Comentário (II)
Marta e a versão do “não sabia”
Em evento de sua campanha, no Centro Pastoral São José, na zona leste da cidade, na terça-feira, Marta Suplicy ouviu de um padre que, tendo sido ela “vítima de muitos preconceitos” ao longo da vida, “não poderia concordar com a veiculação de um comercial altamente preconceituoso contra o seu adversário”. Ao responder, a ex-prefeita manteve a versão de que não conhecia a inserção – criticada inequivocamente no próprio PT, entre outros, pelo ex-marido da candidata, senador Eduardo Suplicy. E completou: “Se tivesse conhecido antes, não teria autorizado.”A reiterada invocação da própria ignorância é uma desesperada tentativa da candidata de mitigar os prejuízos que o ultraje infligiu à sua campanha – e que continuará a causar se, como parece, o assunto permanecer à tona até a reta final da disputa.
Editorial do Estadão
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