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PETROLÃO
Petrobras exclui corrupção de balanço e ações desabam
Com mais de dois meses de atraso, a Petrobras divulgou nesta quarta (28) seu balanço referente ao terceiro trimestre do ano passado sem contabilizar perdas por desvios de recursos apontados pela Operação Lava Jato. A frustração do mercado financeiro pela estatal não assumir o ônus da corrupção resultou em forte queda das ações na Bolsa. Os papéis preferenciais caíram 11,2%, e os ordinários, com direito a voto, 10,5%. Com a desvalorização das ações, o valor de mercado da petroleira caiu de R$ 129 bilhões para R$ 115 bilhões em um dia. Em 2010, a cifra passava de R$ 380bilhões. Mesmo sem contar as perdas, os números do balanço revelam fraco desempenho, com lucro e geração de caixa menores e endividamento maior. O lucro caiu 38% em relação ao segundo trimestre, para R$ 3,09 bilhões — o pior resultado desde o segundo trimestre de 2012. O resultado foi influenciado pelo prejuízo de R$ 2,7 bilhões devido à desistência de dois projetos de refinarias no Maranhão e no Ceará. Empresas contratadas pela Petrobras detectaram que os ativos estão inflados em R$ 89 bilhões. (Folha de S. Paulo)
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De Ary Fontoura
Carta à Presidente da República Federativa do Brasil – Dilma Rousseff
VOTOS DE RENÚNCIA
Meu nome é Ary Fontoura, sou brasileiro, tenho 81 anos, e exerço o ofício de ator. Acredito que, por também ser uma figura pública, Vossa Excelência tenha assistido algum dos meus trabalhos, seja no teatro, no cinema, ou na televisão. Visto que vivemos num país onde a liberdade de expressão é primazia, venho solicitar, através desta carta, me utilizando desta rede social, em nome de mais de duzentos milhões de brasileiros, a sua renúncia. Esforço-me, contudo, em explicar o meu pedido e, antes, permita-me algumas considerações.
Já vivi o bastante e ao longo de todos esses anos pude ver um grande número de presidenciáveis que, desde a Proclamação da República, seja por indicação direta das Forças Armadas, por movimentos revolucionários, por Golpe Militar, ou por voto direto, governaram este país. Assim como a Senhora, sobrevivi aos duros Anos de Chumbo e, confesso, fui um admirador dos companheiros, cujos ideais socialistas lutaram contra o Regime Militar. Mas, depois de todo esse tempo, ainda aguardo um grande Presidente para o nosso país. E acrescento que continuaremos sem tê-lo, enquanto houver um “telefone vermelho” entre Brasília e o Guarujá ou São Bernardo do Campo.
Em 24 de agosto de 1954, o Presidente Getúlio Vargas se matou em seu quarto com um tiro no peito. Na carta-testamento ele registrou: “Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada temo. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”, preferindo o suicídio a se submeter à humilhação que os adversários queriam com a sua renúncia.
Em 1961, o então Presidente Jânio Quadros, alegando “forças ocultas”, renunciou e disse: “Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração”.
No próximo dia 1º, Vossa Excelência subirá a Rampa do Planalto em direção à governança. No entanto, a subida será solitária, ainda que partidária e com bases aliadas. Mas saiba que duzentos milhões de brasileiros, mais uma vez, subirão com a Senhora, na esperança de se desenvolverem como cidadãos, e de ascenderem coletivamente num país melhor. Por isso, reforço o meu pedido inicial de “renúncia”.
Como chefe maior dessa Nação, como Presidente ou Presidenta, renuncie à corrupção, aos corruptores, aos corrompíveis, aos corrompidos; renuncie à roubalheira política, aos escândalos na Petrobras; renuncie à falta de vergonha e aos salários elevados de muitos parlamentares; renuncie aos altos cargos tomados por ladrões; renuncie ao silêncio e ao “eu não sabia”; renuncie aos Mensaleiros; renuncie ao apadrinhamento político, aos parasitas, ao nepotismo; renuncie aos juros altos, aos impostos elevados, à volta da CPMF; renuncie à falta de planejamento, à economia estagnada; renuncie ao assistencialismo social eleitoreiro; renuncie à falta de saúde pública, de educação, de segurança (Unidade de Polícia Pacificadora não é orgulho para ninguém); renuncie ao desemprego; renuncie à miséria, à pobreza e à fome; renuncie aos companheiros políticos do passado, a velha forma de governar e, se necessário, renuncie ao PT.
