Artigo
PARÁBOLAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Somos estórias em movimento. Parábolas vivas. E quem conta estórias vive várias vidas numa só” (Affonso Romano Sant’Anna)
Se arrependimento favorecesse uma viagem no tempo ou fosse a teimosia futurista de Einstein teorizando que “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”, eu voltaria à meninice para estudar com método, coisa que não fiz e só agora vejo a importância disto.
Um dos temas para os quais eu me voltaria está nos evangelhos, todos eles, os canônicos e os apócrifos, e não somente os que foram selecionados no Sínodo de Hipona Regia, realizado em 393, pela Igreja Católica já ocupando o poder político romano desde 312, com a conversão de Constantino.
Também aprofundaria meu conhecimento nas lições da fulgurante trinca de filósofos gregos, Sócrates, Platão e Aristóteles e enveredaria na originalidade da rica literatura árabe.
Esses estudos atenderiam a minha paixão pelas parábolas literárias, (porque existem também as matemáticas…). “Parábola” que gramaticalmente é um substantivo feminino, originário do grego “parabolé.és”, comparação, aproximação. Define-se como uma narrativa curta e alegórica que geralmente transmite um preceito moral.
O genial – e muito nosso – Machado de Assis, escreveu muitas delas e uma em particular mereceu a intervenção de Rui Barbosa:
“No princípio era o Jardineiro. E o Jardineiro criou as Rosas. E tendo criado as Rosas, criou a chácara e o jardim com todas as coisas que neles vivem para a glória e a contemplação das Rosas. Criou a palmeira, a grama. Criou as folhas, os galhos, os troncos e botões. Criou a terra e o estrume. Criou as árvores grandes para que amparassem o toldo azul que cobre o jardim e a chácara, e ele não caísse e esmagasse as Rosas. Criou as borboletas e os vermes. Criou o sol, as brisas, o orvalho e as chuvas. Grande é o Jardineiro! ”. … E Rui completou: – “Para as rosas o Jardineiro é eterno”.
Está sendo escrito entre nós um capítulo da História do Brasil que infelizmente os nossos filósofos em vez de observar e analisar, são tristes protagonistas do cenário político; igualando-se aos parlamentares que põem os seus interesses pessoais acima dos interesses da nacionalidade.
A Câmara Federal está praticamente controlada pelos oportunistas do chamado “centrão”, que se convencionou chamar de picaretas. Termo que dicionarizado diz tudo, significando “pessoa que usa qualquer expediente para alcançar vantagens”.
Eles vendem discursos e louvaminhas, valorizados pela autopromoção, como fossem os inventores da Coca-Cola ou tivessem cavado os canais de irrigação na transposição do Rio São Francisco; são na verdade medíocres achacadores do governo. Nada fazem além disto que valha a pena serem citados no futuro. Mas, infelizmente, são eleitos e reeleitos pela massa ignorante, interesseira e inerte diante da vida nacional.
Vivêssemos numa sociedade evoluída culturalmente ou como gente de coração entregue ao bem e à razão, voltados para o próximo, não assistiríamos o drama exibido no palco da política nacional, com os escribas e fariseus hipócritas atuando para tirar a aposentadoria dos idosos e a pensão das viúvas.
Revive-se uma comoção semelhante à que ocorreu dois mil anos atrás, quando Jesus Cristo mostrou sua aversão pelas rapinas e imundícies dos vendedores do Templo. Por enfrenta-los, a História gravou o seu suplício e a morte entre dois ladrões.
Os evangelistas não dizem, e ao contrário do que relatam, tenho a convicção de que o Cristo se arrependeu de não ter liderado a rebelião, colaborando com os inimigos do seu povo. Acredito nisto porque Ele ao ressuscitar, mandou seus apóstolos se espalharem pelo mundo pregando em Seu nome a revolução monoteísta.
REALIDADE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Há um limite intranscendível entre a realidade, segundo a arte, e a realidade, segundo a natureza” (Vitor Hugo)
Para quem deseja interferir na política com seriedade intelectual, deve seguir a lição o notável dramaturgo, poeta e pensador alemão Bertholt Brecht com um pensamento magistral: “Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la ”. Nada mais estimulante para nós neste momento histórico que atravessamos.
A conjuntura econômica, política e social vive uma batalha contra forças do mal que tentam se reerguer após derrotadas nas urnas pela frente ampla que elegeu Jair Bolsonaro. O povo repudiou o simulacro de esquerda da quadrilha organizada para assaltar as riquezas do País.
