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Numa democracia autêntica, ninguém é dono do voto de ninguém, salvo as aberrações. A popularidade de um governante não significa dizer que ele pode eleger um bode, um papagaio, ou mesmo um macaco, não que esses bichos não sejam mais úteis à sociedade do que muitos políticos que andam aprontando por aí, mas porque a ovação popular é um reconhecimento a ele, governante, e não repassada a terceiros.

 

A tese da eleição de um poste é a manifestação inebriada dos puxa-sacos do governo, que assim conseguem, desde informações privilegiadas, tapinhas nas costas, freqüentar os salões palacianos, e alguns até cargos na máquina governamental.

 

Amtonio Avelar, jornalista

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