Dizem que o Natal é uma época de trégua e que em Brasília a guerra só recomeça depois do Ano Novo. Para entrar na história, porém, não será necessário ser extremista como Getúlio e Jânio e renunciar a Presidência da República, mas será necessário não renunciar ao seu país, ao seu povo. Governe com os opositores, governe com autonomia. Faça o seu Natal ser particularmente inspirador e se permita que a sua história futura seja coerente com o seu passado, porque o brasileiro tem o coração cheio de sonhos e alma tomada de esperanças.
Votos de um Feliz Natal!
OPERAÇÃO LAVA-JATO
MPF denuncia 35 pessoas. Entre os denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, 22 estão vinculados às principais empreiteiras do país.
O MPF (Ministério Público Federal) no Paraná denunciou nesta quinta-feira (11) 35 suspeitos de participação no esquema de corrupção na Petrobras. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As penas podem chegar a 51 anos de prisão.
Dos 35 denunciados, 22 pertencem às empreiteiras OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Engevix, Mendes Júnior e Queiroz Galvão. Além deles, foram denunciados Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, e o doleiro Alberto Youssef. Completam a lista outros suspeitos de participarem das operações de lavagem de dinheiro, inclusive Enivaldo Quadrado, que já foi condenado por lavagem de dinheiro no mensalão. (UOL Notícias)
Veja a lista dos denunciados:
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
Alberto Youssef, doleiro
José Humberto Cruvinel Resende
Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da Construtora OAS S.A
Carlos Eduardo Strauch Alberto, diretor técnico da Engevix Engenharia S/A
João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Construções e Comércio Camargo Correa S.A
Eduardo Hermelino Leite, alcunha ‘Leitoso’, diretor vice-presidente da Camargo Correa S.A.,
João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida
Sérgio Cunha Mendes, diretor vice-presidente Executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia S/A
Carlos Alberto Pereira da Costa
Enivaldo Quadrado
Rogério Cunha de Oliveira, diretor da Área de Óleo e Gás (ANOG) da Mendes Júnior Trading e Engenharia
Angelo Alves Mendes, diretor vice-presidente da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A
Alberto Elísio Vilaça Gomes
Antonio Carlos Fioravante Brasil Pierucinni
Mário Lúcio de Oliveira
Ricardo Ribeiro Pessoa, responsável pela UTC Participações S.A.
João de Teive e Argollo
Sandra Raphael Guimarães
Marcio Andrade Bonilho
Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”, agente da Polícia Federal
Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades e deputado federal Mário Negromonte (PP-BA)
José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS
Mateus Coutinho de Sá Oliveira, OAS
José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da Construtora OAS
Fernando Augusto Stremel Andrade, OAS
João Alberto Lazarri
Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix Engenharia S.A.
Newton Prado Junior, diretor técnico da Engevix Engenharia S/A
Luiz Roberto Pereira
Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da divisão de Engenharia Industrial da empresa Galvão Engenharia S.A.
Jean Alberto Luscher Castro
Dario de Queiroz Galvão Filho
Eduardo de Queiroz Galvão
Waldomiro de Oliveira
Count Basie – Booty’s Blues
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Da Cora Ronai
Meu amigo Zeca Fonseca me mandou uma mensagem deliciosa e muito engraçada; é cada coisa que acontece nessa cidade…
“Amiga querida, vivi momentos interessantes num ônibus cheio voltando pra casa depois de uma consulta no médico. Um ônibus comum, desses que vemos apinhados de gente e sentimos pena só de olhar, mas esse, felizmente, nem estava tão lotado assim. Eu, que não sou bobo, levei um livro para ler na sala de espera do médico e no ônibus, já que moro no finalzinho do Recreio e o médico era no inicio da Barra. O livro “Contos de Odessa” do Isaac Babel, maravilhoso!