A série de crises no cenário político é criado artificialmente pela poderosa mídia a serviço do globalismo e ensaiado para oferecer condições favoráveis aos ataques contra o Presidente eleito; aproveita-se das divisões internas do seu grupo; das negativas intervenções familiares, e, principalmente, da picaretagem parlamentar ávida das negociatas que usufruía na velha política.
Bolsonaro, porém, mantem-se acima das futricas indesejáveis e dos escorregos dos filhos; mas veio adiando inexplicavelmente o enfrentamento pessoal ao cangaceirismo político dos inimigos do Brasil, a organização criminosa do lulopetismo e os vigaristas do Centrão.
Somente agora revolveu reagir. Esta reação afastou a timidez e as dúvidas, é explosiva como foi na campanha eleitoral. O Presidente se dirige aos brasileiros em geral alertando-os para a realidade. Despreza assim a minoria radical que quer substituir uma ideologia pela outra, como esclareceu o general Villas Boas.
Para resolver os problemas existente com soluções razoáveis e tirar o País do atoleiro deixado pelos governos lulopetistas, é necessário ampliar as mesmas bases de apoio construídas espontaneamente na campanha eleitoral.
Deve-se restaurar a convergência que o Brasil assistiu nas manifestações populares e na intervenção patriótica nas redes sociais. Foi isto que fez tremer o populismo, obrigou o recuo dos corruptos e obteve a capitulação dos oportunistas beneficiados pelas verbas públicas.
Não é tarde para uma volta ao futuro, desde que a liderança se faça presente e estimule a união dos patriotas. Assim, as forças democráticas conquistarão a vitória nesta batalha e. por fim, na guerra final.
Cabe a cada um dos que lutam por um Brasil livre da corrupção e do ideologismo maléfico, estudar a realidade. Este estudo é revolucionário, porque traz o conhecimento da necessidade urgente das reformas sabotadas pelos inimigos da ordem e do progresso.
Avaliar a Realidade soa como um manifesto. É preciso, porém, estarmos prevenidos por que a realidade é fria como o aço de um punhal; e o uso desta arma intelectual, deve recorrer à lembrança das promessas de Bolsonaro de que faria guerra contra a corrupção, trabalharia para o desenvolvimento econômico e garantiria a segurança da população.
Estas considerações são incompatíveis com o narco-populismo; os agentes bolivarianos não convivem com a honestidade, a honra e o civismo; lutam pelo caos ao lado dos 300 picaretas do Congresso, acostumados com o “toma lá, dá cá” criado por FHC.
Os 57 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro confiam que não haverá recuos, que ele continuará inflexível repelindo as tentações. Armados com o conhecimento da realidade, estes eleitores conquistarão a legitimidade para banir de todo e sempre os cortesões e as cortesãs do mal.
EDUCAÇÃO II
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno” (Ayrton Senna)
É o segundo artigo que escrevo com o mesmo título, por julgar de fundamental uma tomada de posição sobre tema que é distorcido pelos defensores do Estado onipotente, totalitário, caricatura dos regimes hitleristas e stalinistas do século passado.
Juntando-se aos burguesotes que estão desmoralizando as universidades públicas, os inimigos do progresso atuam numa conjuração que quer ressuscitar defuntos, os que morreram e os que mortos-vivos como Lula da Silva, condenado em três instâncias e preso por corrupção e lavagem de dinheiro.
Os que têm os olhos abertos para a movimentação desses agentes provocadores assistiram as manifestações convocadas “em defesa da Educação” que na realidade foram uma provocação político-partidária de oposição ao Governo Bolsonaro, trazendo de volta dos Black Blocs e ações terroristas no Rio de Janeiro.
Na minha opinião, como observador da instrução pública, é que, na verdade, o contingenciamento entrou na balbúrdia, como Pilatos entrou no Credo… Os governos petistas de Lula e Dilma o fizeram sem provocar o escarcéu feito com o apoio da mídia, PT e seus puxadinhos, CUT, do MST e sindicatos que nada têm a ver com a Educação.
Também os institutos de ensino católicos aderiram, sem surpresa, o imprevisto foi a adesão das universidades e escolas particulares ameaçadas se não prestarem conta das verbas que recebem. No caso das católicas, sabemos que são tentáculos do narco-populismo; e o apoio das privadas comprovou a sua participação política. Pior, numa manifestação político-partidária.
No meu artigo anterior em defesa da Educação, recordei a declaração de uma professora petista que disse: “As crianças não pertencem aos pais, mas ao Estado”, mostrando que o que eles pregam se baseia no Mein Kampf, de Hitler.
O livro-bíblia da doutrina nazista que implodiu no bunker do Führer levando-o para o inferno, ainda tem seguidores que se dizem antifascistas. Seguem a lição de Adolfo: “A educação histórica deve ser orientada pela nossa experiência política”. Não foi essa a orientação dada pelos governos petistas de Lula e do seu fantoche, Dilma?
