Comentário (II)
O problema indígena
Parece que alguma coisa está muito errada neste país. Não bastasse o problema das cotas para negros, que está aprofundando o racismo no Brasil, agora temos também o problema indígena. O que aparentemente está errado é a frouxidão com que se enfrentam os problemas, apanágio deste governo. Inicialmente, era só o MST (aliado “oculto” do governo) que fazia as estripulias que queria, e nada acontecia. Depois, os sem-teto. Agora, qualquer um, por qualquer motivo ou até sem motivo, invade pedágios, roubando a receita, fecha estradas e ruas, impedindo a circulação de veículos e pessoas, em flagrante desrespeito à Constituição, que assegura o livre direito de ir-e-vir, ou invade propriedades, públicas ou privadas. E ninguém faz nada.
Em Roraima, índios invadiram uma fazenda produtiva, na qual foram feridos alguns deles por defensores da propriedade. Com a intervenção policial houve até prisão: não dos invasores, mas do dono da propriedade invadida. Na seqüência, houve o violento e covarde atentado contra a vida do engenheiro da Eletrobrás, dirigido pela índia Tuíra (reincidente), com facões (armas brancas, como as do MST) comprados na véspera por um missionário. Triste missão. Por enquanto, ninguém foi preso, mas, se bobear, vão acabar prendendo o engenheiro.
Segunda-feira, cerca de 300 índios invadiram a Funasa, em Miranda (MT), fazendo reféns. Penso que está na hora de fazer esses “inimputáveis” – que dirigem caminhonetes de último tipo, têm TVs em cores, usam celulares, falam português fluente, mas saem correndo para pôr o cocar na cabeça quando aparece uma equipe de TV ou passa algum visitante – pagarem por seus crimes. É bom o governo procurar descobrir o que o cacique caiapó quis dizer quando declarou que o governo brasileiro estará provocando uma guerra mundial ao enfrentar a nação índia. Ele, provavelmente em conluio com alguma ONG ou missionário estrangeiros, deve estar sabendo de alguma coisa que nós não sabemos.
Nelson Reis Pinto (nelsonreispinto@litoral.com.br)
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