Comentário (II)
PAC eleitoral
A “Folha” não falhou. A grande manchete da primeira página era:
“Com Crise, Cai Aprovação de Lula”. Era o óbvio. Mas a pesquisa eleitoral saiu minúscula na chamada, sem título, escondida no rabo do texto sobre a queda da aprovação de Lula: “O governador de São Paulo, José Serra, mantém ampla liderança em todos os cenários em que aparece na disputa à Presidência. A ministra Dilma Roussef cresceu (sic) de três a quatro pontos”.
Só lá dentro, com o mapa completo dos números, é que se vê o inferno astral que a candidatura de Dilma está vivendo e como tinha razão o Planalto em tentar disfarçá-lo: um ano depois de lançada candidata e depois de seis meses de campanha diária, ao lado de Lula, no Planalto, nas TVs e jornais, viajando e fazendo comícios com Lula em quase todos os estados, vendendo o PAC, Dilma só subiu de 8% para 11%.
O fato é que o PAC eleitoral de Dilma fez PEC, PIC, já perto do POC.
SEBASTIÃO NERY, jornalista
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