Felizmente, graças à reação popular, escapamos do sistema fascistoide com a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro. Livramo-nos daquela situação politicamente vexatória e economicamente criminosa; o novo governo empreende reformas para valer, não os remendos demagógicos anteriores que caíam no ridículo.
No campo da Educação, apesar turbulência inicial no Ministério da Educação, com a nomeação e afastamento de Ricardo Vélez Rodríguez, as coisas serenaram com o preenchimento da vaga por Abraham Weintraub, economista e professor.
O novo Ministro se propõe a acabar com o desperdício de verbas, combater a corrupção e entrilhar o MEC como indutor da política de educação nacional, dando prioridade à educação infantil e fundamental. Tudo acompanhado do estímulo para garantir a ordem e o respeito em todos os espaços da Educação, públicos e privados.
A Pedagogia está presente nas propostas de Weintraub, na agenda que traz propostas para a autonomia universitária soberana, e o respeito à liberdade e à diversidade do pensamento; mas os seus opositores se recusam a aceitar a limpeza ética, moral e respeitosa.
As universidades públicas se encontram num estado deplorável físico e espiritual herdado dos governos lulopetistas. Suas direções politiqueiras são lenientes com a balbúrdia e colaboram para o estímulo do racismo às avessas, do confronto de religiões, e dos escândalos com a exibição de práticas sexuais heteronômicas.
O Brasil por inteiro repudia este cenário onde se vê as universidades reféns das minorias que se apresentam para representá-la. Queremos construir um futuro radioso para as próximas gerações, formando cientistas e técnicos e não agitadores e drogados narcopopulistas.
SENTENÇA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem” (Epicuro)
Como cultuador da História da Humanidade sei que ao longo do processo civilizatório juízes de todos os tipos acertaram, mas também erraram, aplicando sentenças à luz da legislação vigente nos seus países, à sua época. Sobre isto um antigo humorista se manifestou, dizendo: – “ Absolvição, condenação… São apenas palavras. ”
Vejamos os mais notáveis julgamentos do século passado, a partir da ascensão fascista, com a instalação por Hitler, na Alemanha, do “Volksgerichtshof” – Tribunal Popular -, que aplicava a “justiça penal nazista” violando os direitos e garantias individuais para condenar os opositores do regime e que considerava crimes raciais que impediam a purificação da raça ariana.
Tivemos os conhecidos “Julgamentos de Moscou” dos anos de 1936 a 1938, um espetáculo internacional que Stálin utilizou para condenar os seus adversários confessando publicamente seus crimes, após torturas e lavagem cerebral.
Após Segunda Guerra, assistiu-se a instalação do Tribunal Militar Internacional para julgar o alto escalão nazista por crimes de guerra e contra a humanidade, praticando a justiça que os povos com forte sentimento antinazista exigiram.
No mundo ocidental, países auto assumidos como democráticos, EUA, França e Inglaterra, também realizaram “julgamentos públicos” para afastarem inimigos políticos internos e unificar a ideia do que é socialmente aceitável para o país.
A revolução de Fidel Castro em Cuba, que abalou a América Latina, instalou um Tribunal de Exceção que proferiu sentenças levando centenas de cubanos ao fuzilamento num ritual chamado “Paredão”.
Junto aos “inimigos da revolução” houve condenações de homossexuais e exílio de judeus. Inquirido sobre isto em 1959, Che Guevara disse que não era preciso provas para condenar: – “Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!”.
No Brasil de hoje, vivendo o “Estado Democrático de Direito”, a sentença segue o artigo 162, § 1º, do Código de Processo Civil Brasileiro definindo-a como ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.
A palavra “Sentença” é um substantivo feminino de etimologia latina, “sententia,la”, derivado do verbo “sentio/sentire” (sentir); e em português, como expressão que contém um sentido geral, é adágio, brocardo, ditado e máxima; e, no sentido de decisão: é acórdão, arbítrio, julgamento e veredito.
Do ponto de vista jurídico é uma decisão ou solução dada por um magistrado a toda e qualquer questão submetida à sua jurisdição; e, no campo do pensamento, uma frase lapidar que contém um provérbio de valor moral.
O juiz que conquista a admiração e o respeito dos seus contemporâneos é aquele que profere sentenças abalizadas, diretas e independentes. O exemplo fulgurante do passado é do Rei Salomão, cujas sentenças são até hoje consideradas lições de Justiça.