Eis que entrou no ônibus um sujeito maltrapilho, mas com dignidade nos olhos e sentou do meu lado, o único lugar ainda vago. Ele não tirava os olhos de mim. Eu perguntei: “Tudo bem?” Ele não respondeu, mas perguntou:”Tá lendo o quê?” Eu respondi rápido, meio desinteressado nele: “Babel” E ele: “Não conheço, é brasileiro?” Eu respondi, ainda sem saco: “Judeu russo.” E ele puxou um texto seu de uma pasta de couro surrada; uma matéria do Globo devidamente plastificada; título “Brasil, educação zero” e me pediu encarecidamente para eu ler em voz alta, pois ele estava sem os seus óculos, para aquele povo alienado que estava no ônibus. Ele nem me deu chance de resposta, e já foi se levantando e pedindo a atenção de todos. “Eis aqui um cidadão que lê, peço a tenção de todos para a leitura de um texto importante.” Aí eu comecei a ficar realmente interessado no homem e naquela situação incrível que estava se desenrolando ali. Eu me levantei, e me dediquei a ler seu texto, que era inédito para mim, apesar de ser de outubro de 2013. Muito bom por sinal.
Quando chegou na parte em que vc escreve que nunca ouvira falar de um presidente ou ex-presidente que dissesse que ler é como andar numa esteira, o homem me interrompeu e explicou para o povo, com sua voz de barítono, que o Lula não gosta de quem lê, porque quem lê sabe das coisas e não vota no PT. E emendou num discurso político contra a Dilma e a corja do PT. Ele foi aplaudido, eu me senti como um figurante de um filme italiano comédia, sei lá, incrível; depois ele acenou para eu terminar a leitura. Confesso que me esmerei tanto na dicção que preciso ler o texto melhor. Só percebi que era bom como todos os seus textos, mas esse é um texto que agora faz parte da minha vida!
Depois que acabei entrou no ônibus uma vendedora de balas, que disse: “Desculpe interromper o maravilhoso silêncio de vcs, e blábláblá” Mal sabia ela do que acabara de acontecer, e o povão começou a rir. Meu Deus, que cena! A mulher contou que largara a profissão de faxineira numa grande empresa para ser ambulante, e vendendo bala ela arrumava no mínimo 80 pratas por dia; “e no fim de semana se fizer sol vou com o isopor pra praia cheio de empada e sanduíche natural, daí arrebento e nem tenho coragem de dizer pra vcs quanto faturo se a praia estiver cheia.” E todos riam e compravam balas e amendoins e doces, uma festa aquele ônibus.
Fiquei triste quando chegou no ponto final na Alvorada. Peguei outro ônibus para o Recreio, um tal de BRT muito do sem graça. Parecia um metrô de rodas. E todos calados e eu lendo Babel sem parar! Um beijo, Zeca”
Publicado no dia 03/05/2014 na página do Facebook da Cora Ronai
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Pac Pac Pac Pac…
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
O poeta Vinicius de Moraes, com rica inspiração, escreveu a letra d’ O Relógio: “Passa tempo, tic-tac/ Tic-tac, passa, hora/ Chega logo, tic-tac/ Tic-tac, e vai-te embora”; e eu, com atrevimento, fiz uma paródia do verso, pela onomatopéia “pac-pac”, reportando-me à propaganda ilusória das obras de Dilma.
Registro a minha composição d’ A Mentira: “Passa o tempo, pac-pac/ Pac-pac que demora/ Que vergonha, pac-pac/ Pac-pac, vai-te embora”.
Influenciou-me as fraudes que se repetem num pac-pac que perturba os realistas e entonteiam os desavisados, na lavagem cerebral da marquetagem lulo-petista. Começam pela projeção do PIB para 2015, como sempre maquiada pelo ministro Mantega. Os retoques do Orçamento mascaram o abatimento de 0,5% do PIB (até R$ 28,7 bilhões) para investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC.
Isto prevê mais uma jóia falsa na coroa de Dilma: O PAC3, anunciado por ela como início da sua campanha re-eleitoral. Os brasileiros bem informados sabem que os PACs anteriores ainda não foram concluídos ou nem ao menos saíram do papel, apesar das vultosas verbas para eles destinadas.
