Comentário (II)
Ópera do malandro
Pelo andar da carruagem, com direito a foto ao lado da rainha e elogios a céu aberto de Barack Obama, Luiz Inácio Lula da Silva ainda acaba recebendo o Prêmio Nobel. Não o da Paz, mas o de Literatura, pelo conjunto da obra, na ausência de um de Artes Cênicas, que lhe conviria melhor.
Não há por que discordar do político mais popular do mundo – Lula é mesmo o cara. Primeiro propagou a ficção da “marolinha” e dela desembarcou sem explicações. Depois responsabilizou os “brancos de olhos azuis” pela crise. Assoprou e mordeu, falou duro ou macio, disse “A” e seu contrário, sempre conforme as conveniências. Agora, Lula tira nova casca e emerge do G20 como uma liderança, acolhido com honrarias no clube dos poderosos.
FERNANDO DE BARROS E SILVA, jornalista
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