Tem uma história, não sei se foi extraída dos textos místicos judaicos ou das ricas metáforas muçulmanas, que me encantou quando eu era estudante de Direito: Numa festa de aniversário do rei Salomão, o seu povo lhe encheu de presentes: os ricos lhe deram joias, espadas preciosas, candelabros de ouros e especiarias raras; os demais trouxeram-lhe sedas, turbantes e animais exóticos.
Então chegou-se uma formiga carregando uma patinha de gafanhoto. Os cortesões provocadores perguntaram-lhe: – “O que é que Salomão vai fazer com isto? ”. E a formiga respondeu: – “Bem sei que a minha dádiva não está à altura do Grande Rei, mas é tudo o que lhe posso dar…”
É o meu caso. Não sei como posso contribuir com as minhas críticas aos poderosos juízes do Supremo Tribunal Federal, mas os meus recados são a única coisa que lhes posso oferecer. Hoje, lembro-lhes uma lição de François Guizot: “Quando a Política adentra no recinto dos tribunais, a Justiça sai por outra porta”.
A IDEIA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“As ideias que criam, as ideias vivas que elevam religiões e impérios, gênios e heróis e mártires e santos…” (Raul de Leôni)
Até pouco tempo a palavra Ideia vinha com acento agudo no “e”, e por causa da nova ortografia da língua portuguesa, despiu-se do sinal gráfico, mas continua sendo o mesmo substantivo feminino de origem grega, “idéa, as”, aspecto exterior, aparência, forma, maneira de ser; e do latim, “idĕa, ae”, forma original, imagem, noção.
Refere-se na linguística a representação mental de alguma coisa: conceito, concepção, pensamento, percepção, proposta, reflexão, sugestão… É vasta a sua sinonímia, conforme o arbítrio do pensador.
Gosto muito da definição “ponto de vista”. O meu acompanha o de Victor Hugo, que analisando a realidade política da sua época, escreveu: “Nada é mais poderoso do que uma ideia que chega no momento certo”.
Sem dúvida. A História – que como as cartas do baralho cigano não mente jamais – registra no século seguinte a explosão das ideias totalitárias na Europa com a revolução russa e o surgimento do fascismo e do nazismo, contando com largo apoio à época.
Como as ideias vêm e vão, foram enterrados o fascismo com o cadáver do seu líder Benito Mussolini pendurado num gancho de açougueiro; o nazismo no bunker de Hitler, e o stalinismo sob os escombros do Muro de Berlim.
Não foi por acaso que uma ideia sobreviveu no Ocidente além às tormentas causadas pela 2ª Guerra Mundial: a Democracia, que o seu arauto após o conflito, Winston Churchill, definiu como “A Democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos…”.
Certifica-se, entretanto, que além da volta de doenças que pareciam extintas, graças à profilaxia implementada pelo avanço da Medicina, assistimos, também, o retorno das ideias malignas que aterrorizaram o mundo no século passado.
Felizmente, as liberdades democráticas conquistadas sob a consigna da revolução francesa, “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, atraem mais gente do que as filosofias que negam a livre expressão do pensamento.
No nosso brasileiro, a ideia viva que o consciente coletivo do nosso povo eleva, é perseguir o fim da corrupção que foi institucionalizada nos governos petistas de Lula e do seu mamulengo, Dilma. Ele, para nossa satisfação, está preso e responde ainda por vários processos de corrupção praticada no seu governo; ela continua solta, escorregando entre os dedos dos investigadores e blindada por alguns procuradores.
A ideia nacional de apoio à Operação Lava Jato para extirpar o câncer nascido no organismo nacional, com metástase nos três poderes da República, passou agora por um teste no Congresso Nacional.
Tentando desmoralizar o ministro Sérgio Moro – paladino da luta contra o crime organizado e a corrupção –, parlamentares investigados pela Lava Jato e seus cúmplices, retiraram o Coaf do Ministério da Justiça.
Estes traidores do eleitorado pensaram em fazer o mal, mas sequer arranharam o verniz do esquema lavajatista que o Ministro representa no Governo Bolsonaro. Primeiro, porque terão que ganhar o plenário das duas casas do Congresso; segundo, porque, se mantida a decisão, o ministro Paulo Guedes, da Justiça, já se comprometeu a manter o comando indicado por Moro para o órgão.
Com relação à opinião pública, os inimigos da ordem e do progresso não desencantaram os brasileiros; pelo contrário, mostraram-se expostos a sua atividade corrosiva contra o Brasil ético. Os nomes estão anotados.
FANTASMAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“A coragem que afugenta os fantasmas cria seus próprios duendes: a coragem quer rir”
(Friedrich Nietzsche)
Charles Dickens, um dos mais populares escritores ingleses de todos os tempos, deixou-nos clássicos da literatura mundial como “David Copperfield”, “Oliver Twist”e “Christmas Carol”. Este último é uma história de fantasmas.