Num País sério, o lançamento do PAC3 seria motivo de cadeia; no mínimo de um impeachment. Não é apenas mais uma promessa da vasta coletânea de promessas da dupla Lula-Dilma, mas trata-se de um escárnio para a opinião pública.
Uma manada de iludidos, de fanáticos, de aproveitadores e mercenários acreditam ou fingem acreditar nessas astúcias do PT-governo, usando todos os artifícios para manter o poder seguindo a ideologia dos pelegos “os fins justificam os meios”. Mas, por outro lado, confio que a inteligência brasileira não se deixa enganar, até porque a forma de projetar o PAC3 é ridícula.
Entrevistada por um jornalista chapa-branca que lhe perguntou quando seria lançado o novo programa, Dilma disse: “Lá por agosto, eu acredito”. Será às vésperas da eleição, para engrossar a impostura. Empurra com a barriga, porque no PT-governo de concreto só apresenta incompetência e roubalheira.
Nesse planejamento de natureza marqueteira cria-se sempre uma construção virtual para escorar as mentiras de Lula, que apresenta Dilma como uma “gerentona” que trabalha, constrói e fiscaliza as suas obras. Monumental chicana!
Na realidade, quem tem os pés no chão, olhos de ver e ouvidos de ouvir, sabe que há restos do PAC1, de 2007; são obras inacabadas, como a transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia de Integração Leste-Oeste.
No PAC2, projetos enganosos se arrastam como a Hidrelétrica de Belo Monte, a Usina Nuclear de Angra 3, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, a Refinaria Abreu e Lima e a Ferrovia Nova Transnordestina.
Falando em aeroportos – semana passada Dilma disse que não há problemas nos aeroportos – o site Contas Abertas registra que das 106 obras aeroviárias que constavam do PAC2, 32% ainda estão em estágios primários.
Ainda no PAC2 somente só foram terminadas 30% das obras em rodovias previstas; e do decantado projeto social, a previsão das 5.257 creches e pré-escolas ficou na construção de 4,2% delas!
O tapa-buraco das justificativas se enche de quilos de vaselina. Diz-se que cronogramas atrasaram (sem dizer por que), entraves criados por questões ambientais e burocracia do Ministério Público e Tribunais de Contas… Gigantesco engana-trouxa.
Quando, porém, se trata de dinheiro público, vigora um arrumadinho para as licitações; o regime diferenciado facilita (em duplo sentido) tudo o que consultorias e empreiteiras pedem. A transposição das verbas já ultrapassou o montante destinado aos PACs 1 e 2.
… E se vão 12 anos na estrada da falsidade ideológica do lulo-petismo com os tamancos da corrupção sonorizam o avanço ao Erário. Pac pac pac pac…
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André de sapato novo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Não sei por que, o rolo que arrasta o deputado André Vargas na lama da corrupção institucional do PT-governo, lembrou-me o famoso chorinho “André de Sapato Novo”, de André Victor Correia e imortalizado pela nata dos músicos brasileiros como Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Benedito Lacerda, Jacob do Bandolim e Pixinguinha.
Conta-se que a composição deve-se ao fato de André Victor ter tido dificuldade para dançar numa gafieira que freqüentava com novos calçados que lhe incomodavam os calos. Sacaneado pelos amigos, inspirou-se na embaraçosa situação e compôs um dos primorosos chorinhos da discografia brasileira: “André de Sapato Novo”.
André Vargas, o deputado petista que renunciou à vice-presidência da Câmara dos Deputados e está ameaçado de cassação, calça um sapato novo. Com o sapato velho, adequado e vantajoso para piruetas pouco ortodoxas, agrediu acintosamente o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, quando este compareceu a uma solenidade na Câmara.
Também com o sapato velho foi pego em flagrante usando o jatinho do doleiro Alberto Youssef, iniciando a enrolada num novelo de falcatruas, gravadas em conversas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que levou Youssef à prisão.
