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Tropa de 150 advogados vai tentar salvar os réus
Os próximos oito dias serão dedicados à defesa dos acusados no plenário do STF
Especialistas alertam que há risco de prescrição dos crimes se houver condenações a penas mínimas de menos de dois anos de prisão, pelos delitos de formação de quadrilha, corrupção, peculato e evasão de divisas
Depois de o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter afirmado que o mensalão é “o mais escandaloso caso de corrupção do país”, a partir de amanhã é a vez dos advogados dos 38 réus darem sua versão. Um batalhão de mais de 150 deles, contratado junto aos 30 maiores escritórios do país, entrará em cena para falar no plenário do STF. Com isso, os ministros passarão oito dias, pelo menos, ouvindo argumentos da defesa. Especialistas advertem que a aplicação de penas mínimas para quatro dos delitos pelos quais os réus são acusados – formação de quadrilha, corrupção, peculato e evasão de divisas – levará à prescrição. (O Globo)
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Sinopse das revistas semanais
VEJA
Capa – Vingança! A novela Avenida Brasil * O lado escuro dp Mensalão: Era mesmo um balcão – Dúvidas entre os juízes – God e seus discípulos – Do palácio para a cadeia – A vida dos mensaleiros – Uma bela de uma farsa – “Maculou-se a república” * Entrevista: Daniel Zajfman * Crime: SOS Cruz Vermelha * Sai o Mercosul entra em cena o “Mercochávez” * Internacional: Recrutam-se assassinos * Olimpíada 2012 – Desempenho * Economia: Seca nos EUA, fartura aqui * Geral: Seleção de humor em pílulas
ÉPOCA
Capa – Mensalão, os fatos * Onze juízes em nome do Brasil * Eugênio Bucci: “O mensalão e a “pressão da mídia” * Lições para os próximos Jogos * Investigação: As notas frias do DEM * O filtro: O exemplo que vem de Jersey * Entrevista – Márcio Thomaz Bastos: “O mensalão não existiu” * Editorial: A imprensa é o pulmão da sociedade * No rastro do dinheiro * O dia em que o poeta falou grosso * Entrevista: Carlos Velloso “A imprensa não tomou partido” * Jogos para um novo reino * Vamos descer do salto? * Por que a luz é tão cara? * Síria, palco da nova desordem mundial
Istoé
Capa – Reportagem: O julgamento do século * Editorial: Chegou a hora do mensalão * A Ilha da Fantasia * O valerioduto ainda opera * Karina a testemunha esquecida * Pena imediata * O descontrole das greves * Os jantares políticos de Dilma * Estelionato no congresso * Os segredos de Russomanno * O pelego que parou o país * De Getúlio ao PT * Passado contestado * Quanto custa a sua segurança? * Economia: Minha bagagem foi extraviada. E agora? * Comportamento: Escoteiros contra gays * Corrida europeia para o Brasil * O descontrole da violência em São Paulo * Um brasileiro entre os melhores professores dos EUA * Medicina: Por que a gripe suína volta a assustar * Meio ambiente: A batalha dos insetos * Entrevista: Luiz Felipe Scolari * Especial: Prontos para a largada – Jogos na rede * A pátria de biquíni * Fria, focada e vencedora * Lágrimas e nada mais * O que ainda podemos esperar
Istoé DINHEIRO
Capa – Reportagem: O novo mapa da Vale * Entrevistas: Antonio Carlos Valente e Leonardo Maugeri * Economia: Em legítima defesa * O Brasil no horizonte * Salário mais leve * Queima de estoque * Congonhas superfaturado * Como fechar essa conta * Editoriais: Maquiavel e o lucro mais magro dos bancos e Começa a recuperação * Artigo: O fundo do poço ficou para trás * Investidores: O novo papel dos fundos * Viúvas inconsoláveis? * Tudo sobre a fabulosa história dos jatinhos apreendidos * Aos amigos (também), as penas da lei * Finanças: Já vai, Eike? * Como enfrentar os gigantes * Mercado Digital: Saúde high tech * Choque de realidade * Negócios: A marcha da insensatez * Reino Unido corre em busca do ouro (dos outros) * O conserto da Vulcabras * Chery aquece os motores
Carta Capital
Capa – Mensalão: A tortura em juízo * Juiz? Não, réu * Muita fumaça, pouco fogo * O “mensalão” fica no Supremo * Memorial do escândalo * Mensageira da chantagem * O argumento da fraude caiu * Editorial: Desatemos o nó Nosso Mundo: A nova Líbia? * Os emergente submergem * A luta de Super Mario * O touro agoniza * Proibida a entrada do Leão * Especial: A hora H – Sem pressão – O efeito impedimento * O julgamento das urnas * Os cálculos de cada um * Nação? Não, indivíduos * Idéias: Mosquito de proveta * Um outro Brasil * Lances e Apostas: Caixa forte, sinal fraco
Exame
Capa – Pane na Telefonia * Em paz com o consumidor * Quanto mais eles têm… * Editorial: Outro Ângulo * Enquanto isso no ABC paulista * Com o pé na lama * Alta renda. Alto retorno * Bolsa? Nem pensar * Ruim para eles, bom para nós Negócios: O novo piloto da Land Rover * Leis & negócios: O cimento no banco dos réus
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Chamadas de 1ª página_Domingo,5.ago.12
O GLOBO – Tropa de 150 advogados vai tentar salvar os réus
FOLHA DE SP – Advogados vão explorar contradições de Gurgel
ESTADÃO – Ponto fraco da acusação pode ajudar réus do mensalão
C. BRAZILIENSE – Missão é provar a lavagem de dinheiro
ESTADO DE MINAS – MP aposta em crime de lavagem de dinheiro
J. DO COMMERCIO (PE) – Biodiesel, um fracasso anunciado
ZERO HORA – Como os réus vão tentar retardar as penas
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J.S. Bach Ária na 4ª Corda – Sarah Chang
http://youtu.be/k1yxdM4fUZ8
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2º artigo temático sobre o Mensalão
Uma mancha negra na História do Brasil
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Deve-se a um auto-intitulado revolucionário, o fundador do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, a chefia da organização criminosa que executou o maior escândalo do governo Lula, uma mancha negra na História do Brasil, o Mensalão.
