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Empreiteiras terão incentivo para ampliar indústria bélica

Governo quer multiplicar exportação de armas e reforçar segurança nacional

O governo planeja pôr o país no mapa da indústria mundial de defesa, estimulando a criação de “superbélicas verde-amarelas”. Para isso, concederá incentivos fiscais e acesso diferenciado às licitações públicas. Minuta de decreto prevê que as vantagens valerão para empresas ou consórcios liderados por grupos brasileiros e cria parcelas mínimas de conteúdo nacional, revela Danilo Farbello. Além disso, o programa de compras das Forças Armadas chega a R$ 70 bilhões até 2015. O chamado já dá resultados e as maiores empreiteiras do país — Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa — estão entrando com força nesse mercado, que movimenta US$ 1,5 trilhão no mundo. Segundo o general Aderico Mattioli, do Ministério da Defesa, as empresas brasileiras que atuam hoje no setor são vulneráveis. (O Globo)

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Sinopse das revistas semanais

VEJA

Capa – A Batalha que vai definir o Século XXI * Entrevistas: Fernando Henrique Cardoso e Federico Franco * Especial: Vergonha nacional * Existe saída para a tragédia * Especial: A mão que não embala o PIB * Nas garras do leviatã argentino * Os milionários da Delta * O PT de Dilma * As armadilhas dos planos de saúde * A república da cocaína  * Da mão de ferro à mão invisível * Em queda livre sem perceber * Propina milionária * Esse trio criou o Hipérion * Quem foi sem nunca ter sido * Negócios no sinal amarelo * Memórias do Palácio

ÉPOCA

Capa – Política: Temporada de chantagem * A política e as falácias * Investigação: Como a Delta pagou Perillo * Opinião: Confusão no Itamaraty * Caixa Postal:  As provas do mensalão * Entrevista: Alfredo Pastor * Pobres advogados * Artigo: A disciplina do pastoreio de Cândido Mendes * Investimento? Sim ministro, mas não no grito *  Editorial: Valores e ética na política brasileira * Idéias: Somos todos um pouco trapaceiros * Artigo: Partido Social Brasileiro de Felipe Patury * O problema é a saúde pública * Vida Útil: Meu erro – “Deveria ter ficado mais tempo clinicando”

Istoé

Capa – Ciúmes: O amor levado ao extremo * A cassação anunciada * Editorial: Investimento na educação de qualidade * PSB já joga por 2014 * Juquinha na prisão * Trabalhismo papa-tudo * Um ministro camarada * O rodoanel chega à CPI * Os alckmistas estão chiando * A voz de Roma contra a ditadura * Senadotur: O esquema das passagens mais caras do mundo * Suborno milionário * Entrevistas: Fernando Lugo e José Horácio Aboudib * Economia: Refino Estrangeiro * Internacional Será que ele vai resolver isso? * Economia: Como trocar de plano de saúde * Quanto vale o consignado? * Comportamento: O embaixador da Copa *  O mistério do brasileiro de US$ 100 milhões * Tecnologia e Meio ambiente: Telhado dá lucro * Comida longa vida

Istoé Dinheiro

Capa – Reportagem: E o Itaú ri por último * Economia: Eles querem mandar no MERCOSUL * Loucuras no MERCOSUL * Uma agência sem rumo * O próximo ato do crescimento * Entrevista: “A bolsa não é uma fábrica de bolachas” * A batalha decisiva de Mantega * Editorial: Pessimismo e erros capitais * Finanças: Troca de comando na CVM  * A nova empreitada da Cielo * Negócios: 15 anos de transformações * O varejo é gringo * Mineroduto de problemas * A era dos IPOs * A mini Vale de Agnelli * Entrevista: Luiz Carlos M. de Barros * Investidores: O X da questão * O dia em que a Tim encolheu 10%* Balcão na ponta dos dedos * Artigo: O México de olho na Petrobras * Artigo : Por que a Indonésia se tornou o Brasil da Ásia

Carta Capital

Capa – E lá se vai Demóstenes * Editoriais: Ideias em liberdade – Como melhorar a taxa de credibilidade do Jornal Nacional * A imbecilização do mundo * Entrevistas: Vladimir Safatle e Nildo Ouriques * 0 joio e o trigo * A natureza de Serra * O fim da aliança ornitorrinco * A fronteira é o mar * Não façam o que fiz * Uma baixa na CPI  * A tramóia do Naoum * Crianças ou mulheres? * Novo remendo na Previdência * Nosso Mundo: Quiproquó no Prata * Golpe organizado * O mundo espera a Europa * Lances e Apostas: A Volks ultrapassa