O hierarca do PT e o doleiro, o primeiro atuando como lobista de grande influência no governo federal, se meteram em fraudes no Ministério da Saúde com o laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia.
Tal laboratório era uma empresa de fachada registrada em nome de um ‘laranja’ de Youssef que conseguiu no tempo de Alexandre Padilha fechar parceria com a Saúde pela qual receberia R$ 150 milhões em vendas de remédios.
Esse é apenas um dos artifícios dolosos dos dois, cuja relação ia mais além de uma simples amizade, como André Vargas mentiu, em discurso na tribuna da Câmara. Em dezenas de mensagens gravadas pela PF com autorização judicial, Vargas recebia orientações de Youssef, combinava reuniões com ele e repassava-lhe informações colhidas de altas patentes do PT-governo.
Às vezes usavam códigos, mas tinham escorregos que, no relatório da PF, mostram como o Vice-Presidente da Câmara participava de ações e projetos do doleiro, usando sua influência em benefício do parceiro.
Excertos dessas gravações saíram na revista “Veja”. Com tal prova, registra-se a quebra de decoro parlamentar de André Vargas, pela mentira dita pelos microfones e imagem da TV-Senado que, apesar de amigos, desconhecia as atividades do Alberto Youssef.
Tamanha desfaçatez não esconde ações de má-fé anteriores, como a condenação sofrida no Paraná, por incluir falsamente 50 vigilantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) como seus doadores da sua campanha eleitoral em 2006.
Com todas estas provas e evidências, o presidente do PT, Rui Falcão, tem a cínica audácia de dizer que “fatos noticiados por si só não incriminam ninguém”. Obedece à escola de Lula da Silva, e radiografa o comportamento dos lulo-petistas.
Felizmente, a opinião de Rui Falcão recebeu o contraponto do deputado Júlio Delgado, relator do processo movido contra Vargas, dizendo que atuará com toda isenção para ‘dar uma resposta à sociedade’.
A ‘resposta a sociedade’ deveria ser muito mais ampla. O Brasil precisa saber como é possível Lula da Silva assumir a tutela sobre Dilma, como ficou explícito na entrevista que concedeu a nove blogueiros chapas-branca, para garantir-se de perguntas que lhe incomodassem.
Diante dos sabujos, que envergonham o jornalismo, Lula mandou-lhes “contribuir para acabar com essa boataria toda”; e que deveriam ajudar o PT a reagir “com unhas e dentes” contra a instalação da CPI da Petrobrás.
Pouco antes, Lula reuniu-se com Dilma, o seu poste, avisando-lhe o que iria divulgar. E a seguir, confiante no teflon anticorrupção, ela indicou o sujíssimo senador Gim Argello para o TCU, colidindo-se com o papel de zelar pelas contas públicas e o respeito ao princípio da moralidade na administração federal.
Lula, Dilma e seus comparsas do governo e do partido, vivem uma realidade paralela à dos brasileiros. Pelo poder adquirido e o enriquecimento despudorado, certamente fizeram como André Victor, compraram sapatos novos para o último baile da Ilha Fiscal republicana…
“A Petrobras É Nossa?”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Passando dos 80 anos de idade, minha memória (felizmente) ainda está fresca em relação aos anos 50 do século passado. Lembro que fui com o meu pai, patriota verde-amarelíssimo, a um comício d’ “O Petróleo é nosso” na Esplanada do Castelo, Rio, que foi dissolvido numa ação repressiva da Polícia Especial.
Jovem e afoito levei uma cassetetada que me doeu durante muitos anos. E com a dor, sedimentei meu amor pela Petrobrás (com assento agudo) que me acompanhou a vida toda. “A vida toda?”, não; cessou quando a empresa ícone do povo brasileiro foi privatizada pelos pelegos que ascenderam ao poder na eleição de Lula da Silva.
Queiram ou não queiram os aparelhados na administração pública e os intelectueiros chapas-branca, não se pode negar que os desmandos na Petrobras se fixaram e se ampliaram no PT-governo.
Chegou a ser convocada uma CPI para investigar as multifacetadas denúncias de que as ratazanas roíam o patrimônio da Petrobras. A CPI foi abafada com a compra de parlamentares, entre eles o impichado Collor, que terminou com diretorias e cargos de mando na empresa.
