Consumo de álcool e o diabetes

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Estudos recentes confirmaram que o consumo moderado de álcool está associado à diminuição da prevalência de diabetes no futuro, apesar de haver genética familiar para diabetes na ascendência do paciente. Estudos com dois grupos de pacientes, um com inclusão de álcool (vinho) e outro sem qualquer bebida alcoólica, confirmaram que o vinho, em quantidades razoáveis, melhora a sensibilidade da insulina. Isto é, o metabolismo do “açúcar” é melhor conduzido, com excelente entrada da glicose no sistema muscular e demais órgãos.

O aumento da sensibilidade à ação da insulina é muito bem-vindo, pois os indivíduos que têm obesidade predominantemente abdominal são, em geral, resistentes à ação da insulina. Isto significa que o nível de insulina precisa se elevar na circulação para exercer alguma ação no sentido de metabolizar a glicose circulante. Estes obesos mantêm nível alto de insulina na circulação. Obviamente o pâncreas – que produz insulina – tem trabalho dobrado, triplicado, para colocar muita insulina na circulação.

Em alguns anos o exagero de insulina circulante representará um desgaste enorme para o pâncreas. O obeso, nesta fase, poderá apresentar diabetes.A enzima hepática que metaboliza o álcool é a deidrogenase, conhecida por sua sigla em inglês, ADH. Os pesquisadores, liderados pelo dr. Beulens, dos EUA, notaram que os pacientes obesos, predispostos a diabetes futuro, exibem no fígado dois tipos desta enzima: a ADH1 e a ADH2. Estudaram 640 mulheres e 383 homens com propensão para diabetes. Notaram que a ADH1 é cerca de duas vezes mais ativa para metabolizar o álcool que a ADH2.

Assim, os indivíduos que, por questões genéticas, herdaram uma enzima menos ativa (ADH2) seriam propensos a ter o álcool mais tempo no fígado por ser a ADH2 menos eficiente na oxidação do etanol. Verificaram também que a enzima estava presente em 41% das mulheres e 40% dos homens.

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Fonte: Veja

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