Dickens com religiosidade anglicana, traz no seu “Um Conto de Natal” o personagem inesquecível de um velho avarento, Ebenezer Scrooge, milionário ganancioso e mesquinho, que despreza o Natal ignorando os que trabalham para si.
Descrevendo a realidade da penúria reinante na Londres dos anos 1800, a narrativa cerca Scrooge pela presença de três fantasmas de Natal, do passado, do presente e do futuro. Eles encenam a sua presença da maior data da cristandade obrigando-o a refletir sobre a sua presença no mundo, encerrando com a sua morte futura, sozinho, sofrido e abandonado, recebendo, porém, a solidariedade dos que desprezava.
Fantasma, na crença popular, é o espírito de uma pessoa ou animal mortos que aparecem de maneira visível ou por outras formas de manifestação aos vivos. Há os que invocam a sua presença em sessões espíritas ou missas negras.
Vem de longe esta crença e sua prática, originando-se no animismo ou veneração dos mortos em culturas pré-históricas, e ainda é comum através da realização dos exorcismos levados a efeito por sacerdotes católicos e pastores evangélicos.
Dicionarizada, a palavra “Fantasma” é um substantivo de dois gêneros, originário do grego “fántasma–atos” e do latim “phantasma, atis”, significando aparição de pessoa morta e/ou objeto assustador, disforme ou demasiado grande.
A gente ouve tantas histórias de fantasmas, de casas mal-assombradas, aparecimento de sombras em lugares ermos e de vozes cavernosas tentando se comunicar, que termina desconfiando da existência de figuras além da imaginação…
Temos na cena política muita fantasmagoria. Outro dia, o presidente Jair Bolsonaro lembrou e condenou a volta do espectro narcopopulista que ronda a nossa vizinha Argentina pela ameaça da volta da corrupta Cristina Kitchener.
O segundo fantasma é o STF, que por uma minoria inimiga da Lava Jato ameaça voltar atrás nos avanços conquistados na luta contra a corrupção no País; jamais se esperou que – pela sua formação – que sozinho enfrentasse o sistema corrupto da política, mas nunca se duvidou que cumprisse a Lei.
Assombra-nos o terceiro fantasma, um retrocesso que se avizinha da sociedade brasileira, a volta da censura atentando contra as liberdades democráticas. Está ativa uma policialesca investigação contra participantes das redes sociais que criticam alguns togados e protestam contra o comportamento do ministro Dias Toffoli.
Para não ficar atrás desta maneira sórdida de ferir o Estado de Direito, decretando uma espécie de ditadura do Judiciário, alguns parlamentares – na sua maioria comprometidos com casos de corrupção – sugerem a formação de uma CPMI para “apurar” o uso das redes sociais para disseminar “ofensas” contra “autoridades”, tudo entre aspas…
A gente vê com tristeza e revolta que essas aparições assombram mais quando encontram imagens semelhantes na periferia do governo, influenciando e ameaçando a administração pública com desrespeito aos militares, que conferem ao presidente Jair Bolsonaro a base da confiança nacional.
Estes fantasmas estão se materializando, “sem a luz que flui dos seus corpos transparentes” como lhes descreveu o poeta Raul de Leoni; mas, felizmente, ainda não representam uma ameaça porque seu ectoplasma se mantem em estado bruto…
… E enfrentam, com certeza, a força do povo brasileiro que foi responsável pela eleição de Bolsonaro, e agora vai exorcizá-los todos, para rir no final!
GUERRA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“A guerra nada mais é que a continuação da política por outros meios”.(Clausewitz)
Nas redes sociais, onde tudo se comenta, fala-se do tempo complicado que atravessamos enfrentando uma guerra cibernética onde os mais audaciosos se assemelham a robôs com smarthphones na mão.
Outro dia, no Twitter, encontrei um exemplo disto, com alguém confundindo o “centrão” dos picaretas da Câmara, com o Centro Democrático. Assim não dá para alimentar um debate…
Então a minha tristeza diante disso levou-me a uma citação do atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, num artigo que escreveu no ano passado. Parodiando Joaquim Nabuco, Moro disse que “existe uma esperança infinita de que os dias dos barões da corrupção chegarão ao fim, cedo ou tarde”.
Troquem os “barões da corrupção” por “barões da escravidão” e terão a frase original do grande pernambucano Nabuco, um político exemplar, diplomata, historiador e jurista que participou das lutas abolicionistas, com antológicos discursos em favor dos escravos; e, com Rui Barbosa, defendeu a liberdade religiosa no Brasil, a separação entre Estado e Religião e a laicidade do ensino público. Fundou, com seu grande amigo de Machado de Assis a Academia Brasileira de Letras.