Agora, explodindo a bomba da impudente e desonesta compra da Pasadena, estalou as cabeças e a consciência dos brasileiros. Parece-me que chegou a hora de abrir a ‘caixa preta’ da indignidade praticada pela política governamental na gestão da empresa petrolífera.
O pior de tudo é que o escandaloso prejuízo na refinaria texana não resume os crimes. Eles se multiplicam e são revelados a cada dia que se passa desde o afloramento do episódio Pasadena. Vê-se escorrer no ralo da corrupção o loteamento da direção com partidos devassos, doações a ONGs, apadrinhamentos imorais, associações delituosas com empreiteiras e terceirizações.
Revoltante foi dar-se conhecimento da compra de outra refinaria, no Japão, nos mesmos moldes vergonhosos e rapinagem da ocorrência nos Estados Unidos. Tudo isto começado no Governo Lula e chancelados pela presidente Dilma, mamulengo que ele manipula e controla.
No processo das denúncias, assiste-se o malogro de Dilma, vendida ao eleitorado em campanha eleitoral como uma “Gerentona”. Ela afirmou desconhecer as cláusulas do contrato de Pasadena – e certamente da japonesa… Depois, veio com nova versão também enganadora para explicar “que no momento não sabia”.
Tomou conhecimento depois? Porque não agiu contra? Porque se omitiu tanto tempo, no período em que transpareceu o caso? Foi traída pelos diretores que lhe apresentaram o relatório? Porque os manteve, e ainda promoveu-os?
Esse contrato de compra da parte beneficiária dos belgas deu um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão. E fez pior, abalou e desacreditou a empresa e seus executivos, por ser impossível encobrir uma transação desse tipo.
Tal situação além de desastrosa é a ponta do iceberg que representa somente 10% do seu volume; os 90% restantes oculto à vista traz no seu interior impurezas que causarão maiores danos econômicos e políticos.
Só em desconfiar do que está por vir no desdobramento das investigações mancha a administração da Petrobras e do PT-governo. Degrada a direção da empresa, subverte a confiança na chefia da Nação e profana a nacionalidade.
Então surgem pífias explicações e justificativas ordinárias e desprezíveis. Lemos nas entrevistas dos hierarcas do PT e do Ministério Dilma e nas mensagens da Rede Social a má qualidade dos argumentos que intentam asilar as tristes figuras do drama pátrio.
Para os escribas e fariseus hipócritas, os críticos e os que exigem o aprofundamento das investigações são maus brasileiros que querem manchar a Petrobras e destruí-la. São incapazes de ver que os ‘bons brasileiros’ que defendem, privatizaram a Petrobras em proveito próprio; infiltraram-se nas diretorias e se apossaram dela, que perdeu R$ 200 bilhões nos 12 anos de PT-governo e despencou no ranking das grandes empresas do mundo do 12º lugar para a 112ª posição.
Os que querem impedir uma punição exemplar dos causadores da tragédia nacional, são os mesmos que defendem o marco civil para censurar a internet e enterrar a CPI convocada pelos senadores.
A Petrobras que levou multidões às ruas em sua defesa nas manifestações d’ “O petróleo é nosso”, dos sonhos do meu pai e da minha adolescência, é o desenho de um logotipo e um nome no papel… Pertence hoje aos partidos que estão no poder com o PT à frente, e os pilantras que militam neles… Favorecendo-os, elevando-os e enriquecendo-os.
Vejo, como patriota, que à pergunta “A Petrobras é nossa?” a resposta pronta e resoluta é: “A Petrobras é deles”.
Com brasileiro não há quem possa!
Enfim, a Fifa se rendeu.
A Copa do Mundo no Brasil será feita à moda do Brasil, não da Fifa.
Porque a Copa do Mundo é nossa e com brasileiro não há quem possa.
Bem feito!
Não o torneio, mas bem feito para a Fifa.
Que já fala em Copas do Mundo “BB e AB”, Before Brazil e After Brazil, antes e depois do Brasil.