EXAME

Capa – Edição especial: Os maiores e melhores

 

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Chamadas de 1ª página_Domingo, 15.jul.12

O GLOBO – Mensalão: réus escapam de improbidade

FOLHA DE SP – PF aponta indício de suborno na obra da Norte-Sul

ESTADÃO – Defesa de Duda Mendonça no mensalão acusa Valério

C. BRAZILIENSE – Ditadura vigiava correspondentes estrangeiros

ESTADO DE MINAS – Suplentes de deputados de olho na vaga de titulares

J. DO COMMERCIO (PE) – CPI poderá reconvocar Marconi Perillo

ZERO HORA – Dilma dirá à ONU que Anistia veta punições

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Artigo temático do fim de semana

Paraguai não é  das ditaduras que o PT-governo gosta

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

 

O Paraguai não é das ditaduras que o PT-governo gosta. É a tese que defendo para contestar a diplomacia brasileira submetida ao lulo-petismo através de um ‘comissário ideológico’ adido ao Ministério.

A presença estranha do ‘companheiro’ Marco Aurélio Garcia no Itamaraty está comprovada ao atuar como porta-voz do PT-governo na política exterior, condenando o impeachment de Fernando Lugo e admitindo a Venezuela como membro pleno no MERCOSUL.

Não vou abonar a constitucionalidade do impeachment de Lugo pelo Congresso. Deixo isto a cargo da Suprema Corte do Paraguai, o apoio da majoritária Igreja Católica e a influência das Forças Armadas. Tudo sob o aplauso de 400 mil brasilguaios.

O Itamaraty do “B” pôs-se contra a rapidez com que o impeachment tramitou; mas, pelo valioso testemunho do presidente uruguaio José Alberto Mujica Cordano, foi menos veloz e mais legal do que a resolução de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, a portas fechadas, para admitir a Venezuela.

E recorro ao lúcido jornalista Carlos Chagas e sua antológica pergunta: “Seria o impeachment de Lugo mais grave do que o desrespeito de Hugo Chávez aos resultados do referendo venezuelano de dezembro de 2007?”

Cristina K teve motivos pessoais e políticos para defender o Coronel Chávez, pois recebeu dele contribuição em dólares para sua eleição; e por que a Venezuela comprou US$ 5,6 bilhões em títulos da dívida argentina. Dilma, porém, que pressionou o Uruguai para entrada de Chávez, nada ganhou. Agiu só para satisfazer Zé Dirceu e Lula da Silva, amigos e parceiros do Coronel.

Nem o Brasil levou vantagem alguma. Penso que é obrigação da nossa diplomacia assessorar a Presidente na política internacional, e deveria ter feito impedindo a intervenção do PT-governo, em nome do Brasil, violentando o princípio de não-intervenção que nós tradicionalmente defendemos.

Lembro que o Brasil conviveu com o ditador Alfredo Stroessner e após a sua destituição o acolheu dando-lhe refúgio. O mesmo fez com o presidente Raúl Cubas que renunciou e se exilou aqui nos tempos de Fernando Henrique.

Também não deixa de ser esquisita a política de dois pesos e duas medidas. O PT-governo passou os oito anos do Governo-Lula bajulando ditadores nos quatro cantos do mundo. Tiranos asiáticos e sobas africanos.

Na América Latina temos robustos exemplos de convivência com países cujos governos subverteram a ordem jurídica. É fácil exemplificar a Venezuela, com Chávez desrespeitando um referendo e intervindo no Poder Legislativo. Recordo a imposição de uma nova Constituição na Bolívia por Evo Morales, cercado por tropas num quartel militar…

Não é de esquecer, também, o golpe de Rafael Correa, no início de seu mandato, dissolvendo o Parlamento recém-eleito, onde estavaem minoria. Seráque nos anais da Casa de Rio Branco não há registros dessas situações?

São esses transgressores da Democracia que falam – em se referindo ao Paraguai – em ‘neogolpismo’, um ente fabuloso, amedrontador para os ingênuos, e ótimo para justificar ações pára – fascistas de Chávez, Correa, Cristina, Morales e do lulo-petismo.

Esse fictício ‘neogolpismo’ substitui o fantástico imperialismo ianque como pretexto para dominar uma Nação, perseguindo as oposições que ameaçam os “salvadores da Pátria” que conquistaram o poder por estelionatos eleitorais.

É evidente que o PT-governo adotou a fantasia do neogolpismo usurpando a opinião nacional, nunca ouvida politicamente. E atua por um Itamaraty do “B” que é a negação do que o Barão do Rio Branco deixou como exemplo.