Segundo a peça de acusação do procurador geral da República, Roberto Gurgel, no processo da Ação Penal 470, que julga os mensaleiros, foi ele, José Dirceu, quem comandou de fato o esquema ilícito. Foi denunciado com todas as letras: “Dirceu foi o mentor e Valério o executor”
Registra-se que a atuação do núcleo dirigente do Partido dos Trabalhadores e a hierarquia governamental ligada ao partido obedeceram a um projeto de poder traçado por Dirceu, “20 anos de poder petista”, que justificava a expropriação do dinheiro público para cumprir a meta.
A História está cheia de loucuras criminosas, ceifando vidas e biografias em nome de pretensas ideologias que, do ponto de vista lógico, aboliam as contradições sociais e políticas. Os stalinistas citam com indisfarçável orgulho que Stálin foi assaltante de estradas…
Muitos lulo-petistas passaram pela lavagem cerebral deste confuso conjunto de idéias que norteia hoje o PT no poder. Esses infelizes adotam uma ideologia distorcida, um falso socialismo que justifica a mentira, o assassinato, o roubo e o impudente cinismo.
José Dirceu aproveitou-se desses. Usou ‘companheiros tarefeiros’ que não rivalizavam com a sua inegável inteligência, para executar a diabólica tarefa que, embora negue em sua defesa, conhecia de cor e salteado. Com José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira, formou o núcleo central da ação.
Sua orientação para a formação de uma base de apoio parlamentar ao governo recém conquistado exigia clara e diretamente muito dinheiro para cooptar os picaretas. E ele sabia de onde tirar esse dinheiro.
Tudo isto é indesmentível. Marcos Valério, experiente corruptor, que já havia articulado esquema semelhante no governo de Minas Gerais, entrou no bando para garantir apoio político, e passou a ser presença obrigatória nas reuniões que tratavam de relações bancárias para empréstimos ao PT.
A ascendência do Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República sobre todos está clara na peça de acusação exposta no Supremo Tribunal Federal. Ele os conhecia e acompanhava toda movimentação, participando diretamente das negociações com deputados corruptíveis.
Fica assim registrado que ele foi o mentor e Valério o executor. Entre as quatro paredes da Casa Civil que ocupava, ao lado da sala do então presidente Lula da Silva, Dirceu atuava sem usar o telefone e sem movimentar contas bancárias. Tudo era feito através de laranjas, sem deixar as suas digitais na atividade imoral e ilegal.
José Dirceu me levou a reler Mac Beth, com uma frase teatral bombástica de Shakespeare, posta na boca de Lady MacBeth: “Todos os perfumes da Arábia não desinfetariam esta mão”…
Essa mão conduzida pelo amoralismo dos fins que justificam os meios, cometeu “o mais atrevido caso de corrupção e desvio de recursos no Brasil”, conforme Roberto Gurgel, enfrentando corajosamente ameaças. Ao Procurador, empresto o meu apoio, sensibilizado pela sua mensagem ao encerrar a peça acusatória:
“Sinto o dever de fazer o registro de que, em 30 anos de exercício de profissão, jamais enfrentei nada sequer comparável à onda de ataques grosseiros e mentirosos feitos por variados meios para constranger e intimidar o Procurador da República. A voz do Ministério Público continuará a ressoar forte, íntegra e serena”.
