Comentário (I)
Dirceu
A negociata da venda da Varig, mais um dos escândalos mensais do governo Lula dentro do Palácio do Planalto, mostra que, como Delfim em Lisboa, o governo Lula é um governo de “incógnitos”.
O Houaiss define: “Incógnito: quem procura não ser reconhecido, quer esconder sua verdadeira identidade; o disfarce ou o segredo de quem quer esconder sua verdadeira identidade, sem que se saiba, secretamente, às ocultas”. O sábio Houaiss, numa pequena definição de dicionário, pintou o retrato do governo Lula, sobretudo do seu bunker, o Palácio do Planalto.
O bravo procurador geral da República denunciou e o Supremo Tribunal aceitou a denúncia do Mensalão: “uma organização criminosa”, cujo “chefe da quadrilha” era o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Lula, santo padroeiro do cinismo nacional, jurou que nunca soube de nada.
O Mensalão era negociado e repartido por Dirceu ao lado da sala de Lula. E Lula diz que era incógnito. Nunca antes neste País se viu coisa igual.
Sebastião Nery, jornalista
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