 

 

Bocage

Auto-Retrato

               

 

Magro, de olhos azuis, carão moreno,

Bem servido de pés, meão na altura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Nariz alto no meio, e não pequeno:

 

Incapaz de assistir num só terreno,

Mais propenso ao furor do que à ternura,

Bebendo em níveas mãos por taça escura

De zelos infernais letais veneno:

 

Devoto incensador de mil deidades,

(Digo de moças mil) num só momento

Inimigo de hipócritas, e frades:

 

Eis Bocage, em quem luz algum talento:

Saíram dele mesmo estas verdades

Num dia, em que se achou cagando ao vento.

Chamadas de 1ª página_Sábado, 14.jul.12

O GLOBO – Cármen Lúcia: ‘Ninguém mais tolera corrupção’

FOLHA DE SP – Cade vai exigir “ficha-limpa” para aprovar fusões

ESTADÃO – Rombo do Cruzeiro do Sul já chega a R$ 2,5 bi

C. BRAZILIENSE – Governo só garante reajuste a professor

ESTADO DE MINAS – Diesel aquece a inflação

J. DO COMMERCIO (PE) – Embratel é retirada da megalicitação

ZERO HORA – Técnicos do MiniSaúde vêm ao RS avaliar casos de gripe A

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Junqueira Freire

Temor



Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.

Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele.

Foi uma repulsão de dois contrários;
Foi um duelo, na verdade insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.

Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe do nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.

Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.

Agora, sim – o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.

E vós, almas terrenas, que a matéria
Ou sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas,
E zombando o chamais, portanto: – um louco!

Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
aproxima-se mais à essência etérea.

De cassado a caçador

Demóstenes já é procurador de novo, 24h após cassação

Em menos de um dia, Demóstenes Torres passou da condição de senador cassado por ligações suspeitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira a procurador de Justiça de Goiás, onde terá a responsabilidade de conduzir inquéritos criminais. Logo de manhã, ele entregou ao Ministério Público documento reassumindo o cargo do qual estava afastado há 13 anos. À tarde, o MP já tinha até plaquinha com o nome de Demóstenes à frente da 27a Procuradoria. Ele terá direito a dois assessores e salário de R$ 24 mil. No Congresso, enquanto funcionários retiravam o nome de Demóstenes do gabinete, senadores ironizavam sua intenção de recorrer ao STF contra a cassação. (O Globo)

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Chamadas de 1ª página_6ª-feira, 13.jul.12

O GLOBO – Petrobras aumenta preço do diesel nas bombas

FOLHA DE SP – Com PIB em queda, Dilma desdenha do indicador

ESTADÃO – Denunciadas empreiteiras de obra de Maluf

C. BRAZILIENSE – Aberta a temporada das ameaças no Congresso

VALOR – TCU vê irregularidades em contratos do Dnit em portos fluviais

ESTADO DE MINAS – Prévia do PIB recua e revela estagnação

J. DO COMMERCIO (PE) – Luz no fim do túnel na greve das federais

ZERO HORA – Vírus da gripe A atinge vítimas fora de grupos de risco

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Casimiro de Abreu

Desejo

 
Se eu soubesse que no mundo
Existia um coração,
Que só’ por mim palpitasse
De amor em terna expansão;
Do peito calara as mágoas,
Bem feliz eu era então!
Se essa mulher fosse linda
Como os anjos lindos são,
Se tivesse quinze anos,
Se fosse rosa em botão,
Se inda brincasse inocente
Descuidosa no gazão;
Se tivesse a tez morena,
Os olhos com expressão,
Negros, negros, que matassem,
Que morressem de paixão,
Impondo sempre tiranos
Um jugo de sedução;
Se as tranças fossem escuras,
Lá castanhas é que não,
E que caíssem formosas
Ao sopro da viração,
Sobre uns ombros torneados,
Em amável confusão;
Se a fronte pura e serena
Brilhasse d’inspiração,
Se o tronco fosse flexível
Como a rama do chorão,
Se tivesse os lábios rubros,
Pé pequeno e linda mão;
Se a voz fosse harmoniosa
Como d’harpa a vibração,
Suave como a da rola
Que geme na solidão,
Apaixonada e sentida
Como do bardo a canção;
E se o peito lhe ondulasse
Em suave ondulação,
Ocultando em brancas vestes
Na mais branda comoção
Tesouros de seios virgens,
Dois pomos de tentação;
E se essa mulher formosa
Que me aparece em visão,
Possuísse uma alma ardente,
Fosse de amor um vulcão;
Por ela tudo daria…
— A vida, o céu, a razão!

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