“Como em 1950, quando até guindaste ainda tinha no Maracanã, o Brasil, que não aprendeu em 64 anos, não entregará nada 100% pronto”, lamenta um cartola da Fifa que, para evitar mais problemas, prefere ficar incógnito.
Mas, lembremos, foi a Fifa de Joseph Blatter quem negociou fazer a Copa de 2014 aqui para não ter oposição na eleição passada.
Agora tem de suportar o nosso jeito de ser, aquele que tanto orgulha o ministro Aldo Rebelo.
Que, se duvidar, intimamente, comemora: “Pusemos a Fifa de joelhos”.
Viva o jeitinho brasileiro!
Relax and enjoy, Fifa!
Juca Kfouri
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Propaganda de Dilma pela TV
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Sou um estudioso apaixonado pela gíria e expressões populares brasileiras. Cada palavra, cada dito, traz uma definição perfeita. Quando morei em Natal, cheguei a escrever um “Dicionário Potiguarês” – termos da gíria norte-rio-grandense, que ficou inédito por traição de um editor, e que depois perdi num disquete intraduzível…
Sobre política, a linguagem do povo é riquíssima. Só este termo tem um monte de variações. Política, como modo de agir, politicar o verbo, politicagem, politicalha, politiqueiros, politiquice…
E por falar em política, que ‘conversa fiada’ de Dilma fazendo propaganda eleitoral na TV aproveitando a oportunidade oferecida pelo Dia da Mulher. Pura ‘enrolação’. ‘Miolo de pote’. Enchimento de lingüiça. Milongas…
O Brasil inteiro sabe que o PT-governo não se preocupa com a política das mulheres, ou contra a discriminação racial, ou do oferecimento de assistência médica à população. Na verdade, eles só pensam ‘naquilo’, a reeleição da falsa gerentona que Lula impingiu ao País num estelionato eleitoral.
Em relação aos problemas que o país atravessa, o falar atual do brasileiro classifica a fingida prestação de contas como blá-blá-blá e mi-mi-mi. Maquia-se a contabilidade das contas do governo, se gasta bilhões de reais em propaganda enganosa e enrouquecem com demagogia palanqueira
O Brasil desce o tobogã da incompetência na economia. Os brasileiros pagamos um altíssimo preço pelo aparelhamento do Estado. Da inaptidão da pelegagem aparelhada, com sua inevitável corrupção, a Petrobras vai ao fracasso com pesadas consequências nacionais. Pior ainda, é que o Império da Mentira usou para garantir o superávit comercial uma fraudulenta exportação de plataformas de petróleo operadas no próprio País pela Petrobras.
Quando não adulteram ou mentem, as notícias são ruins: Conforme projeções do Banco Central, a inflação se manterá acima da meta neste e no próximo ano. Por incapacidade de gerir o Plano Real, o dragão voltou para ficar e crescer.
Dilma e sua corte, mamulengos de Lula da Silva, impuseram no ano passado, pela propaganda bilionária a previsão de um superávit de cerca de US$ 10 bilhões; pois bem, foram obrigados a baixar agora para US$ 6 bilhões, segundo a pesquisa Focus de fevereiro.
O Brasil apresentou um déficit de US$ 4,05 bilhões, pior resultado para o mês de janeiro na história. Um novo recorde negativo (US$ 2,12 bilhões) surgiu em fevereiro.
Além de tudo, o comércio exterior está contribuindo para piorar ainda mais o saldo em conta corrente, principal baliza das contas cambiais.
Ironicamente, os vingativos dizem “acho é pouco”, e os inconsequentes, “eu quero que se lasque!”. Muitos, talvez a maioria, asseguram que a “maracutaia” é muita.
“Se é para o bem do povo e felicidade geral da Nação”, a internet está atenta. As redes sociais, Facebook, Twitter, YouTube e outras, reagem contra o sucateamento do Brasil; e foi assim que se viu ao opor-se à mensagem ilusionista da Presidente. Com terminologia própria, os tuiteiros criaram a hastag #BrasilVaiaDilma que “bombou” na noite do discurso. Apupos que, embora virtuais, ensurdeceram os pelegos oportunistas e os petralhas fanáticos.
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