Mensalão: Gurgel aponta provas de quadrilha e pede prisão
“Foi o mais escandaloso caso de corrupção no Brasil. Maculou-se a República”
Procurador-geral diz que os negócios escusos de organização criminosa comandada por José Dirceu, chefe da Casa Civil de Lula, seriam ainda mais graves por terem acontecido entre as paredes do Palácio do Planalto
Durante cinco horas o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, relacionou todas as provas de que houve formação de quadrilha para, às custas do desvio de verbas públicas, comprar votos de parlamentares no primeiro mandato de Lula. Citou a música “Vai passar”, de Chico Buarque, que fala em “tenebrosas transações” e pediu a prisão imediata de todos os réus que forem condenados, “a fim de que os atos de corrupção, mazela desgraçada e insistentemente epidêmica no Brasil, sejam tratados com o rigor necessário”
Os rastros
Depoimentos, como os de Roberto Jefferson e Marcos Valério, deixam claro que Dirceu sabia dos repasses, batizados de mensalão, e comandava as ações da organização criminosa. Pagamentos foram feitos a parlamentares em datas que coincidiam com votações importantes no Congresso, como as reformas tributária e da Previdência.
A polêmica Lewandowski
O revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, disse que as surpreendentes 53 páginas que leu no primeiro dia, em apoio ao pedido dos réus, são parte do seu voto, escrito nos últimos meses. (O Globo)
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Chamadas de 1ª página_Sábado,4.ago.12
O GLOBO – Gurgel aponta provas de quadrilha e pede prisão
FOLHA DE SP –Mensalão ocorria dentro do palácio, acusa procurador
ESTADÃO – Procurador pede prisão de 36 dos 38 réus do mensalão
C. BRAZILIENSE – Procurador pede prisão imediata de réus do mensalão
ESTADO DE MINAS – Acusação centra o fogo em Dirceu
J. DO COMMERCIO (PE) – Esquema do mensalão usou até carro-forte
ZERO HORA – STF: Dirceu era o chefe do mensalão, diz Gurgel
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Peça de acusação do Mensalão
Para entender melhor o relatório de Roberto Gurgel, explicação esquematizada disponível no site MPF
(Fonte: alegações finais do procurador-geral da República na AP 470)
1) Marcos Valério providenciava a obtenção do dinheiro, e Delúbio (tesoureiro do PT e componente do núcleo político) informava a ele os valores e os nomes dos favorecidos
2) Saques eram feitos no Banco Rural por intermediários e o dinheiro era entregue em espécie para o beneficiário final.
Origem do dinheiro
1 – desvio de recursos de contratos publicitários das agências de Marcos Valério com órgãos públicos;
2 – simulação de empréstimos do Banco Rural a integrantes do PT e às agências de Marcos Valério;
Esquema funcionava baseado em três núcleos
Núcleo político – Chefe: JOSÉ DIRCEU
Núcleo operacional – Chefe: MARCOS VALÉRIO
Núcleo financeiro – Dirigentes do BANCO RURAL
1 – dinheiro para dar a parlamentares em troca de aprovação de projetos
2 – para pagar dívidas de campanha e vantagens em contratos com o governo e percentual do dinheiro desviado para lucrar com liquidação bilionária do Banco Mercantil de Pernambuco
Núcleo político
1- definia diretrizes de atuação dos demais envolvidos
2- negociava apoio político dos parlamentares oferecendo a estrutura empresarial necessária à obtenção dos recursos
Núcleo operacional
1- permitia circulação clandestina de recursos entre núcleo operacional, núcleo político e beneficiários finais
2- financiava e distribuía os recursos
3- não comunicava operações suspeitas aos órgãos de controle
Início do governo Lula – 2003
JOSÉ DIRCEU e MARCOS VALÉRIO montam o esquema que ficou conhecido como MENSALÃO para viabilizar a movimentação de dinheiro.
MARCOS VALÉRIO convida dirigentes do Banco Rural para fazer parte do plano;
JOSÉ DIRCEU comandava campanha do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT ) à Presidência;
MARCOS VALÉRIO publicitário que já havia articulado esquema semelhante no governo de Minas Gerais entrou para garantir apoio político e aprovar projetos do futuro governo. E para conseguir e manter vantagens no futuro governo federal
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Haydn Concerto No.1 – M.Rostropovich
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Chamadas de 1ª página_6ª-feira,4.ago.12
O GLOBO – No primeiro confronto, réus perdem de 9 a 2
FOLHA DE SP – Julgamento começa com bate-boca de ministros
ESTADÃO – STF rejeita separar julgamento de réus do mensalão
C. BRAZILIENSE – Relator vence primeiro duelo do mensalão
VALOR – Sessão do STF dá sinal de julgamento técnico
ESTADO DE MINAS – Tensão no Supremo e atraso na largada
J. DO COMMERCIO (PE) – Embate abre o julgamento do STF
ZERO HORA – STF: Bate-boca e atrasos no primeiro dia
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