Vê-se que Freud bem explica ao dizer que “o caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver”. Então não se precisa fazer louvaminhas a quem teve ao seu lado Machado e Rui.
Sempre de olho na História, voltando-me ao passado, quando o amor à Pátria estava acima das ambições pessoais, vejo muitos políticos de hoje, representantes do sistema narcopopulista que institucionalizou a corrupção, e declaro guerra.
“Guerra” é um substantivo feminino originário do alemão antigo, “werra”, luta, discórdia. Conquistou as línguas neolatinas, como o português – “a última flor do Lácio”. O “bellum,i” romano, foi só aproveitado nas palavras, bélico, belicismo, rebelde e rebelião.
Como verbete dicionarizado, entre outros significados, “Guerra” traz a definição de qualquer combate com ou sem armas. E é sem armas, só com palavras e dentro dos princípios democráticos que quero guerrear para extirpar o câncer da corrupção entranhado no organismo nacional.
Para iniciar o meu combate mapeei os pontos de degeneração da administração pública municipal, estadual e federal. Já tiveram muita coisa revelada no Mensalão, e na esteira desse esquema criminoso, veio também a Operação Lava Jato.
Assim, luto ao lado do lavajatismo, onde a tática do ataque é a defesa da aplicação da Lei e da ação da Justiça contra o uso dos interesses pessoais dos agentes públicos, que tivemos na atividade deletéria de Lula da Silva e de Dilma Rousseff praticando o “modo petista de governar”.
A Lei, como diz Sérgio Moro repetidamente, deve valer para todos, e o “ativismo reside na estrita aplicação da Lei, mesmo contra interesses especiais”. Estendendo este pensamento, Moro conclui que “No Brasil, tal postura é revolucionária”.
É acreditando que defender a Lei e que os barões da corrupção chegarão ao fim, que movo a guerra revolucionária, sem conceder a trégua que fortalece o inimigo, como ensinou Sun Tzu.
Acredito na peleja permanente para evitar sabotagens, sem recuar na marcha batida contra as escaramuças dos corruptos e dos seus cúmplices, ainda entrincheirados em vários setores da administração pública.
EQUILÍBRIO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“É preciso que os poderes sejam separados e iguais para que o poder freie o poder” (Montesquieu)
Comentando os meus artigos sobre a Justiça, o arquiteto Willian Fagiolo, uma das brilhantes inteligências do Twitter, pediu-me um texto que alcançasse também os demais poderes do tripé republicano.
Isso levou-me a Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu, o filósofo iluminista, inspirador do enciclopedismo e precursor da Revolução Francesa, autor do conhecido livro “Do Espírito das Leis”.
Na sua obra, Montesquieu traçou vários princípios sobre formas de governo e o exercício da autoridade política. Dele, universalizou-se a sua teoria da separação dos poderes, que hoje é consagrada nas constituições de diversos países.
Entre os conceitos elaborados no “De l’esprit des lois”, sempre arrotado nos banquetes do andar de cima, é o que reza: “Não há liberdade se o Poder Judiciário não estiver separado do Legislativo e do Executivo”.
Alardeia-se isto pomposamente no Brasil; em latim, alemão, francês e inglês…, mas são poucos os ocupantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo que se prestam a respeitar o equilíbrio e a harmonia entre os poderes. E pior, tanto por negligência como por ambição, o banquinho governamental das três pernas tem sempre uma delas desnivelada e fica manco, deficiente.
Faz muito tempo que os três poderes não observam a disposição ordenada da República. Ao Congresso pode-se acusar, sem medo de errar, a queda de qualidade do coletivo a cada legislatura, desde a chamada redemocratização. Não é somente a falta de formação dos parlamentares, mas, principalmente, pela ganância de enriquecer com o mandato.
Traindo os seus eleitores, os congressistas se envolvem com lobbies, se misturam com empreiteiras e até com o crime organizado. Recentemente temos o exemplo do deputado Paulinho da Força, articulando abertamente contra a reforma da Previdência para sabotar o Governo Bolsonaro. Igual a muitos colegas do baixo clero da Câmara, sobra-lhe vigarice na mesma proporção em que lhe falta a virtude do patriotismo.
Não são poucos congressistas que se desviam do caminho do bem, ficando dependentes do “toma lá, dá cá” com o Executivo, vendendo o voto em projetos que representam o melhor para o País. Vemos agora, aqueles privados de força moral que ficam contra a Nova Previdência.
Do outro lado, desde a eleição indireta de Tancredo Neves e, pela morte deste, com José Sarney, o Executivo adotou a política de “resultados” e a distorção semântica da palavra “articulação”, para designar a compra da “governabilidade”.
