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Bradesco: desaceleração de emergentes deve durar

 

Durante esta semana, o blog trouxe uma série de notícias ruins dos países emergentes – hoje temos dados nada positivos de Rússia e Índia. Nesta tarde, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco fez uma projeção de que a desaceleração dos países emergentes vai durar mais tempo que o esperado. Isto porque a economia destes países foi afetada quase que ao mesmo tempo em que os países ricos sentiram o efeito da crise, quando muitos, como o próprio banco, esperavam que os efeitos negativos levassem de um a dois trimestres para atingir os emergentes.

A produção industrial de diversos países já foi afetada, as exportações de Coréia, Taiwan e China caíram 23%, 18,3% e 2,2%, respectivamente, os países exportadores de commodities também já foram afetados. Basta lembrar que as exportações brasileiras estão caindo – registraram queda em todos os setores na primeira semana de dezembro – e a balança comercial da primeira semana deste mês registrou déficit de US$ 435 milhões.

Para 2009, o Bradesco acredita que os países emergentes terão um baixo crescimento porque “a demanda por exportações continuará fraca, os termos de troca permanecerão reduzidos e os fluxos de capitais serão contraídos”. Para a equipe de economistas do banco, a desaceleração não será uniforme e “estará condicionado à eficácia das políticas fiscais e monetárias adotadas no mundo inteiro”.

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco projeta um crescimento mundial, em 2009, de 1,6%, com uma contração de 0,9% da atividade nas economias desenvolvidas e uma desaceleração no crescimento dos emergentes, de 6,5% para 4,4% no ano que vem, muito por causa da projeção de crescimento da economia chinesa, de 7%, segundo o bando, em 2009, o que é pouco para o país.

O Bradesco também projeta o comportamento da atividade econômica em 2009. No Brasil, crescimento de 2,5%. Nos Estados Unidos, queda de 0,9%; Zona do Euro, queda de 1,1%; Reino Unido, queda de 1,5%; Japão, queda de 0,7%.

 

Fonte: Míriam Leitão

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