Bolsa e Crise
Manhã de volatilidade
A manhã na bolsa é de volatilidade, e das grandes. O Ibovespa já chegou a cair 6,3%, esteve positivo em 0,3%, e às 11h48min estava estava descendo a ladeira de novo, em queda de 3,77%. No mercado, os economistas não conseguem explicar muito o que acontece.
– O mundo inteiro está querendo saber o que está acontecendo! Para explicar, é complicado – disse Marcelo Voss, economista-chefe da Liquidez Corretora.
Há motivos para a queda e para a alta. Segundo Voss, as bolsas da Ásia e da Europa estavam caminhando para um “crash”, houve a ação conjunta dos bancos centrais com o corte dos juros, o que ajudou. Além disso, teve alta de 7,4% nas vendas de casas pendentes nos Estados Unidos (contratos que estão sendo fechados), quando o mercado esperava uma queda de 1,7%.
Porém, de acordo com ele, as medidas estão sendo tomadas pelos governos e bancos centrais depois de pressão externa, não como uma ação efetiva de governo.
– Isso passa falta de credibilidade. Os bancos centrais agem e não adianta, porque deixaram a situação chegar no limite. É essencial confiar nos governos em momentos de crise. E nos Estados Unidos, centro da crise, o governo Bush não existe. O atual governo só está socorrendo. Só vejo uma melhora de cenário consistente depois das eleições. Se a eleição correr tranquilamente, é grande a chance de estancar a crise – afirmou Marcelo Voss.
Para o economista, a ação aqui no Brasil também foi tardia e precisa ser mais incisiva.
– Você tem a taxa de juros mais alta do planeta, faz superávit em detrimento do investimento, fez as reservas e tem este tipo de ação? Não vai torrar as reservas para conter a saída de dólar do país, mas precisa ser mais incisivo. Estamos na ilustre companhia de Cabo Verde com essa cotação do dólar – disse Voss.
Hoje, o BC já fez três leilões com venda de dólar físico. E às 15h vai realizar um leilão de swap.
Fonte: Miriam Leitão
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