Pensou-se que o impeachment de Fernando Collor daria um fim no ninho de vespas da corrupção. Que nada! Os escândalos não sofreram qualquer abalo e o modo corrupto de governar foi institucionalizado nos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff, até com vendas de medidas provisórias, segundo Antônio Palocci.
Para não deixar totalmente o Judiciário de lado, registre-se que os gângsteres do Legislativo e os punguistas do Executivo sempre confiaram na impunidade ministrada por mal juízes, seus parceiros, seja pela procrastinação dos processos ou o seu engavetamento.
Diante deste quadro, vislumbrou-se uma reviravolta com a eleição de Jair Bolsonaro, fora do esquadro das forças dominantes, da mídia, dos sindicatos e dos partidos. Na Presidência, elegeu-se alguém que prometeu a mudança de tudo que revoltava o povo.
Dessa maneira, se espera que Bolsonaro faça ouvidos moucos ao aconselhamento tresloucado e divisionista da extrema direita, e assume o amor à Pátria demonstrado na campanha eleitoral, seguindo o que Montesquieu chamou de virtude política, a mola que faz mover a República e manter a Democracia.
POMPEIA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também” (Rui Barbosa)
Temos um exemplo histórico que lembra Pompeia Sula, a segunda esposa de Júlio César, viúvo de Cornélia, falecida no parto de um filho natimorto. Casaram-se em 67 a.C., quando ele voltou à Roma após servir como questor na Espanha.
No tempo em que se estudava História, aprendia-se que César foi o conquistador das Gálias e instalou a ditadura, assumindo depois como imperador de Roma. Quando imperava, Pompeia realizou em casa um festival em homenagem a Bona Dea (“boa deusa”), onde nenhum homem poderia participar.
Disfarçado de mulher, um jovem patrício, Públio Clódio Pulcro, participou do evento sendo preso e processado por sacrilégio. Mesmo sem evidência, correu o boato de que ele se chegava a Pompeia no intuito de seduzi-la. César, porém, perdoou-o e ele foi inocentado.
Mais tarde, debaixo da boataria que chegava até as classes inferiores, o Imperador se divorciou de Pompeia sob o argumento de que “minha esposa não pode alimentar dúvida, nem estar sob suspeita”. Assim, legou à posteridade o provérbio “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.
Os que me acompanham no Twitter sabem que respeito as opiniões divergentes, e como Voltaire, proponho-me a defender até a morte o direito alheio de expressá-las; mas adoto a tese de que “quem assume um cargo nos poderes da República não basta ser digno, mas deve assumir a dignidade”.
Isto vai do vereador, passando por todos cargos eletivos no Legislativo e no Executivo e ainda mais exigível aos magistrados das cortes superiores, de quem a sociedade espera que execute a justiça boa e perfeita, como os crentes esperam de Deus.
Vivemos, entretanto, uma época embaralhada. Lembro-me de que a ex-ministra do STJ Eliane Calmon, quando esteve na Corregedoria-Geral da Justiça Federal fez duras críticas ao STF, deixando o formigueiro corporativo da Justiça em polvorosa.
O então presidente do Supremo, o ex-ministro Cezar Peluso, tatuado pelo corporativismo, criticou a Ministra dizendo que tal declaração enlameava a honra dos magistrados…
Pela formação e índole, Peluso usou palavras corteses, deixando uma lição – ao meu modo de ver – que não repercute entre os seus sucessores catedráticos no plenário da Alta Corte de Justiça. Alguns não se preocupam com o aprendizado histórico preferindo cultuar a vaidade.
Um recente ataque, mais contundente do que o de Eliane Calmon, parte do ministro Luiz Roberto Barroso que em palestra na Universidade de Columbia (EUA), disse que o STF vive um momento de descrédito sob o ataque de grande parte da sociedade, porque alguns ministros atuam abertamente contra o combate à corrupção no País.
No ano passado, Barroso dissera que há gabinetes no Supremo “distribuindo senha para soltar corruptos”. Então foi recriminado, mas tudo ficou como dantes, com farta e repetitiva distribuição de alvarás de soltura para corruptos.
É triste constatar que mesmo diante dos protestos, temos togados insistindo na tentativa (inútil, numa Democracia) de divinizar suas personalidades. Blindam-se contra críticas, muitas vezes justas, e erguem altares que só convencem os sonhadores acadêmicos de Direito e (sempre) os advogados bajuladores que tiram proveito de relacionamentos suspeitos.
