DAS FARSAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
A farsa e os farsantes têm um capítulo reservado na História da Civilização. Como os brasileiros atravessamos um período recheado de imposturas e trapaças, é preciso ativar todos os sentidos para enfrentar as fraudes registradas na Era Lulopetista. Até na ciência tivemos o embuste da tomada de três pinos…
Fraudes políticas assumem várias formas: Desvios de fundos públicos bilionários; pagamento de propinas e subornos; manipulação de eleições e resultados; e uso de instituições públicas, principalmente do campo financeiro, para benefício pessoal ou de grupos privados.
Recordemos o escândalo político que estourou nos Estados Unidos levando um presidente da República a renunciar ao mandato. Foi em 1972, envolvendo agentes da campanha de reeleição de Richard Nixon que realizaram um plano de espionagem contra os democratas. Está capitulado como “Caso Watergate”.
No cenário das finanças, tivemos um caso que o Departamento de Justiça dos EUA descreveu como “o maior caso de cleptocracia até hoje”. Ocorreu em 2009 na Malásia, com a criação do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad que redundou num gigantesco caso de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de mais de US$ 4,5 bilhões de um fundo de investimento estatal entre 2009 e 2015.
Hoje, surgido o caso do Banco Master no Brasil, o Departamento de Justiça dos EUA já não consideraria o desvio e gastos do Malaysia o “maior caso”, porquê aqui tivemos o mesmo financiamento para influências políticas, infiltração de advogados na alta Corte de Justiça, promoção de festividades com autoridades governamentais e corrupção da mídia.
Cá, como lá, chegou-se a bilhões em moeda corrente, desviados por meio de empresas offshore e contas pessoais. O Banco Master é um esquema fraudulento com impacto sistêmico nacional, condenado pelo Banco Central e investigado pela Polícia Federal.
Analistas livres das rédeas ideológicas, comentam que esta situação criminosa exige uma operação como a que foi executada pela Lava Jato em 2014, cujo impacto pelo pagamento de propinas e lavagem de dinheiro manteve um gigantesco esquema de corrupção.
Lembremos que as investigações da Lava Jato, condenada e deletada pelos populistas corruptos de “direita” e de “esquerda” implicados com a corrupção, esbarrou em interesses político-familiares no governo de Jair Bolsonaro mostrando que a “direita bolsonarista” é uma farsa que confunde família com nepotismo para defender a criminalidade filial…
Hoje, a delinquência envolve magistrados, militares e políticos, num cenário em que assistimos o assalto aos aposentados e pensionistas do INSS, em conexão com as fraudes do Banco Master.
Encontra-se na cena do crime as digitais de alguns poderosos, mostrando o porquê da cumplicidade que se estende na conjuntura nacional. Temos o Complexo STF-Lula que acoberta a delinquência; para o Presidente, livrando o filho Lulinha, envolvido até o pescoço no assalto ao INSS; e, para certos membros do STF, MPF e AGU, a tentativa de esconder seu envolvimento nas tramenhas de Daniel Vorcaro, principal executivo do Banco Master.
O protagonismo da banda podre do poder na degenerescência dos costume e da ética nacionais se acomoda nos andares de cima de forma ampla, geral e irrestrita; e isto não pode continuar sem uma investigação, o trabalho da inteligência policial na repressão aos maus feitos criminosos, como quiseram e sentenciaram os togados do STF.
Os escândalos se acumulam em contêineres cheios de testemunhos e provas; e agora é esperada uma delação completa de Vorcaro incluindo possíveis fraudes envolvendo o BRB (Banco de Brasília), o INSS e nomes de personalidades políticas envolvidas.
Vamos ver até onde terão continuidade as farsas escancaradas na volta de Lula ao poder, percorrendo o caminho capinado por Jair, que acabou com a Lava Jato para salvar Flávio e manter a imunda polarização com o lulopetismo.
Combater a polarização, entretanto, não comporta mais uma farsa. Lançado pelo PSD candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, se assume em discurso como inimigo da polarização; mas foi comprometedor silenciar num discurso de 42 minutos sobre a corrupção reinante nos poderes republicanos….
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