foram diferentes a sessão da tarde no Senado e a reunião do reempossado Conselho de Ética à noite. O plenário assistiu à tarde o desfile dos oradores onde se destacou o tom choroso que Arthur Virgílio usou nervosamente para sugerir o licenciamento de Renan da presidência do Senado. Apartes, “pelas” ordem e questões de ordem, choveram no molhado espelhando a nítida divisão entre a clientela de Renan e os defensores do aprofundamento das investigações iniciadas pela Polícia Federal a partir da documentação da defesa.
No Conselho, três coisas ficaram claras como a luz do sol: 1) Não há força humana que afaste Renan da presidência do Congresso, que só abandonará se for cassado; 2) é estranha e inexplicável a deserção da bancada do PT-partido, que teve apenas a presença da líder Ideli Salvatti – caladíssima, e de Eduardo Suplicy, reafirmando à sua maneira os princípios que vem defendendo ao longo do processo; e, 3) A ressurreição de Leomar Quintanilha, que se comportou com habilidade se sobrepondo às críticas recebidas anteriormente.
O Conselho não levou em conta o “fico” de Renan, nem considerou a reação pontual dos seus prosélitos. Um debate sobre a natureza das leis entre Demóstenes Torres e Almeida Lima, a princípio interessante, terminou enfadonho pela inumerável citação de códigos, regimentos, regulamentos, normas, artigos, parágrafos e outras ourivesarias jurídicas. Triunfou o conhecimento e a experiência de Demóstenes, apoiado pelos dois membros “independentes” da bancada governista, Eduardo Suplicy e Renato Casagrande. Assim não saiu a nulidade zerando o processo, como queriam os renanzistas, ficando clara a supremacia dos que querem concluir as investigações.
Comentários Recentes