Infelizmente, nenhum instituto de pesquisa se atreve a fazer um levantamento sobre a avaliação popular da magistratura, particularmente dos togados; mas quem tem os pés no chão, anda de metrô ou ônibus, faz compras em supermercados, farmácias e hortifrútis, sabe muito bem.
O povo brasileiro, esclarecido pelas redes sociais, ainda não esqueceu a saga criminosa do juiz Lalau, nem o vergonhoso caso do juiz federal que após condenar um réu, foi flagrado dirigindo o carro de luxo dele, apreendido por sua ordem.
Esses exemplos foram ampliados agora com o atual presidente do STF, Dias Toffoli, promovendo repressão policialesca contra os seus críticos e atentando contra a liberdade de imprensa de forma totalitária e egocêntrica. Assim, rasga de vez a Constituição.
MODELO
MIRANDA SÁ: Email mirandasa@uol.com.br)
“Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente”. (Sócrates)
É impossível omitir a comemoração dos 5 anos de Lava Jato, festejada pelos faxineiros que trabalham para varrer os restos de corrupção deixados pelos governos lulopetistas atravancando corredores dos ministérios, tribunais, casas do Congresso e empresas estatais.
Entre as velinhas sopradas nas festas de março, uma, de grande luminosidade, foi dedicada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pela sua disposição, energia e independência nos primeiros julgamentos, com o reconhecimento estendido aos seus colaboradores, juízes de outros estados, procuradores e policiais federais.
Como o epicentro da Lava Jato ficou em Curitiba, Moro representou com a equipe da Operação, a ação fundamental de investigação, buscas, prisões e julgamento, que quase à unanimidade, o povo brasileiro exige.
Assim, não é por acaso que ele passou a ser alvo do fanatismo lulopetista, pela coragem de levar à prisão o chefe da Orcrim Política, Lula da Silva, condenando-o por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, crimes cometidos no exercício da Presidência da República. Julgamento homologado pelo TRF4 e pelo STJ.
Acompanham o combate ao juiz da Lava Jato várias tentativas do “Bando dos 4” do STF para soltar o Pelegão, como assistimos agora com a manhosa e aviltante liberação do presidiário para dar entrevista a um jornal de conhecida oposição ao governo Bolsonaro. É indiscutível que, como parte do esquema, eram esperados ataques que o Condenado faria (e fez) ao Ministro da Justiça.
Lula, como seus cultuadores e cúmplices na corrupção, não perdoa Moro por ter livrado a icônica Petrobras (eixo da maior corrupção governamental e partidária do mundo), dos contratos fraudulentos que davam prejuízos de até 20%; dos diretores que recebiam propinas; e do PT, beneficiado com a roubalheira.
Assim, não é demais exaltá-lo como um modelo a ser respeitado e seguido. O verbete “Modelo”, dicionarizado, é um substantivo masculino de origem italiana “modello”, que por sua vez herdou do latim vulgar, “modellum,i” de “mŏdus, i”, significando ‘medida em geral’, ‘medida que não se deve ultrapassar’.
Sua sinonímia é fértil, arquétipo, espelho, exemplo, ideal, imagem, padrão, paradigma, e muito mais, como também é vasto o seu uso substantivo, como medida, bitola; nas artes plásticas, desenho; na dramaturgia, expressão; na comunicação, impresso; na profissão, manequim; na arquitetura, maquete; no Comércio, marca; na confecção, molde; e, na moda, vestimenta.
O brilhante discípulo de Freud, Carl Gustav Jung, nos legou o conceito de arquétipos, as imagens primordiais gravadas no inconsciente coletivo, exemplificando-os como arquétipos da Morte, do Herói e do Fora de Lei. E assim, podemos considerar Sérgio Moro um arquétipo da Justiça.
Por ele, lemos no balanço dos cinco anos da Lava Jato, da condenação de criminosos de colarinho branco, dantes imexíveis, até a punição de poderosas empreiteiras, produtos de exportação de propinas e corrupção dos governos lulopetistas no comércio exterior.
Acrescente-se a recuperação (até agora) de cerca de RS$ 14 bilhões dos delatores, executivos criminosos e empresas, quantia jamais imaginada. Este sucesso superou a Operação Mãos Limpas promovida pela justiça italiana com exemplos de denodo e honradez.
Ainda faltam, neste balaio, o BNDES – cuja abertura da “caixa preta” foi prometida pelo presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral; e também o julgamento de Dilma Rousseff, responsável pela compra criminosa da Refinaria de Pasadena.
Assim, nos festejos do quinto aniversário da Lava Jato, celebramos a chegada do juiz Sérgio Moro ao Ministério da Justiça. Ele é um modelo a ser seguido pelos colegas de ministério, pelo desprendimento, modéstia e comedimento.
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