Crise no Brasil

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MP da estatização criou desconfiança

 

O governo deu um tiro no pé hoje com a Medida Provisória que permite aos bancos públicos comprarem bancos privados e cria uma empresa de participações acionárias da Caixa. A medida teve duas interpretações negativas e não necessariamente excludentes. E foi isso que explicou o dia com circuit breaker, juros explodindo e risco escalando.

 

A primeira interpretação é que o governo está cedendo à sua compulsão estatizante de sempre. E claramente está. Tanto que está desnecessariamente empurrando a Caixa para ser sócia de empresa imobiliária, mesmo sem haver um problema no setor. Pode acabar sendo criado por medidas que retirem a confiança nas empresas.

 

A pior é a de que há problemas maiores no sistema financeiro do que se sabe até agora. Essa interpretação é mais paranóia que fato, mas foi alimentada porque o governo tem tomado uma decisão por dia para ajudar os bancos com supostos problemas: permitiu o uso do compulsório para bancos pequenos, mudou regras de redesconto aceitando qualquer ativo como garantia, permitiu o uso do compulsório para comprar bancos médios, incentivou o Banco do Brasil e a Caixa a serem os primeiro a comprar carteira e agora baixou uma MP para que BB e Caixa comprem bancos.

 

Como o mercado no mundo inteiro já está paranóico, isto bastou: o risco Brasil foi a 650 pontos e os juros futuros explodiram, a Bovespa teve circuit breaker.  Rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas.

 

Caixa e Banco do Brasil passaram o dia dando entrevista para tentar acalmar, explicando as medidas. Algumas explicações pioraram, como a de que na Caixa serão usados recursos do FGTS para essa aventura de comprar ação de empresa imobiliária.

 

Mais um dia como hoje e o governo cria uma crise que não existe. Crise no Brasil

MP da estatização criou desconfiança

 

O governo deu um tiro no pé hoje com a Medida Provisória que permite aos bancos públicos comprarem bancos privados e cria uma empresa de participações acionárias da Caixa. A medida teve duas interpretações negativas e não necessariamente excludentes. E foi isso que explicou o dia com circuit breaker, juros explodindo e risco escalando.

 

A primeira interpretação é que o governo está cedendo à sua compulsão estatizante de sempre. E claramente está. Tanto que está desnecessariamente empurrando a Caixa para ser sócia de empresa imobiliária, mesmo sem haver um problema no setor. Pode acabar sendo criado por medidas que retirem a confiança nas empresas.

 

A pior é a de que há problemas maiores no sistema financeiro do que se sabe até agora. Essa interpretação é mais paranóia que fato, mas foi alimentada porque o governo tem tomado uma decisão por dia para ajudar os bancos com supostos problemas: permitiu o uso do compulsório para bancos pequenos, mudou regras de redesconto aceitando qualquer ativo como garantia, permitiu o uso do compulsório para comprar bancos médios, incentivou o Banco do Brasil e a Caixa a serem os primeiro a comprar carteira e agora baixou uma MP para que BB e Caixa comprem bancos.

 

Como o mercado no mundo inteiro já está paranóico, isto bastou: o risco Brasil foi a 650 pontos e os juros futuros explodiram, a Bovespa teve circuit breaker.  Rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas.

 

Caixa e Banco do Brasil passaram o dia dando entrevista para tentar acalmar, explicando as medidas. Algumas explicações pioraram como a de que na Caixa serão usados recursos do FGTS para essa aventura de comprar ação de empresa imobiliária.

 

Mais um dia como hoje e o governo cria uma crise que não existe.

 

Fonte: Míriam Leitão

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